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Entrevista

A ex-servidora do Imetro de Santa Catarina, Maria Suely José, que denunciou um suposto esquema da chamada rachadinha que é quando um servidor é obrigado a repassar parte de seu salário, para quem o indicou para determinado cargo público, ou a um superior, resolveu quebrar o silêncio. Ela concedeu uma entrevista exclusiva ao SCemPauta, para onde falou sobre as denúncias contra o presidente do Imetro, Rudinei Floriano e pessoas próximas a ele. confira:

 

SCemPauta – Dona Suely, Quanto tempo a senhora trabalhou no Imetro? Qual cargo ocupou e quem lhe indicou?

Suely – Trabalhei 7 meses e três dias. Quem me indicou foi o Floriano, eu ocupava o cargo de gerente no setor de pré-medidos no Imetro, produtos Pré-embalados e medidos.

 

SCemPauta – De onde a senhora conhecia o Floriano?

Suely – Conheci o Floriano em setembro de 2018 na casa da Shirley, em uma reunião de amigos da igreja. Neste dia foi nos apresentado o casal Floriano e Elaine, como o “casal 17” como são conhecidos hoje, ela candidata a deputada federal e ele a deputado Estadual. Por sinal, um casal simpático até então. Período da campanha eleitoral, no mesmo período conheci a Shirley. Tudo isso através de um casal da igreja que já conhecia a senhora Shirley Ferreira, foi ai que a Shirley nos apresentou o casal 17.

 

SCemPauta – A senhora conheceu a Shirley, antes de conhecer o Floriano?

Suely – Sim! Na igreja Assembleia de Deus em Joinville.

 

SCemPauta – Como era o ambiente de trabalho no Imetro?

Suely – Muito conturbado. Caso de diretor não querer ter compromisso com o trabalho, não tinha reunião com a equipe pra definir os assuntos, melhor dizendo, faltou gestão. No começo antes de tirarmos o Gerente de Planejamento era ótimo, mas depois que ele saiu, ai ficou feia a coisa lá dentro. Era muito no individual. Ficamos sem gerente de planejamento e diretor administrativo.

 

SCemPauta – Foi explicado o motivo para ter ficado sem?

Suely – Hora foi por causa da reforma administrativa, hora porque eles não quiseram contribuir com a quantia que cada comissionado teria que dar. Como eles não concordaram, foram exonerados.

 

SCemPauta – Como que começou a suposta cobrança de parte do salário? Quem fazia a cobrança?

 Suely –  Foi feita uma reunião e nesta, foi feita a cobrança dessa parte do salário. No momento ninguém queria aceitar. A Shirley dizia que era o Floriano, por que ele era o presidente, então nós teríamos que aceitar.

 

SCemPauta: Isso foi no início?

 Suely – Sim, foi logo no início.

 

SCemPauta – A Shirley disse que o dinheiro seria para o Floriano?

 Suely – Para a campanha dele. Que como nós estávamos ali com cargo comissionado, nós tínhamos que ajudar a ele, se não nós seríamos exonerados. Se quisesse permanecer ocupando cargo no governo, teria que contribuir. Como no início alguns não aceitaram, foram exonerados.

 

SCemPauta – Ela falava isso abertamente? Quanto cobrava?

 Suely – Sim! R$ 350 Reais era cobrado.

 

SCemPauta – A senhora chegou a pagar? Como era a forma de pagamento?

Suely – Sim, uma única vez direto para a Shirley

 

SCemPauta – E depois, a senhora não pagou mais?

 Suely – Não!

 

SCemPauta – A senhora chegou a dizer que não pagaria mais? Qual foi a reação da Shirley?

