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Carlos Moisés da Silva Felipe Estevão Gean Loureiro Gelson Merisio João Rodrigues Jorge Bornhausen Luciano Buligon Marcelo Rebelo de Souza Roberto Katumi Oda Tiago Silva Valdir Cobalchini

Deputado eleito quer reduzir o recesso da Alesc, Merisio se manifesta, Jorge Bornhausen torce pelo governo de Moisés entre outros destaques

Última aparição pública de Merisio após a eleição.

Desde que perdeu a eleição ao Governo do Estado em 28 de outubro passado, o deputado estadual, Gelson Merisio (PSD), fez apenas uma declaração à imprensa logo após o resultado, para depois se recolher. Segundo pessoas ligadas a ele, este é um momento de reflexão e de sair de cena.

A fala é corroborada por Merisio, que retomou a vida parlamentar e começa a planejar a sua volta à iniciativa privada, mas, sem abandonar a política. De que forma essa presença no cenário se dará, isso ele não quis dizer. Entende que não é o momento de falar, até mesmo para não atrapalhar o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), que iniciará em janeiro. “A versão quem conta é quem ganha. Por hora, não tenho nada para falar”, me disse ontem em rápida conversa.

Mesmo sem querer falar publicamente, o pessedista avalia que saiu com uma boa imagem perante ao eleitorado, após a eleição e, que futuramente poderá voltar a falar e fazer as avaliações. Além disso, diz torcer para que Moisés faça um bom governo. “Eu sempre lembro do avião. Não escolhi o piloto, mas, a maioria escolheu e me cabe respeitar. Tenho que torcer para que dê tudo certo, não sou eu que vou torcer para o avião cair, afinal, todos nós estamos dentro”, afirmou.

Merisio não pretende ocupar espaço algum na política, mas, seguirá a frente do PSD estadual. Quanto a voltar a ser candidato, disse que não sabe, que é tudo muito novo e cedo para tomar qualquer decisão. Por hora, ele quer curtir a família e organizar a vida privada, já que o seu mandato encerra no final de janeiro.

Ao final da conversa, o questionei a respeito do mal-estar dentro do grupo que governa Chapecó, que é apoiado por ele. Primeiramente, respondeu que não tem confusão alguma, mas, não deixou de dar um recado. “Eu vou estar sempre junto com o Buligon. Quem estiver comigo, tem que estar junto com o Buligon, pois, quem não estiver com ele, não estará comigo. É simples assim”, disse o pragmático Merisio.

Buligon se tornou o maior parceiro político de Merisio.

Ainda antes de encerrar a conversa, emendei mais uma pergunta: E a Prefeitura de Chapecó, é uma possibilidade para o senhor disputar em 2020? A resposta é de que não passa pela sua cabeça, mas, que nada é impossível. “Tenho um bom patrimônio eleitoral”, encerrou. A questão é que o líder pessedista não pensa na eleição municipal. O olhar dele está mais adiante, mesmo que não confirme. Agora, quando Merisio voltará a falar, somente ele poderá dizer.

Rebateu

Rosa rebateu a informação.

O vereador de Chapecó, João Marques Rosa (PSB), rebateu a informação de uma fonte, que relatou a conversa entre o deputado federal, João Rodrigues (PSD), e o prefeito Luciano Buligon (sem partido). “Tua fonte é mentirosa ou de má fé”, esbravejou Rosa, que promoveu o encontro entre as duas lideranças.

Redução do recesso

Estevão quer a redução do recesso.

Assim que assumir o seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, o deputado estadual eleito, Felipe Estevão (PSL), vai apresentar uma PEC na primeira sessão ordinária, para mudar o Artigo 46 da Constituição Estadual e acabar com o recesso parlamentar no meio do ano. Estevão entende que os 50 dias que os parlamentares tem direito de recesso por ano, é demais. Atualmente, as sessões são marcadas entre 2 de fevereiro e 17 de julho e, de 1º de agosto a 22 de dezembro. “Creio que os colegas deputados vão estar sensíveis a esta oportunidade. Será um projeto que beneficiará a Casa, a todos os parlamentares indistintamente, pois, vem ao encontro do anseio do eleitorado. Privilégios como este não pertencem mais ao futuro da política catarinense e brasileira,” assinala Estevão, salientando que, como futuro líder da bancada do PSL na Alesc, já está articulando para obter o apoio dos demais deputados a esta proposta.

Bornhausen

Ex-governador ao lado do presidente português e de sua filha Fernanda.

