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Antídio Lunelli Convenção do MDB Udo Döhler

Uma rápida conversa com Udo Döhler após a convenção

Registro feito pelo assessor de Udo durante a nossa conversa

Após vencer a convenção estadual do MDB e ser o indicado a vice na chapa do governador, Carlos Moisés da Silva (Republicanos), o ex-prefeito de Joinville, Udo Döhler, fez um gesto em busca de uma reconciliação com o seu adversário na disputa, o ex-prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. “Antídio, precisamos em dois ou três dias, quando as coisas acalmarem, voltar a conversar”, disse Udo a Lunelli.

Após, se dirigiu com o seu fiel escudeiro e assessor de comunicação, Marco Aurélio Braga, o Marcão, para o Shopping Beira-Mar para almoçar, antes de se dirigir para a convenção do Republicanos, que indicará Moisés como o candidato do partido à busca da reeleição. Lá, encontrou o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, que o cumprimentou pela vitória na convenção e depois parou para conversar um pouco comigo ao telefone.

Döhler se disse surpreso com o tamanho da convenção, considerada a maior da história do partido, com a presença de 95% dos convencionais. Lembrou que na sua fala antes da contagem dos votos, disse que a amizade com Antídio Lunelli segue, apesar de terem estado em lados opostos na disputa.

Questionado sobre, quando decidiu ser o candidato na convenção, Udo Döhler respondeu que o momento foi o da negativa de Moisés ao nome de Antídio para vice, devido a algumas declarações do ex-prefeito de Jaraguá em relação ao governador. Lembrou que pediu para não ser indicado para evitar o mesmo problema enfrentado por Antídio e que, defendeu a construção de seu nome dando a oportunidade ao próprio Moisés para que definisse o vice de sua chapa.

Quanto ao seu papel na eleição, Döhler entende que será o de aproximar o setor produtivo de Moisés e ajudar na busca de mais investimento no estado. Afirma que não tem qualquer pretensão política, além desta eleição e que, pretende ajudar o governador que passou por vários problemas, com os primeiros anos de governo os quais definiu como complicados, mas que, segundo Döhler, foram superados. “Foram os impeachments, os R$ 33 milhões, a vice-governadora, mas depois ele ajustou as finanças”, afirmou.

Sobre a tentativa de impugnação de sua inscrição à convenção, Dohler me disse que conversou com o presidente estadual do MDB, Edinho Bez, que não vê qualquer possibilidade de ter havido qualquer erro na inscrição.