Suely – Bom, na entrevista que o presidente deu à Jovem Pan, ficou bem claro que eu me neguei a ajudar desde o início. A Shirley ficou calada, mas ficou arrumando um jeito para me incriminar para ter um motivo para que eu fosse exonerada. Quando falei para ela que não pagaria mais por ser ilegal, eu tinha buscado assessoria jurídica e, nenhum lugar disse que eu tinha que pagar esse valor, que eu tinha que contribuir para uma campanha. Na verdade, eu falei para ela que eu já teria trabalhado para o candidato sem remuneração. Eu trabalhei para o Floriano de graça, não cobrei nada, foi espontâneo para que ele ganhasse as eleições, né? Falei para ela que na verdade não era eu que estava devendo favor a ele, ele que estaria devendo para mim, se eu fosse cobrar. Trabalhei de livre e espontânea vontade e não cobrei nada na época da política, eu senti que não deveria. Eu também não pedi cargo e nunca falei para ele que o ajudaria na campanha caso ele ganhasse, pois eu estaria indo embora para Londrina em janeiro. Eu voltei da viagem que eu fiz no final do ano, após as eleições, voltei quando ele já estava pegando o Imetro. Eu estava no início de tudo, na transação de governo tenho tudo registrado. Eu nunca pedi um cargo. Eu relatei tudo isso para ela, não é justo. A gente tem tanto desconto no salário da gente: “Eu pagando aluguel, você (Shirley) morando comigo, por que eu reconheci que morei lá contigo, mas não era de graça, eu paguei para você”. Aí ela foi só fazendo as coisas sem eu saber, até chegar o período dela e o Nalcir armar um jeito de me mandar embora, que até hoje eu não entendi. Todo mundo sabia que eu ia sair de lá, menos eu. Foi uma coisa muito constrangedora, passei por um processo ali dentro do Imetro ali, de muito constrangimento. O pessoal ficava me olhando: “Você não vai embora não, ah você não foi mandada embora não? Você vai ser exonerada”. Perguntei o que estava acontecendo e, eles estavam sabendo e eu não sabia. O Seu Nalcir se revoltou contra mim de um jeito, eu já não conseguia trabalhar, ter um relacionamento de gerente para diretor, ele simplesmente não queria saber das coisas, deixava tudo por minha conta, falava “se vira”, nada formal, tudo de boca, eles queriam mesmo que eu me complicasse no Imetro. Houve uma junção deles dois. Quando descobri que não era obrigada a dar esse dinheiro, alguém falou que eu tinha que ir no Ministério Público fazer essa denúncia. Aí você viu que eu denunciei e que gravei e, que ela compromete um monte de gente.

 

SCemPauta – Para qual campanha do Floriano supostamente seria esse dinheiro?

Suely – Ela falou que ele iria sair candidato a prefeito e se ele fosse eleito, todos iriam continuar com ele na Prefeitura de Joinville, mas eu logo vi que ele não teria muita chance por ser uma pessoa que estava iniciando a carreira política agora.

 

SCemPauta – Alguém mais do Governo do Estado ou do partido dele, o PSL, sabia dessa cobrança?

Suely – Essa informação eu não tenho, realmente se tem alguém do governo ou do partido que sabia dessa cobrança. Naquela gravação ela fala de algumas pessoas, mas até onde isso é verdade eu não sei. Acredito que ela queria me convencer de que era correto cobrar, sabe?

 

SCemPauta – Foi dito pelo Floriano que havia uma contribuição para festas de aniversário, como era isso?

Suely – Todos nós dávamos R$ 50 Reais, fora os R$ 350 que a gente dava do que a Shirley cobrava lá, a gente dava mais R$ 50 Reais para essas festinhas que aconteciam todos os meses no Imetro, aniversário e tal. Tudo isso era programado pela Shirley, mas tudo isso tinha o aval dele, se tinha o aval dele, ele estava de comum acordo. Qualquer R$ 50 Reais que tirasse do nosso salário a gente tinha um desfalque, nós tínhamos despesa, os nossos gastos. Eu morei com ela, pagava R$ 350 Reais para ela, o meu erro foi não pegar um recibo dela para comprovar. Na entrevista dele ele diz que eu cheguei com uma mão na frente outra atrás, isso é mentira do Floriano. O funcionário do Imetro eles não eram obrigados a dar o dinheiro, mas ficava aberto para eles contribuírem como quisesse, um prato, um refrigerante, mas nós comissionados éramos obrigados a dar os R$ 50 Reais, fora o que dava para a suposta campanha do Floriano, que eram os R$ 350 Reais. Nós ganhávamos um salário razoável, mas nós tínhamos os nossos gastos, as nossas despesas. A gente estava trabalhando para nada, não era ruim o salário, mas não tão bom quanto a responsabilidade que temos. Não tinha prestação de contas clara, de quanto gastou, a única pessoa que ela disse que prestava conta era para o senhor Nalcir.

