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Para Maldaner se Dário sair, Antídio é o candidato do MDB. Paulinho Bornhausen se manifesta sobre carta da União Brasil; entre outros destaques

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Enquanto Dário espera, Maldaner já pensa em lançar Antídio

O senador Dário Berger (MDB) praticamente acertou a sua ida para o PSB, mesmo assim, ele segue esperando por um milagre, ou seja, que lideranças emedebistas o procurem para dar a candidatura ao Governo do Estado. Foi isso mesmo que ele me disse ontem, durante uma conversa que tivemos ao telefone. Dário aguarda que o procurem. “Se o MDB me der a vaga de candidato a governador, eu saio candidato a governador pelo MDB”, afirmou.

Se depender disso, o senador já pode assinar a ficha no PSB. Ainda ontem o presidente estadual do MDB, Celso Maldaner, me disse em rápida conversa que, se confirmada a saída de Berger, estarão canceladas as prévias e o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, passará a ser o nome dos emedebistas para a eleição estadual. É tudo o que o grupo pró-Antídio quer.

O fato é que Maldaner já deixou claro que não simpatiza com uma candidatura de Dário, tanto, que apoia Antídio e tenta construir nos roteiros que tem realizado pelo estado, um apoio ao prefeito de Jaraguá do Sul, ou, à sua própria candidatura para ser o vice do governador Carlos Moisés da Silva (sem partido).

Para Dário, os movimentos contra a sua candidatura não partem das bases do MDB, seriam obra de algumas lideranças. “Eu e muita gente entende que eu sou o candidato natural do partido”, afirmou. Mesmo assim, um complemento da fala de Berger chamou a atenção. “Eu tenho um respeito pelo MDB, eu quero sair pela porta da frente”, disse Berger, que depois completou, destacando que o partido tem que ter candidato.

O senador também rechaça as pré-candidaturas de Antídio e Maldaner, afirmando que não decolaram e, critica quem defende que o partido seja vice do atual governador que tentará a reeleição. “Se o MDB preferir ser vice do Moisés, do que dar a vaga para mim ser o candidato a governador, eu faço questão de relatar, por favor, coloque entre aspas, que algumas pessoas, não é o MDB, alguns membros do MDB foram seduzidos pelo clientelismo, pelo toma lá dá cá, pela velha política. Não é o MDB, são alguns membros”, disse Berger.

Filiação ao PSB

Sobre a filiação ao PSB, o senador Dário Berger (MDB) me disse ontem que não assinou ficha em outro partido, ao contrário do que foi divulgado por um site. Sobre a data que divulguei ontem, 10 de fevereiro, Berger não confirmou, mas também não negou, mudou de assunto. Antes de conversar com o senador, troquei algumas mensagens com o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que respondeu: “Ele, senador, que deve confirmar, mas estamos em conversações”, escreveu Siqueira.

Sobre Antídio

Após o presidente estadual do MDB, Celso Maldaner, ter me dito que o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, será o nome do partido caso o senador, Dário Berger, se desfilie, conversei com algumas lideranças. Tem quem acredita que Lunelli pode figurar no cenário, tanto como candidato, ou vice numa aliança com o governador, Carlos Moisés da Silva (sem partido). Também tem quem rechace o nome. “O Antídio não se viabiliza”, afirmou uma das lideranças. Vale lembrar que Lunelli não é o preferido na Casa D’Agronômica.

Debate

Hoje tem debate no O Jogo do Poder. Maria Helena, Maga Stopassoli e eu, Marcelo Lula, debateremos as principais pautas da política estadual. O programa O Jogo do Poder nas rádios Jovem Pan News de Florianópolis 103,3 FM, e Jovem Pan News de Criciúma 101,5 FM, terá início às 16h. Nos ouça pelo rádio, ou assista na Panflix, ou através do perfil Jovem Pan Floripa no Youtube.

Paulinho responde

O ex-deputado federal, Paulinho Bornhausen, enviou nota em resposta ao que escrevi ontem, sobre articulações que estariam sendo feitas para que o Podemos anunciasse apoio ao prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, ao Governo do Estado. Segue:

“Caro Marcelo Lula, lendo sua coluna de hoje (ontem) e as notas referentes ao Podemos e a minha pessoa, gostaria de fazer algumas observações. Primeiro, é público e notório que nosso partido tem dois candidatos lançados ao governo e ao Senado. O Pref Fabricio Oliveira e eu. Ambos contam com o apoio das bases partidárias e seus dirigentes numa quase unanimidade.

