Vitória com gosto de derrota: Amin celebra ressarcimento de R$ 384 milhões após SC bancar obras federais durante o governo Bolsonaro
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Como já foi amplamente noticiado pela imprensa catarinense, o governo de Jair Bolsonaro foi muito modesto no quesito investimento em infraestrutura no estado. Essa realidade obrigou, à época, o governador Carlos Moisés a empregar recursos estaduais, no montante de R$ 384 milhões, em obras federais, para evitar a piora das BRs 163, 280, 282, 285 e 470. Uma situação que poderia prejudicar, sobretudo, a atividade econômica das regiões do Vale e do Oeste.
O governo federal já havia procurado o governador Jorginho Mello com a intenção de devolver os recursos com o carimbo original da infraestrutura. Porém, o governador queria receber o montante em caixa, sem qualquer rubrica. O governo federal não aceitou.
Na sexta-feira (20/03), o impasse chegou ao fim. Esperidião Amin usou as redes sociais para anunciar a devolução desses recursos, com base em despacho assinado pelo ministro Fernando Haddad. O senador classifica o ato como uma vitória, atribuída à articulação realizada por ele próprio junto ao Ministério da Fazenda.
O acordo foi firmado da seguinte forma: o governo federal irá abater o montante das parcelas que o Estado paga de sua dívida com a União. Com isso, Santa Catarina ganha fôlego para investir os recursos que deixam de sair do caixa.
É preciso lembrar que esse “apuro” do governo Moisés com o governo federal aconteceu debaixo do nariz do senador Amin (à época, do núcleo duro do bolsonarismo), que ganhou destaque nacional em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na CPI da Pandemia.
Então, surgem algumas perguntas que não querem calar:
— Amin se expôs em favor de Jair Bolsonaro apenas em troca de projeção midiática?
— Não teve ele prestígio suficiente para viabilizar recursos federais para o estado?
— Foi justamente com o ministro Haddad, do PT, que Amin conquistou a sua maior vitória no governo federal?
“Desde 2022, nós apresentamos e aprovamos seis textos de lei para que o governo federal fizesse o ressarcimento a Santa Catarina, dos R$ 384 milhões que foram entregues ao governo federal para que o DNIT pagasse contas criadas com a baixa execução das obras nas BRs 282, 285, 280, 470 e 163.”
O senador, nas entrelinhas, sem citar nomes, admite ter aguardado a troca de governo para procurar reaver os recursos do estado. Porém, se tivesse atuado mais em defesa dos interesses dos catarinenses, em vez de performar na CPI da COVID, essa vitória com gosto de derrota poderia ter
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