 

SCemPauta – Na entrevista à Jovem Pan de Joinville, o Floriano acusou a senhora de ter dado algo para a Shirley tomar. O que a senhora tem a dizer?

Suely – Marcelo, ela não estava ficando comigo na casa, ela estava em Itajaí cobrindo férias de um coordenador de lá, que estava de férias, que era o senhor “Barvir”. Ela não retornava pra casa, era de Itajaí para Joinville, a gente não tinha contato direto, entende? Ela foi no dia 16 pra lá que foi numa sexta-feira, no dia 17 ia ter a filiação na praça. Eu fui na sexta-feira à noite, no dia 16 a noite, fiquei de manhã lá. A gente foi pra praça, foi feita uma convocação para o pessoal da equipe que trabalhava para o Floriano que teria que ir para a praça fazer essa filiação. Tanto é que não fui nem convidada, eu questionei para ela o motivo do Floriano não querer que eu fosse. Eu fui, como era toda uma equipe, se eu sou da equipe, eu estou indo. Fiquei na casa com ela lá, em nenhum momento eu dei nada para ela tomar, entende? Eu fiquei lá uma noite, cheguei tarde, dormi, amanheci no dia, no sábado fui pra praça, fiz a filiação com o Coronel Armando (deputado) e o pessoal dele. Depois, eu peguei e vim me embora com um colega lá, um casal, que é o seu Emerson e a Janete. Já no domingo você entrou em contato comigo e, eu estava sozinha na minha casa. Ela chegou naquele dia a noite, era mais de 10 horas da noite, então não tem como eu fazer algo nesse sentido. Você acha que uma farmácia venderia algo para eu dopar alguém, sem receita médica? Nunca! Eu trabalhei foi dois anos e meio com médico e, eu sei que remédio forte eles não vendem sem receita médica. Eu não entendo o que ele quis ganhar com aquilo ali. Ele só se complicou mais ainda, ele vai ter que se explicar, tanto é, que nem vou mexer mais com isso não, pois quanto mais mexe, mais entorna o caldo. Ele é uma pessoa sem escrúpulo, não estou afim de me estressar com tipo de gente que nem ele não. Eu estou sem saber o que ele quer falar com isso, tanto é, que ele falou que eu sou louca, ele vai ter que provar também. Estou disposta a fazer um exame psiquiátrico e provar que eu não sou o que ele disse e, se eu provar, ele vai ter que me indenizar, ele sabe que isso pode cair sobre ele. Eu não sou uma indigente no mundo, eu tenho família. Na minha família tem juiz, promotor, tem polícia federal, tem tudo, ele sabe um pouquinho da minha vida. Ele quis me complicar mesmo, ele sabe que vai se complicar com tudo o que eu disse.

 

SCemPauta – Como que foi feita a gravação?

Suely – Foi no período da manhã. A gente dividia o mesmo quarto e a mesma cama, pôr o apartamento ser pequeno. Tinha um primo dela já lá morando com a gente também, que ela trouxe sei lá de onde, enfiou lá dentro de casa também. Estávamos nós três em casa. Ela chegou no domingo à noite, já era umas 10 hora da noite eu já estava deitada, então não tem como eu ter posto algo para ela tomar, ou comer, nós não fazíamos refeições em casa, entendeu? No período que ela chegou em casa eu já estava deitada e, como eu fiz a gravação de manhã, não teria como eu ter dopado ela de qualquer forma. Eu fiquei curiosa para saber que remédio poderoso eu poderia pôr para uma pessoa tomar, comer, ou sei lá como, que soltasse a língua da forma que ela soltou. Eu iria dar para todos os políticos corruptos, para eles falarem das propinas que eles ganham. Eu não entendi até então o que ele quis com isso, eu jamais faria isso com qualquer pessoa, com o meu pior inimigo. Foi uma acusação muito séria, eu quero que ele prove isso. Eu achei um absurdo!