Ontem conversei com o ex-governador e senador, Jorge Bornhausen. Na Europa desde o dia 30 de outubro acompanhado da filha, Fernanda, ele passou alguns dias em Madrid na Espanha e, depois se dirigiu a Lisboa, onde ficará até depois de amanhã quando retornará ao Brasil. Ontem, ele almoçou com o presidente português, Marcelo Rebelo de Souza, seu amigo de longa data. “Aqui está muito bom, difícil será no Brasil”, disse Bornhausen a Souza. Questionei se falaram sobre o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), porém, o ex-governador se negou a dizer o teor da conversa. “Não posso dizer. Não sou o porta-voz do presidente Marcelo”, disse rindo.

Sobre Moisés

Quanto ao governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), que iniciará em janeiro do próximo ano, Jorge Bornhausen disse que torce para que dê certo. Perguntei quais dicas ele poderia dar a Moisés e, a resposta foi de que o novo governador se cerque de pessoas preparadas e que conheçam Santa Catarina. “Espero que ele encontre uma equipe neste sentido, estou torcendo para que dê certo”, afirmou Bornhausen.

Encontro com o TCE

Os principais poderes do Estado tem se reunido com o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL). Ontem, acompanhado de sua vice, Daniela Reinehr (PSL), ele se reuniu com representantes do Tribunal de Contas do Estado. Recebidos pelo presidente do TCE, Luiz Eduardo Cherem e demais conselheiros, Moisés e Daniela conversaram por um bom tempo a respeito dos próximos desafios, além de afirmar que o tribunal será um parceiro de sua gestão. “O Tribunal é parceiro e possui um corpo técnico que poderá nos auxiliar, principalmente atuando na área preventiva, fazendo a lição de casa, que é enxugar a máquina, gastar menos e aplicar melhor os recursos públicos. Vamos encontrar soluções junto ao TCE, que já tem estudos e levantamentos para otimizar os gastos”, comentou o governador eleito.

Pauta da Alesc

Cobalchini é o líder do governo.

Hoje as lideranças das bancadas na Assembleia Legislativa, se reúnem para discutir uma data para a definição da pauta do parlamento neste final de ano. Amanhã o líder do governo, Valdir Cobalchini (MDB), se reunirá com os secretários da Casa Civil, Fazenda, Administração e também com a Procuradoria, para saber quais são as pautas prioritárias do governo.

Transição

Késia e Nicole conversaram ontem na Agronômica.

A futura primeira-dama do Estado, Késia Martins da Silva, conheceu ontem a Casa da Agronômica, residência oficial dos governadores. Ela foi recepcionada pela atual primeira-dama, Nicole Torret Moreira, que mora no local desde fevereiro, quando Eduardo Pinho Moreira (MDB) assumiu o Governo do Estado. Nicole apresentou toda estrutura da residência, bem como o seu funcionamento. Com diversas obras de artistas que contribuíram para a construção do patrimônio cultural e histórico de Santa Catarina, a residência oficial foi construída pelo Departamento de Obras do Estado, sendo inaugurada no início de 1955 pelo então governador Irineu Bornhausen. No Palácio da Agronômica já residiram as famílias de 19 governadores. Atualmente, a residência é aberta para visitação nas quartas-feiras, para grupos escolares pré-agendados.

Relações exteriores

Governador eleito recebeu o diplomata.

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), acompanhado do presidente estadual de seu partido, Lucas Esmeraldino, se reuniu com o diplomata do Ministério das Relações Exteriores, Rubem Amaral. Moisés aproveitará a viagem a Brasília na próxima semana, para um encontro entre o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) e os governadores eleitos, para visitar as embaixadas dos Estados Unidos, Espanha e Angola. Em pauta, ações de cooperação entre os países, além de tentar buscar investidores para o Estado. Chamou a atenção que num primeiro momento, foi divulgado que eles teriam se reunido com o ministro, porém, a conversa não foi com Aloysio Nunes, foi com um diplomata.

Leite

Santa Catarina está à frente da Aliança Láctea Sul Brasileira. O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, assumiu ontem a coordenação da entidade criada para fortalecer a cadeia produtiva do leite na região Sul. Paraná e Rio Grande do Sul também fazem parte, no projeto que pretende desenvolver a cadeia produtiva e ampliar os mercados para o leite produzido na região. “Até 2020, metade do leite brasileiro será produzido no Sul. O leite da região precisa se tornar um produto industrial”, ressalta Spies, destacando que os três estados devem se inspirar em grandes exportadores como a Nova Zelândia, Argentina e Uruguai, que já abastecem o mercado internacional

Pão a Bolsonaro

A onda criada em torno do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), já chegou a gastronomia. Acontece que durante a campanha ele foi flagrado tomando café preto e, comendo pão com leite condensado, inclusive, dizem que é um vício do presidente de manhã. A ideia fez tanto sucesso, que as padarias criaram o “Pão a Bolsonaro”. Algumas com leite condensado, o preferido do presidente, mas, tem até mesmo outras que já começaram a elaborar algumas receitas inspiradas na ideia. Aqui em Santa Catarina o colega Carlos Mello, assessor na Assembleia Legislativa, matou a saudade da infância e adotou o cardápio presidencial.

