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Apresentado Plano de Vacinação contra Covid-19 para profissionais da Educação; Novo formato de apresentação de dados da pandemia gera críticas em Santa Catarina; Anvisa autoriza medicamentos emergências para casos moderados da doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autorizou, nesta terça-feira (20), o uso emergencial de dois medicamentos da farmacêutica Roche para tratamento da Covid-19.

Os medicamentos à base de anticorpos (asirivimabe e imdevimabe), administrados em conjunto, no tratamento da Covid-19, são indicados para quadros leves e moderados da doença, em adultos e pacientes pediátricos (12 anos ou mais) com infeção confirmada por laboratório, e que possuem alto risco de progredir para formas graves da doença. Isso inclui pacientes com 65 anos ou mais ou que têm certas condições médicas crônicas. É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença.

Os medicamentos não serão vendidos em farmácias e a administração dos mesmos só poderá ser feita em hospitais.  De acordo com dados do estudo clínico, os anticorpos não demonstraram benefício em pacientes internados, podendo até estar associados a desfechos clínicos piores quando usados.

Vacinação de profissionais da Educação tem plano mas não tem data

Como anunciamos aqui na coluna, a Secretaria de Estado da Educação, entidades de representação dos municípios e dos sindicatos da categoria, trabalham no Plano de Vacinação para Profissionais da Educação de Santa Catarina. Ainda não há confirmação de data para início da vacinação destes profissionais, até mesmo porque é preciso concluir a imunização dos grupos prioritários, em andamento.

A proposta foi apresentada nesta terça-feira (20), e leva em consideração critérios de prioridade dos profissionais com maior risco de contágio pelo coronavírus.

No 1º grupo deverão ser vacinados os profissionais que atuam no atendimento presencial: Educação Infantil (professores e auxiliares); Educação Especial; Equipe técnica, administrativa e pedagógica (gestão, limpeza, alimentação, orientadores de convivência); Ensino Fundamental (professor, segundo professor, auxiliares, intérpretes de Libras); Ensino Médio (professor, segundo professor, auxiliares, intérpretes de Libras); Ensino Superior

Já no 2º grupo ficam os profissionais que atuam em Atividade Remota: Grupo de Risco para a Covid; atividade remota, EAD ou similares.

Para organizar a vacinação, o comitê desenvolveu um formulário para a coleta dos dados dos profissionais que atuam nas instituições das diversas etapas de ensino. O arquivo será disponibilizado para o setor responsável em âmbito municipal e a estimativa é que o cadastramento comece a partir de 26 de abril.

Efeitos de transição

Mudanças de titulares sempre geram a necessidade de adaptações, alterações de processos e, no caso do serviço público, acabam retardando ou modificando a entrega do serviço à população. Em tempos de pandemia a entrega e transparência de dados é fundamental para nortear ações e para o entendimento e colaboração de todos.

O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, alterou a frequência e a forma de apresentação de dados da Covid-19 e muitos estão com dificuldades de entendimento. O assunto repercutiu na Assembleia Legislativa. O deputado Neodi Saretta (PT), presidente da Comissão de Saúde, solicitou à Secretaria de Estado da Saúde que seja retomada a publicação diária, de maneira detalhada, do Boletim Atualizado do Novo Coronavírus – Covid-19.

Segundo o parlamentar, e que de fato constatamos, o sistema atual não tem facilitado a busca por informação e reitera que os dois modelos podem permanecer, mas não pode ser deixado de levar em consideração que alguns sistemas de divulgação, sobretudo sobre essa temática, têm de ser de fácil acesso, principalmente quando diz respeito à evolução dos dados da pandemia