 

SCemPauta – Por qual motivo a senhora acha que ela falou tudo o que aparece na gravação?

Suely – Pra ser sincera eu não sei o que ela quis citando todos aqueles nomes. A única conclusão que eu cheguei, é que ela queria me convencer de que essas pessoas também cobravam de seus comissionados e, que ela estava no direito de cobrar de mim também. Só que até então eu não tenho esse conhecimento se isso realmente acontece em relação as pessoas que ela citou. Como ela dizia que estava há muito tempo na política, ela disse que isso acontecia há algum tempo, ela achou que não entendo nada de política, acredito que foi nesse caso, ela queria dizer que eu não tinha conhecimento, esclarecimento dessas coisas, queria me convencer. Eu sei que o Coronel Armando não faz isso, eu conversei com várias pessoas que trabalha com o Coronel Armando, eu sei que ele não faz isso. Coronel Armando é um homem muito correto, ele tem uma índole muito boa, é corretíssimo. O Lima (deputado estadual), eu não conheço, a Meuri e o Jackson nunca falaram essas coisas. Mauro Mariani, nunca nem vi, nem sei quem é a pessoa. Bom, eu realmente não sei qual era o objetivo dela. A conclusão que tirei é que ela queria me convencer usando eles.

 

SCemPauta – O presidente do Imetro disse que a senhora foi exonerada por causa de seu comportamento. Que a senhora quase foi às vias de fato com o Nalcir.

Suely – Isso nunca aconteceu, não sei de onde ele tirou isso. O seu Nalcir tem a sua parcela de falta de comprometimento com o cargo que ele está ocupando dentro do Imetro. Eu jamais teria agredido uma pessoa da forma como ele citou. Ele nem tem prova disso, o Floriano nunca parou no Imetro. Eu tive sim, um desentendimento com o seu Nalcir em relação a uma solicitação da Anvisa, que mandou uma solicitação para o meu setor e eu fui falar com o seu Nalcir. Eu precisava dar encaminhamento àquela solicitação da Anvisa e, que eu ia precisar que ele liberasse diárias para que os servidores da casa, pudessem realizar o trabalho para que eu pudesse dar para a Anvisa, a resposta positiva. Houve esse desentendimento por que ele disse que não iria liberar a diária. Nós já tínhamos dado início aos trabalhos e quando chegamos ao final dos trabalhos, ele não queria liberar uma diária e meia para fazer uma fiscalização em uma cidade e, eu sabia que precisava dar uma resposta. Ele me autorizou a dar início ao trabalho, cheguei ao início, meio e quando cheguei na finalização desse trabalho, o seu Nalcir começou a birrar, não queria liberar a diária. Foi aí que entrei num desentendimento com o seu Nalcir, de forma pacífica. O seu Nalcir foi quem se alterou comigo e eu disse que não deixaria de dar a resposta à Anvisa, que nós já tínhamos dado início ao trabalho e que agora faltava uma cidade para fazer a fiscalização e ele não ia liberar? Era uma diária e meia pro fiscal que eu tinha que liberar. Nesse sentido que ele queria me comprometer, me taxar que eu era irresponsável, mas eu bati de frente com ele e eu ia dar a continuidade no trabalho. Aí ele não queria, eu falei com o diretor administrativo que liberou a diária, aí foi assim que houve o nosso desentendimento. Aí o seu Nalcir viu que perdeu pra mim, bati de frente mesmo para terminar o trabalho. Pedi que ele fizesse um documento sobre o motivo que ele estava se negando a dar diária e ele negou. Falei com o diretor administrativo que autorizou.

