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No período de 15 meses em que Vilson Kleinubing foi Prefeito de Blumenau, e fui seu Secretário de Planejamento, um importante projeto urbano foi priorizado: a consolidação dos “centros de bairro”. A iniciativa foi da arquiteta Claudia Siebert. Na ocasião, ela era Diretora de Planos e Projetos da Secretaria e, após a renúncia de Vilson, em abril de 1990, e a consequente posse de Victor Sasse, Claudia tornou-se Secretária do Planejamento Urbano. Kleinubing deixava a Prefeitura para candidatar-se ao Governo do Estado, e eu saí junto para auxiliá-lo na campanha.

Claudia Siebert em reunião no Planejamento, com o Secretário e o empresário Egon Stein (á direita). Foto: Arquivo Público de Blumenau.

As origens dos Centros de Bairro.

Rio de Janeiro.

Esse modelo de organização urbana é antigo no Brasil. Ainda na primeira metade do século passado, o urbanista francês Alfred Agache elaborou projeto nesse sentido para a cidade do Rio de Janeiro. Entre 1930 e 1960 surgiram planos semelhantes em Belo Horizonte, Brasília (o Plano Piloto de Lúcio Costa) e São Paulo. Todas essas experiências visavam à implementação de “cidades descentralizadas”, com núcleos autônomos e vida própria, dotados de serviços e espaços de convivência. A ideia básica era a criação de bairros com “centros” próprios.

Desde a origem os idealizadores dessa estratégia e os administradores das cidades cuidavam de dotar os bairros de escolas, serviços públicos em geral, praças, comércio e igreja, tudo a uma “distância caminhável”. A parte central da comunidade deveria abrigar a vida do bairro. Ali deveria existir um núcleo autossuficiente, onde os locais de atendimento às necessidades da população estariam a curta distância das áreas residenciais. O centro de bairro é, portanto, um subcentro. É um espaço misto, próximo dos locais de moradia, envolvendo, harmonicamente, trabalho, comércio, serviços públicos e lazer.

Blumenau, de 1977 a 1989: evolução e consolidação.

Em Blumenau, os centros de bairro surgiram, ao natural, pela força da prática, com o crescimento urbano que se acentuou a partir dos anos 1960. O Plano Diretor de 1977, primeiro deste gênero na cidade, introduziu tal conceito com a previsão de polos de serviços e comércio fora do centro principal da cidade, como um meio de reduzir deslocamentos e dar mais autonomia aos bairros. Gradativamente, aqueles mais populosos, como Garcia, Velha, Itoupava Norte, Fortaleza e Itoupava Central, passaram a ter um núcleo de serviços e atividades que caracterizava uma centralidade local.

A equipe técnica, que já vinha, em 1989, estudando o tema em função das alterações que ocorreram com as cheias de 1983 e 1984, foi estimulada a acelerar suas providências na elaboração do novo Plano Diretor.

Próxima coluna.

Definidas as grandes linhas, decidiu-se em quais bairros deveriam ser concentrados os novos estímulos ao adensamento e ao surgimento de serviços, próprios de centros de bairros.