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Encontro em São Paulo selou apoio do PSD catarinense a Ronaldo Caiado — imagem: Divulgação

Uma comitiva do PSD aqui no Estado foi a São Paulo no final de semana para um jantar na residência do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab. Além das questões paroquiais sobre a eleição em Santa Catarina, como detalhes da futura campanha, também houve uma conversa com o pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.

A comitiva, que teve entre os seus integrantes o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, o ex-governador e pré-candidato a deputado federal, Raimundo Colombo, o presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, o deputado estadual Napoleão Bernardes (PSD) e a suplente de deputada Marlene Fengler (PSD), combinou com Caiado uma agenda de três dias neste mês de maio aqui no Estado.

Dessa forma, os pessedistas abraçam Caiado a pedido de Kassab. Mesmo sendo uma orientação partidária — o que pode ter deixado o projeto do PSD catarinense sem alternativa —, para a realidade de Santa Catarina, que vem de duas eleições verticalizadas, ou seja, com forte influência dos pleitos nacionais, a estratégia parece não ser das melhores. O ex-governador de Goiás está muito distante dos dois principais pré-candidatos: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que começam a polarizar o cenário. Isso dará uma boa vantagem, caso se repita a influência nacional, ao governador Jorginho Mello (PL) e ao ex-deputado Gelson Merisio (PSB).

Portanto, ou os pessedistas tentam levar a eleição para um debate mais estadualizado, comparando gestão e fazendo críticas ao governo, onde poderão gerar dificuldade a Jorginho, ou, diante de um cenário nacionalizado, terão que trabalhar muito para conquistar um eleitor que foi abduzido pela polarização.

Chiodini

Presença de Chiodini em São Paulo reforça sua decisão de estar com o PSD — imagem: Divulgação

O presidente estadual do MDB, deputado federal Carlos Chiodini, está praticamente definido como vice na futura chapa com João Rodrigues (PSD) ao Governo do Estado. Ele foi a São Paulo com os pessedistas e chamou a atenção para a questão da polarização. Para o líder emedebista, há necessidade de tirar o debate político da polarização e levá-lo para soluções práticas, com responsabilidade e planejamento. O fato de Chiodini ter aceitado o convite para ir ao jantar realizado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, foi visto como um sinal claro de que está engajado no projeto com o PSD.

Massa e paz

Conversa para acalmar os ânimos em um restaurante de Florianópolis – Imagem: Divulgação

Antes de viajar para São Paulo, o presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, almoçou na Macarronada Italiana com os deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper. O prato principal foi a divisão interna no partido após o jantar de uma ala com o governador Jorginho Mello (PL). Krelling e Comper fizeram questão de lembrar a Chiodini que todos sabiam que o encontro havia sido marcado e que é preciso discutir a questão internamente. O pedido se deu por causa da carta publicada por Chiodini como reação às manifestações de apoio à reeleição do governador. Ele teria dito que a militância esperava uma reação firme. Segundo uma fonte, teria completado que entende os movimentos como naturais, mas fez questão de afirmar que está próximo do grupo do pré-candidato João Rodrigues (PSD).

Convenção

Segundo relatos, o presidente estadual do MDB, deputado Carlos Chiodini, teria dito aos deputados estaduais Fernando Krelling e Jerry Comper que está avaliando se fará prévia ou convenção. Ele quer reunir a bancada para tentar apaziguar os ânimos e seguirá conversando com a militância. “Nenhuma decisão está totalmente tomada”, relatou a fonte. Chiodini também fez questão de frisar que os presidentes dos diretórios municipais apoiam a decisão tomada por ele.

Jantar do PL

Carlos Bolsonaro ainda sofre rejeições ao seu projeto — imagem: Rede Social

Acontece hoje o jantar na Casa d’Agronômica, promovido pelo governador Jorginho Mello (PL), para pacificar o partido, sobretudo em relação ao pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL). O ex-vereador do Rio de Janeiro enfrenta fortes resistências no partido, sobretudo de lideranças como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo. Fontes observam com ceticismo a possibilidade de alguma mudança na relação de Campagnolo com Carlos, principalmente pelos ataques sofridos por ela quando se posicionou a favor da pré-candidatura ao Senado da deputada Carol de Toni. “Tudo pode acontecer. Todo mundo sabe que ir contra a candidatura do Carlos é se colocar sob risco de ataques nas redes sociais. É quase que uma imposição”, disse uma liderança do partido.

Acalmar os ânimos

Quando almoçou com a bancada estadual do PL na Assembleia Legislativa, no dia 15 de abril, o governador Jorginho Mello (PL) pediu a todos que evitem desgastes e que discussões internas cheguem à imprensa. Segundo um deputado, o governador disse que é o momento de evitar problemas, pois, segundo ele, o partido tem apresentado grande crescimento no Estado. “O governador acredita na reeleição em primeiro turno”, relatou a fonte. No jantar de hoje à noite, Jorginho deve repetir o pedido e fará um apelo para que todos se engajem na campanha de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado. Ele também dará mais detalhes sobre o evento com o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que acontecerá no próximo sábado (09), no Norte da Ilha.

