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Faltando menos de seis meses para o dia decisivo, os partidos estão otimistas em aumentar a representatividade de Joinville na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. A projeção é aumentar de três para seis os deputados estaduais e de um para três a representação do município em Brasília. A maior disputa deverá acontecer entre os quatro maiores (NOVO, PL, PSD e MDB), que praticamente terão em 4 de outubro uma “primária” na escolha de seus candidatos a prefeito dois anos depois (exceto o NOVO que já definiu Rejane Gambin à reeleição). Se a campanha desenvolvida pelas entidades empresariais for bem sucedida (“valorizar o voto em candidatos da região”), Joinville poderá chegar ao número recorde de sete deputados estaduais.  

MDB

Inegavelmente, o partido de Luiz Henrique vai disputar a eleição com dois candidatos competitivos: o deputado estadual Fernando Krelling à reeleição e o ex-deputado federal Rodrigo Coelho à Câmara Federal. A senadora Ivete Appel da Silveira não irá concorrer, mas será uma voz decisiva no caminho que tomará Joinville na eleição majoritária, independente da posição oficial do partido no Estado. Com três vereadores eleitos e 40.488 votos no total de candidatos – o quarto melhor colocado – o MDB continua entre os principais partidos em Joinville.

NOVO

Com a administração municipal e a maior bancada na Câmara de Vereadores, o NOVO já definiu seus candidatos em 4 de outubro: os vereadores Érico Vinícius à Câmara Federal e Neto Petters à Assembleia Legislativa ao lado do deputado estadual Matheus Cadorin, candidato à reeleição. Com o apoio da prefeita Rejane Gambin e do ex-prefeito Adriano Silva, o partido poderá ser uma surpresa em outubro na região, embalado com a aprovação da administração municipal.

PL

Com um deputado federal, dois estaduais e três vereadores, o PL de Joinville já definiu dois candidatos à Câmara Federal (Zé Trovão e Sargento Lima) e três à Assembleia Legislativa (deputado Maurício Peixer, vereador Wilian Tonezi e a empresária Fabi Venera), sendo o partido com maior número de candidatos (cinco). Por não conseguir uma vaga na sigla, o vereador Brandel Júnior mudou para o partido Republicano para ser candidato a deputado estadual.

Republicanos

Com a provável saída do vereador Lucas de Souza e o ingresso já definido de Brandel Júnior, o partido Republicanos foi o que mais cresceu vegetativamente em Joinville. Recebeu o ex-deputado federal Darci de Matos (Câmara Federal) no ano passado e em 2026 o ex-diretor comercial da Celesc Eduardo Cesconetto (Assembleia Legislativa) ambos com a garantia de disputarem a eleição de outubro, o mesmo ocorrendo com o vereador Brandel Júnior.

PSD

Terceira maior força na Câmara de Vereadores com três vereadores e 40.602 votos na soma de seus candidatos, o PSD conta com o presidente da Câmara Diego Machado como único nome à Assembleia Legislativa. O QG do partido em Joinville é o Poder Legislativo. Há tempos está procurando um candidato à Câmara Federal competitivo para “dobrar” com Diego Machado. Por enquanto, apenas o vereador Ascendino Batista já manifestou vontade de concorrer, embora não tenha uma atuação regionalizada.

PT

Pela primeira vez há muitos tempo sem Carlito Merss na lista de candidatos, o PT não está priorizando a vitória de um de seus filiados em 4 de outubro e sim ampliar o número de candidaturas. Serão dois à Assembleia Legislativa e dois à Câmara Federal. É muito para um partido que tem apenas uma vereadora. Caso não eleja ninguém, a sigla que já governou Joinville com o próprio Merss (2009/2012), dificilmente terá um candidato competitivo para disputar a prefeitura em 2028.

Progressistas

Partido que já administrou Joinville com Luis Gomes (1989/1992), sucessor do PDS, o Progressista vai tentar a reabilitação do fracasso de 2024, quando a legenda fez apenas 6.941 votos, número inferior aos três vereadores mais votados. Graças ao empenho do senador Esperidião Amin e de alguns de seus amigos históricos em Joinville, o PP continua existindo. A maior esperança é a dobradinha Anelísio Machado (estadual) e o recém filiado Coronel Armando(federal).

PSDB

Outro partido que esteve na prefeitura e em franco é o PSDB. Na administração Marco Tebaldi (2002/2008) o partido atingiu seu auge. A decadência da sigla pode ser mensurada pelos votos nas duas últimas eleições para vereador: em 2020 elegeu Diego Machado como segundo mais votado e fez 16.043 somando todos os candidatos. Sem Machado, o PSDB não elegeu nenhum em 2024 e na soma dos candidatos fez apenas 3.565 votos. Seu presidente municipal continua sendo Carlos Caetano, um dos remanescentes dos “tebaltistas”. Não deverá apresentar nenhum candidato em 4 de outubro.

PDT

O partido fundado por Leonel Brizola nunca passou de pequeno em Joinville, onde 70% da população ganha menos do que três salários mínimos. Na última eleição para vereador não lançou nenhum candidato em razão de uma aliança com o PSB, cujo candidato a prefeito Rodrigo Bornholdt fez apenas 2.946 votos. Não deve lançar candidatos em 4 de outubro.

PSB

O partido de Gelson Merísio em Joinville está entre os inexpressivos no maior colégio eleitoral e à caminho de uma morte por hemorragia de pessoal, caso Bornholdt deixe a sigla. Contando com o “reforço” de candidatos vindos do PDT, a sigla fez 5.601 votos na soma para vereador em 2024, mesmo contando com um candidato a prefeito, o próprio Rodrigo Bornholdt.

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