Marketing: o pré-candidato a deputado federal Raimundo Colombo precisa urgente de reposicionamento de imagem

Para disputar as eleições de 2026, o ideal seria que o pré-candidato a deputado federal Raimundo Colombo tivesse iniciado, quatro anos antes, um planejamento estratégico de reposicionamento de imagem.
No marketing, um candidato é um produto que precisa, antes de tudo, ser identificado dentro de um ciclo de vida composto por quatro fases: nascimento, crescimento, maturidade e declínio.
Ciclo de vida
No caso do ex-governador Raimundo Colombo, que possui uma carreira longa, consolidada e que já alcançou o auge político, entende-se que ele tenha superado a fase de crescimento. Ao mesmo tempo, como ainda mantém forte reconhecimento de nome, capacidade de voltar ao centro do debate público e recall eleitoral significativo, seria equivocado dizer que sua carreira entrou em declínio. Dentro dessa análise, fica claro que estamos falando de um quadro político em fase de maturidade.
Diagnóstico de imagem
Como ocorre com todo político de carreira consolidada, os acertos tendem a permanecer vivos na memória afetiva do eleitor, assim como os erros costumam gerar rejeições intensas. Na fase de maturidade, é vital entender que a estratégia deve ser a manutenção do voto fiel, uma vez que a percepção de erros inviabiliza o crescimento e a conversão de votos.
No caso de Raimundo Colombo, existem erros de marketing e comunicação que tornam o caso peculiar. A narrativa dominante de que “Raimundo não fez nada por Lages” transformou-se quase em uma percepção negativa absoluta, sem que houvesse uma estratégia consistente de enfrentamento e reversão dessa imagem.
Entendo isso como um erro grave, inédito e incompreensível. Não é razoável permitir a consolidação de uma percepção negativa sobre a imagem de um ex-prefeito e ex-governador que possui um amplo acervo de realizações.
“Na política, percepções repetidas acabam se transformando em verdade eleitoral.” Não é à toa que qualquer publicação nas redes sociais envolvendo o nome de Raimundo Colombo costuma ser acompanhada de um número expressivo de comentários negativos, quase sempre na casa de 80%. Um fenômeno com capacidade de servir como tese de estudo científico.
Pré-campanha preocupa
Enquanto a narrativa dominante, que deveria ser enfrentada com criatividade, estratégia e rapidez, ao menos para reduzir os danos no pleito de 2026, segue circulando solta nas ruas e nas redes sociais, a equipe de marketing aparenta negar completamente a sua existência.
Em vez disso, o que se vê são produções voltadas à humanização e à aproximação por meio de temas superficiais que, diante do grau de desgaste da imagem, acabam banalizando a figura do pré-candidato, ficando a sensação de estarem colocando Raimundo Colombo para se defender com um guarda-chuva no meio de um tiroteio.
O que fazer?
A estratégia, nesse momento, seria reconverter experiências em valor político atual, com prova social transportada do passado, que ainda hoje tem feito diferença na vida das pessoas. Um exemplo disso foi o programa juro zero, instituído quando ainda era prefeito e levado para todo o estado. Isso muda a narrativa dominante de “Raimundo não fez nada por Lages” para “Raimundo fez por Lages e pelo estado”. Isso é apenas um pequeno exemplo dentro do enorme acervo do ex-governador.
Para alguém que acompanhou a trajetória de Raimundo Colombo, espero que a equipe de marketing e comunicação revejam suas estratégias. Ainda resta algum tempo.
Veja mais postagens desse autor