Problema à vista

Naatz fez duras críticas a Cardoso por causa da retirada da assinatura — imagem: SCemPauta

Tudo o que o governador Jorginho Mello (PL) não queria está ocorrendo nos bastidores da bancada estadual de seu partido. O deputado estadual Ivan Naatz (PL) conseguiu assinaturas para abrir a CPI dos Cartórios, porém, o seu colega de partido, deputado Júnior Cardoso, retirou a assinatura, junto com Emerson Stein (MDB), que havia assinado, mas a retirou quando voltou a ser suplente. Naatz não gostou e partiu para o ataque por meio da seguinte mensagem destinada a Cardoso, no grupo de WhatsApp da bancada: “Eu acho que o Dep. Júnior Cardoso escolheu o partido errado, porque o PL não é partido de COVARDE. Para retirar a assinatura de uma CPI, ou o sujeito é COVARDE ou é CORRUPTO! Já chegou TRAINDO os colegas. #semperdaopratraidorecovarde”.

Manifestações

Procurei o deputado estadual Ivan Naatz (PL), mas não retornou às tentativas de contato. O deputado Júnior Cardoso (PL) me enviou a seguinte mensagem: “Não vou me manifestar pelo fato de o comentário ter ocorrido num grupo fechado de parlamentares do qual faço parte. Espero que seja somente um comentário infeliz de um colega que respeito muito”, escreveu.

E a CPI…

A Associação dos Notários e Registradores do Estado de Santa Catarina (Anoreg) fez uma postagem em rede social anunciando que a CPI dos Cartórios foi arquivada pela Assembleia Legislativa. No texto, é dito que o pedido não foi aceito por falta de requisitos mínimos. “Uma decisão que reafirma a seriedade das instituições e o respeito ao devido processo.”

Novo pedido

Não consegui falar com o deputado estadual Ivan Naatz (PL), mas recebi uma nota na qual ele informa que reapresentará a lista, que antes tinha 17 assinaturas e que, segundo me informaram, agora tem 15 — uma a mais das 14 necessárias para abrir a CPI dos Cartórios. No texto, ele acusa os cartórios de pressionarem pela não abertura da comissão que, de acordo com a nota, pretende investigar supostas irregularidades e abuso de preços no que chamou de sistema de cartórios. “Se a Anoreg vem pregando a constante seriedade e o compromisso com a ética e a transparência do sistema de cartórios em SC, o que a entidade tem a temer diante da instalação de uma CPI na Alesc?”, questionou.

Inelegibilidade

Defesa de Fabiano está confiante na reversão da inelegibilidade — imagem: Bruno Collaço/Agência Alesc

O deputado estadual Fabiano da Luz (PT) tentou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para reverter uma decisão na Justiça criminal que o tornou inelegível por 10 anos por improbidade administrativa. A decisão se deu por conta de uma viagem de prefeitos do Oeste à Europa, ocorrida em 2014, quando Fabiano ainda era prefeito de Pinhalzinho. Ele e o ex-prefeito de Nova Erechim, Volmir Pirovano, foram acusados de terem feito turismo em parte da missão. A condenação foi de ressarcimento ao município, pagamento de multa e suspensão dos direitos políticos. Outros prefeitos fizeram acordo com a Justiça, enquanto Fabiano teria sido orientado a não firmar acordo.

Acordo

Acontece que o Superior Tribunal de Justiça homologou um acordo com o deputado estadual Fabiano da Luz (PT). O ministro Afrânio Vilela encerrou o processo cível e apenas ajustou o valor da multa. O Ministério Público se manifestou contrário ao acordo por não incluir a perda dos direitos políticos, entre outros pontos. O argumento foi rejeitado pelo magistrado, que homologou.

Advogados contestam

Uma fonte ligada à defesa do deputado estadual Fabiano da Luz (PT) informou que serão trabalhadas três teses para reverter a decisão que tornou o parlamentar inelegível. A primeira é que Fabiano saiu direto do cargo de prefeito para o mandato na Assembleia Legislativa; portanto, ele teria direito ao foro privilegiado, o que não ocorreu. O entendimento é de que ele não poderia ter sido julgado na primeira instância, o que anularia o processo. Além disso, a defesa se baseia no acordo com o STJ, que aceitou, o que sustenta a tese de que o processo criminal deveria ser extinto. Também é pedido o reconhecimento da prescrição. A defesa deve apresentar documentos mostrando que o processo prescreveu quatro dias antes da decisão judicial.