Carlos Aragão Carlos Moisés da Silva Eron Giordani Júlio Garcia Lucas Esmeraldino Udo Döhler

Pesselistas estão insatisfeitos com Moisés, Júlio Garcia recebe a visita do governador eleito, Udo quer Aragão na presidência da Câmara de Joinville entre outros destaques

Filiados e simpatizantes do PSL estão começando a perder a paciência, tanto com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, quanto com o governador eleito, Carlos Moisés da Silva. Em relação ao presidente, a questão envolve o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o qual está envolvido em uma denúncia de caixa 2. Além disso, as conversas com os chamados partidos tradicionais também tem sido motivo de briga, porém, é preciso entender que no sistema político em que vivemos, ou um presidente dialoga com as demais bancadas, ou corre um sério risco de não governar.

Aqui no Estado recebi alguns relatos de descontentamento em relação a Carlos Moisés da Silva. Relatos de pessoas que trabalharam na campanha do pesselista, mostram que a base está descontente com alguns acontecimentos, por exemplo, a equipe de transição. Tem quem se sente tirado de cena. “Em nenhum momento fomos ouvidos depois da vitória e, quando cobramos da executiva municipal, não temos nenhuma sinalização, nem positiva e nem negativa. Apenas que o governador eleito está trabalhando para fazer o melhor por Santa Catarina”, me relatou um filiado com forte atuação durante o período eleitoral.

Um outro pesselista destacou ainda, que as indicações de emedebistas a cargos de primeiro escalão também estão provocando um desgaste entre o eleitorado de Moisés, e o seu governo de transição. “Basta ver as indicações de segunda. Foram dois militares de confiança do Moisés, dois do MDB”, criticou, afirmando que estão sendo esperadas as novas indicações e, questiona se o governador se lembra que é filiado ao PSL.

Lideranças tem relatado que cobranças tem sido feitas à Executiva do partido, que simplesmente os ignora, ou é respondido com um pedido de paciência e silêncio e, que nada façam agora para não atrapalhar. Essa atitude faz com que uma linha do partido acredite que Moisés quer proteger o time, que não tem experiência e, que no máximo em 6 meses, os nomes serão trocados. Outra linha acredita que as indicações são técnicas mesmo, que elas devem ser acatadas e respeitadas, afinal, ele é o governador eleito.

Um outro relato que ouvi, é que a base não tem nenhuma ideia do que pode acontecer. Só um sentimento de revolta, porque as mudanças prometidas não estão acontecendo. “E vemos gente que fez campanha aberta e pública em seus perfis de redes sociais para o MDB, ter cada vez mais espaço, enquanto os pesselistas não tem mais nenhum acesso”, criticou, dizendo ainda que o descontentamento é entre vários da base de diversas localizações do estado.

Voltando à questão dos cargos, um pesselista afirmou que, ou, as mudanças serão feitas assim que iniciar o governo, ou, elas podem ser esquecidas. Além disso, destaca que o PSL pode encontrar em suas fileiras gente com o papel que o governo espera, que é só pesquisar. Em suma, a base está esperando novas notícias, uns esperançosos, outros desacreditados devido a postura de suas lideranças.

Esmeraldino

O dentista, empresário e ex-vereador de Tubarão, Lucas Esmeraldino, não ficaria de fora do governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), pois, partiu dele a escolha dos nomes de Moisés e de Daniela Reinehr (PSL), para compor a majoritária. Somente alguma oportunidade em Brasília o tiraria do governo de Moisés, onde ocupará o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, que hoje é comandado pelo xanxerense, Adenilso Biasus. Ao mesmo tempo que dá espaço para Esmeraldino, Moisés mostra habilidade para evitar um possível conflito entre o presidente estadual do partido, e o deputado eleito, coronel Onir Mocellin (PSL), que tem tomado a frente na articulação política.

Até quando?

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), segue agindo como se a imprensa não existisse. Ignora olimpicamente, achando que é possível se comunicar com a população apenas pelas redes sociais e assessoria de comunicação. Se continuar com essa postura, Moisés estará admitindo que não tem condição de conceder uma entrevista, pois, não há mais sentido esse distanciamento, a não ser algum temor de ser questionado.

Temor, impede convite

 Há um grande temor de pessoas ligadas ao governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), em relação a reação dos eleitores e da base do partido, caso mais um emedebista seja convidado a ocupar uma secretaria de Estado. Por isso, até o momento o deputado federal, Valdir Colatto (MDB), não recebeu um convite oficial para ser o secretário de Estado da Agricultura. Respeitado em grande parte do país pelo seu conhecimento no setor, Colatto é visto como um nome que daria um peso ao setor, sobretudo, pela possibilidade de ser um captador de recursos já que tem um bom trânsito em Brasília, incluindo com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Agora, se Colatto não for chamado, a segunda opção é um outro emedebista, que é o atual secretário, Airton Spies. Conforme eu já divulguei, Moisés teria se impressionado com o currículo de Spies, que é natural de Itapiranga no Extremo-Oeste.