Segundo, também é público que mantemos conversações adiantadas para futuros acordos eleitorais com partidos que pensam como a maioria da nossa executiva estadual, e, portanto, não estarão em 2022 ao lado do atual desgoverno estadual.

Quanto a carta recebida pelo Podemos via o seu Conselho Político na pessoa do seu Presidente Pref Mário Hildebrandt não existe surpresa. A Resolução Partidária 001/2021 aprovada por unanimidade em 11/10/2021 pela Comissão Executiva Estadual, no seu artigo 3 determinou o seguinte: “ A Executiva Estadual do Podemos decide designar ao Conselho Político a condução da eleição majoritária e coligações partidárias para as eleições de 2022”. 

E assim viemos procedendo com a ciência e conhecimento de todos da executiva.

Quanto a carta de intenções que recebemos do União Brasil e que foi levada a Executiva Estadual na última reunião, e que será deliberada inexoravelmente na próxima reunião que se realizará em Blumenau dia 24/1, nela, em momento algum existe a menção por seus subscritores de apoio prévio a qualquer candidato. O que consta do documento, é uma intenção firme de estarmos juntos em 2022 e que a escolha dos candidatos majoritários, no campo dos partidos que estarão juntos nessa caminhada, se dará por critérios consensuados pelas partes de comum acordo, sendo que as definições finais se darão em momento anterior a data das desencompatibilização dos atuais prefeitos.

Dito isso, solicito ao nobre jornalista que faça devida publicação para que a correção dos fatos seja reestabelecida. Abs” – Paulo Bornhausen

Sem conciliação

O senador Jorginho Mello terá um grande problema para resolver, quando encerrar a sua quarentena por causa do Coronavírus. Ontem conversando com uma fonte muito próxima a vice-governadora, Daniela Reinehr (PL), questionei se há espaço para uma reaproximação entre ela e a deputada federal, Caroline de Toni (PSL). Pelo que ouvi da fonte, será difícil para o PL ter Daniela e também Caroline, no mesmo partido e disputando ao mesmo cargo. “É bem difícil somar com ela (Caroline) ”, afirmou a fonte.

Dresch pré-candidato

O ex-prefeito de Treze Tílias, Mauro Dresch, é pré-candidato a deputado estadual. Empresário ligado a laticínios Tirol, Dresch defende que o Meio-Oeste tenha uma maior representatividade na Assembleia Legislativa. “Essa experiência prática na prefeitura de um município pequeno da nossa região me dá solides em entender as dificuldades, como resolver e quais caminhos devemos tomar para executar as demandas importantes que são fundamentais para o desenvolvimento da nossa região, que é altamente produtiva e está carente de atenção do Estado”, disse Dresch.

Roesler

Para quem não assistiu, vale à pena assistir a entrevista de ontem do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Roesler. Em final de mandato, Roesler fez uma avaliação do judiciário catarinense, falou sobre como foi conduzir os julgamentos do processo de impeachment contra o governador, Carlos Moisés da Silva (sem partido), além da tensão entre o Governo Federal e o Supremo Tribunal Federal.

União dos vereadores

Também foi interessante a entrevista com o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré (PSOL). Falamos sobre o trabalho de união dos vereadores de centro esquerda em Santa Catarina para a troca de experiência. Afrânio também falou sobre a sua ideia da “tarifa zero” no transporte público em Florianópolis.

Entrevistas de ontem

Assista as entrevistas de ontem. Entrevistei no programa O Jogo do Poder na Jovem Pan News de Florianópolis 103,3 FM, e de Criciúma 101,5 FM, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Roesler, e com o vereador de Florianópolis, Afrânio Boppré (PSOL).

Manifesto

Importantes entidades empresariais de Santa Catarina divulgaram ontem um contundente posicionamento – o Manifesto pelo Oeste – sobre o que consideram o abandono do grande Oeste catarinense e a falta de investimentos públicos, situação crônica que resultou em extremas deficiências de infraestrutura. Confira:

“A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), o Centro Empresarial (CEC), a FAESC e as vice-presidências regionais da FIESC, FACISC e FECOMÉRCIO reclamam de uma relação de extrema injustiça na qual os impostos arrecadados não retornam em obras e serviços. Apontam que as deficiências de infraestrutura anulam os ganhos de eficiência das empresas e ameaçam o futuro da região.

As entidades advertem que “a manutenção desse quadro de insuficiências decretará, em curto e médio prazo, a fuga de capitais, a evasão de empresas, a transferência das agroindústrias para o centro-oeste brasileiro, a destruição de empregos e o início de um perigoso movimento de entropia e desindustrialização”.