 

SCemPauta – A senhora já foi chamada pelo Ministério Público ou para a Secretaria de Integridade e Governança?

Suely – Nem o Ministério Público se manifestou, nem essa Secretaria de Integridade. Não me chamaram. Se é que vão fazer alguma coisa, espero que eles apurem tudo isso e venha esclarecer isso aí, deixar claro. A parte que mais está sendo atingida é a minha pessoa, por fazer uma coisa assim contra o que não era correto, é muito sujo essa cobrança de dinheiro do comissionado. Que se faça a apuração que deve ser feita, enquanto isso eu fico no aguardo e minha vida segue. Eu já arrumei um trabalho, não é aqui, é em outra cidade. Pelo que fiquei sabendo o Ministério Público não iria se manifestar, que está tudo certo, que eu fiz não daria em nada. Estou no aguardo de qualquer um deles me chamar, mas ele (Floriano) está muito seguro de que nada vai acontecer. Eu gostaria muito que o Ministério Público se colocasse em ação, o que é cabível a eles fazer e estou aqui para dar esclarecimento de tudo, só isso que tenho a dizer.

 

Dalmo no PSDB

O ex-deputado e secretário de Estado da Saúde, Dalmo Claro de Oliveira, está acertando a sua filiação no PSDB. Ele já teria conversado com o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que está incentivando candidaturas em grandes cidades. Dalmo se for para o ninho tucano, será para disputar a Prefeitura de Joinville.

 

Decepção

Foi a palavra usada por um deputado estadual do PSL, em relação ao toma lá dá cá que está acontecendo na Casa D’Agronômica. De acordo com o parlamentar, a negociação de liberação de emendas e de atendimento a somente quem votar com o governo na Assembleia Legislativa, faz parte da “velha política”.

 

CPI da Ponte

Engenheiro esteve ontem na Alesc.

O engenheiro civil Sebastião de Almeida Rezende afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alesc, sobre supostas irregularidades nas obras da Ponte Hercílio Luz que o Consórcio Florianópolis Monumento não teria condições de concluir as obras para as quais foi contratado pelo Estado, em 2008. Rezende ingressou na obra em 2009 e permaneceu até 2015, um ano após a rescisão do contrato entre o consórcio e o Estado. Ele trabalhava para a Prosul-Concremat, consórcio contratado pelo governo para gerenciar, supervisionar e apoiar a fiscalização das obras.

 

Relatórios

O relator da CPI da Ponte Hercílio Luz na Assembleia Legislativa, deputado Bruno Souza (sem partido), mostrou ao engenheiro civil Sebastião de Almeida Rezende, relatórios assinados por ele, nos quais fazia alertas ao antigo Deinfra sobre os atrasos na execução das obras, com descumprimento do prazo final para a entrega. O engenheiro confirmou o teor dos documentos e ressaltou que, apesar dos avisos recorrentes sobre o não cumprimento do cronograma das obras, a fiscalização e as decisões cabiam ao Deinfra. “A obra tinha muita morosidade”, afirmou Rezende. “Parte disso, por falta de recursos, mas o pagamento pelos trabalhos executados era feito, talvez não na data exata, mas o que foi feito foi pago.”, afirmou.

 

Sem investimento

Para o engenheiro civil Sebastião de Almeida Rezende, o consórcio construtor não fez os investimentos necessários em pessoal e equipamentos para a reforma da ponte. Ele afirmou que o Florianópolis Monumento reduziu o número de funcionários no canteiro de obras e relatou abandono por parte de terceirizados por falta de pagamento. “Talvez pode ser a partir de 2011 que a gente viu que não ia. A não ser que a empresa pegasse, por ela própria, e desse um gás na obra para mostrar que estava na condição de correr atrás do cronograma”, afirmou Rezende. O engenheiro não soube dizer à CPI se o consórcio foi punido pelo Deinfra pelos atrasos no cronograma, mas afirmou acreditar que não houve penalizações. Também confirmou que a obra foi realizada sem seguro de risco de engenharia.

 

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