 Insatisfação

Empresários do Oeste estão insatisfeitos com a falta de nomes da região no futuro governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), que tem como vice, Daniela Reinehr (PSL), que é de Chapecó. Uma liderança chegou a dizer que está na hora de Daniela mostrar se terá força ou não, para definir alguns nomes que estarão no primeiro escalão.

Moisés e Garcia

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), e o deputado estadual eleito, Júlio Garcia (PSD), se reuniram na semana passada por longas cinco horas na chácara de Garcia na Grande Florianópolis. Essa ida de Moisés ao encontro do pessedista, poderá ter desdobramentos. Quem presenciou me disse que o papo foi cordial e ameno e, a única coisa que eu consegui apurar, é que ambos discutiram as ações para melhorar a situação de Santa Catarina.

Conversas e mistério

Eron Giordani (PSD) e Júlio Garcia (PSD) são tão amigos, que fontes afirmam categoricamente que o nome do primeiro filho de Eron, que é Júlio, é uma homenagem a relação de amizade entre ambos. Garcia relatou que ele, e Eron Giordani também precisam dar uma parada. Amigos de longa data, ambos tem conversado com frequência, tanto, que rendeu até um convite para Florianópolis. O interessado teria que estar em janeiro na capital do Estado.

Giordani

Entrei em contato com Eron Giordani, que não negou a conversa, porém, ressaltou que neste momento a sua maior preocupação é de cuidar da saúde de seu pai, o ex-prefeito de Faxinal dos Guedes, Edegar Giordani. Eron afirmou ainda, que não pensará em projetos pessoais, sem pensar primeiramente em quem o ajudou e apoiou Garcia na eleição.

Câmara de Joinville

O prefeito de Joinville, Udo Döhler (MDB), quer eleger o vereador, Cláudio Aragão (MDB), para a presidência da Câmara Municipal. Atual líder do governo, Aragão é o preferido de Udo para ocupar o lugar que está sendo deixado por Fernando Krelling (MDB), que se elegeu a deputado estadual.

Prédio do MP

O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), prestigiou a inauguração da nova sede do Ministério Público de Santa Catarina, na tarde de ontem, em Florianópolis. Na solenidade, Moreira destacou que o prédio localizado na Rua Bocaiúva, no Centro da Capital, representa uma conquista para a instituição, que poderá melhorar o trabalho de fiscalização e controle dos poderes e da sociedade.

Dresch denuncia

“A defesa da agricultura familiar fica só no discurso”, disparou o deputado estadual Dirceu Dresch (PT), na tribuna da Assembleia Legislativa, ao afirmar que o Governo do Estado não cumpriu a lei federal que obriga que no mínimo 30% dos alimentos servidos na escolas, sejam comprados diretamente da agricultura familiar.  Dresch também apresentou dados que revelam que o Governo Federal cortou cerca de 99% dos recursos de outro programa de compra de direta dos agricultores: o orçamento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para Santa Catarina caiu de R$ 52 milhões para R$ 698 mil.

Exportações de carnes

Santa Catarina encerrou o mês de novembro com alta nas exportações de carne suína e de frango. No último mês, foram 124,7 mil toneladas exportadas pelo Estado, 36,9% a mais que no mesmo período do ano passado, gerando um faturamento que passa dos US$ 220 milhões. Os principais mercados para carne suína catarinense foram a China, o Chile e Hong Kong. Já os principais mercados para carne de frango catarinense foram o Japão, Arábia Saudita e China. Único Estado livre de febre aftosa sem vacinação, Santa Catarina tem acesso aos mercados mais competitivos do mundo. Para o secretário Airton Spies, além da sanidade animal, a estrutura portuária e logística são os diferenciais da cadeia produtiva catarinense.

Em 11 meses

De janeiro a novembro, já foram embarcadas quase 1 milhão de toneladas de carne de frango, um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2017. Já a carne suína cresceu 17,1%, com 297 mil toneladas exportadas.

Incêndios

Estudar o comportamento do fogo em meio a um incêndio florestal é a proposta inovadora que o Corpo de Bombeiros trouxe para a Santa Catarina. Ontem a cidade de Xanxerê recebeu o primeiro Laboratório de Estudos de Incêndios Florestais (LEIF). A iniciativa, pioneira na América Latina, vai permitir salvar vidas, capacitar profissionais e evitar prejuízos. O projeto apresentado pelo Corpo de Bombeiros, é inspirado no laboratório referência na Europa, na cidade de Coimbra em Portugal e, integra estudos e equipamentos que simulam a velocidade e expansão do incêndio conforme as condições do vento, clima e relevo. Um projeto inovador que conta com a parceria da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável e Governo de Santa Catarina.

 

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