Desde o período de ocupação e colonização de Santa Catarina, o grande oeste tem sido uma região distante do centro do poder, ausente dos programas de investimentos dos Governos Federal e Estadual e com dificuldades para o encaminhamento e atendimento de suas mais legítimas reivindicações.

As dificuldades de relevo e de topografia, a distância dos centros de consumo, as deficiências infraestruturais – entre outras dificuldades –  foram vencidas pela  tenacidade e pela vocação ao trabalho das etnias que desbravaram essa região.  Em mais de um século de história, a região aprendeu a equacionar seus problemas sem a presença do Estado.

As atividades econômicas instaladas e as cadeias produtivas em operação nas áreas da agropecuária, da indústria, do comércio, dos serviços e, mais recentemente, das empresas de base tecnológica, representam uma extraordinária capacidade de produção, geração de empregos, renda e arrecadação tributária para os cofres do Estado e da União federal.

Observa-se, aqui, uma relação crônica e de extrema iniquidade. Os impostos arrecadados não retornam na mesma proporção em obras e serviços. Prova disso é que a região acumulou extremas deficiências e clama por investimentos urgentes em energia elétrica, abastecimento de água, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, comunicações, centros de pesquisas, hospitais, segurança pública (aumento do efetivo das Polícias Militar e Civil).

Essas deficiências de infraestrutura anulam os ganhos de eficiência e competitividade das empresas em geral e do agronegócio em particular, tornando mais oneroso produzir no oeste.

A soma desses fatores fortalece um sentimento atávico de abandono e desatenção que cala fundo na alma dos oestinos. Não é sem motivo que a região foi palco de movimento separatista, na década de 1980/1990, em prol da criação do Estado do Iguaçu.

Esse quadro reflete, em grande parte, uma falta de protagonismo dos representantes da região na Assembleia Legislativa, no Congresso Nacional e na Administração direta e indireta do Estado e da União federal.

Esse esquecimento e menoscabo é fruto, também, da inércia de sucessivos governantes, que não priorizaram as demandas dessa vasta e complexa região, nem compreenderam as dores dos oestinos – dedicando um tratamento desigual e perverso para as diferentes macrorregiões catarinenses.

De parte da representação parlamentar observa-se, frequentemente, posicionamentos (votação) sem sintonia com as necessidades e anseios do oeste catarinense e, ainda, a ausência de pautas reivindicatórias ou definição de pautas reivindicatórias sem consulta às comunidades regionais, entidades e lideranças. É o caso da recente derrubada do veto presidencial ao projeto de aumento do Fundo Eleitoral para 2022, decisão dos parlamentares que recebeu o repúdio de toda a sociedade civil

É comum, também, o império do individualismo e a falta de posicionamento coletivo das bancadas do Oeste em questões de alta relevância para Santa Catarina. É hora de reparar essa injustiça. É hora de superar o imobilismo. É hora do empresariado, trabalhadores, estudantes, lideranças do campo e da cidade se unirem em um bloco robusto e monolítico em favor das grandes causas do Oeste.

A manutenção desse quadro de insuficiências decretará, em curto e médio prazo, a fuga de capitais, a evasão de empresas, a transferência das agroindústrias para o centro-oeste brasileiro, a destruição de empregos e o início de um perigoso movimento de entropia e desindustrialização.

As entidades de representação empresarial que subscrevem esse MANIFESTO PELO OESTE apelam para que os cidadãos oestinos tenham atenção e critério na escolha de candidatos para o Governo do Estado, Assembleia Legislativa, Senado da República, Câmara dos Deputados e Presidência da República nas eleições deste ano.

O Grande Oeste não pode continuar ausente dos programas governamentais de investimentos. Basta olhar a contextura do Sul do País para constatar a preterição de Santa Catarina, no orçamento geral da União, em favor do Paraná e do Rio Grande do Sul.

O oeste precisa da duplicação da BR-282, da recuperação da BR-163 e de toda a malha rodoviária estadual (destaque para a crítica situação da SC-283), da construção de novos sistemas de suprimento de água, de novas subestações de energia elétrica e novas redes de distribuição, de gasoduto para gás de uso industrial, da qualificação dos aeroportos, do novo centro de pesquisa da Embrapa (para área de pastagens), de mais recursos para a saúde e das ferrovias Norte-Sul (Chapecó-Cascavel, braço da Ferroeste) e Leste-Oeste (São Miguel do Oeste-Itajaí).

O Oeste não aceita mais a condição de território de segunda categoria, abandonado e desvalorizado. É preciso catarinizar o Oeste, incorporando-o nas reais prioridades do Governo e da sociedade” – Entidades do Oeste

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