Direito dos animais

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), prometeu criar uma secretaria de proteção aos direitos dos animais, mas, apenas para os animais domésticos. Ele dez o anúncio em entrevista a uma rádio da Paraíba. “Em falar em animais de estimação, vocês podem ter a certeza que em nosso governo teremos uma secretaria específica para tratar dos direitos dos animais. Os animais merecem respeito”, disse Bolsonaro. O exemplo bem que poderia ser copiado aqui no estado.

Presidente investigado

Katumi foi eleito na sessão de ontem.

Ontem o vereador Roberto Katumi Oda (PSD), foi eleito para presidir a Câmara de Vereadores de Florianópolis. Ele venceu a disputa com Tiago Silva (MDB) por 15 votos a 7, além de uma abstenção do vereador, Rafael Daux (MDB). Acontece que, apoiado pelo prefeito Gean Loureiro (MDB), Katumi é um dos investigados pela operação “Ave de Rapina”, que apura uma suposta venda de apoio para aprovação de um projeto. Constantemente o pessedista reclama que a investigação é lembrada e se diz inocente. Katumi dividirá o mandato na presidência que seria de dois anos, com o seu vice, Fábio Braga (PTB) que assumirá no próximo ano. O que chama a atenção, é que Silva, que é do mesmo partido de Loureiro, colocou a sua candidatura momentos antes da eleição para contrapor ao candidato apoiado pelo prefeito.

Desafetos

O fato é que o vereador Tiago Silva (MDB), se tornou um desafeto do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (MDB), seu colega de partido, após pedir a exoneração do cargo de secretário municipal de Defesa do Consumidor e Segurança, após 27 dias a frente do cargo. Ele não gostou do veto de Loureiro a dois projetos de sua autoria na Câmara, que garantia uma punição financeira e administrativa para quem cometesse crimes de homofobia e, um segundo que dava aos travesti e transexuais o direito a usar o nome social. Silva afirma que havia um parecer da subprocuradoria recomendando a aprovação. Desde então, a relação entre eles não foi a mesma. Para Loureiro, um dos projetos poderia ser considerados inconstitucional, enquanto que o do nome, precisaria de uma adequação.

Votação

 

Roberto Katumi (PSD)                            Thiago Silva (MDB)

 

Fábio Braga (PTB)                                   Afrânio Boppré (PSOL)

 

Bruno Souza (PSB)                                  Maikon Costa (PSDB)

 

Claudinei marques (PRB)                          Marquito (PSOL)

 

Dalmo Meneses (PSD)                              Pedrão (Progressistas)

 

Dinho (MDB)                                             Lino Peres (PT)

 

Erádio Gonçalves (PSD)                            Vanderlei Farias (PDT)

 

Gabriel Meurer (PSB)

 

Jefferson Backer (PSDB)

 

João Luis da Bega (PSC)

 

Marcelinho da Intendência (Progressistas)

 

Maria da Graça Dutra (MDB)

 

Miltinho Barcelos (DEM)

 

Renato da Farmácia (PSD)

 

Maycon Oliveira (PR)

OAB

A chapa Advocacia Unida, que tem o advogado Rafael Horn como candidato a presidente da OAB/SC, divulgou uma carta à advocacia catarinense renovando o seu compromisso com o debate de ideias e apresentação de propostas para a classe, já firmado no lançamento da candidatura, e conclamando para uma campanha eleitoral propositiva. As lideranças que apoiam a chapa também estão realizando um movimento, divulgado pelas redes sociais, denominado “Eu faço eleições limpas”. O pleito será no próximo dia 28, com votação das 9h às 17h. Na carta, a Chapa 81 refuta “vícios da velha política partidária”, como “o debate eleitoral pautado por ofensas pessoais, pela desconstrução do adversário a partir de inverdades e distorções de fatos, pela disseminação de fake news – usando-se para tanto os famigerados “dark posts”, o compartilhamento anônimo de conteúdos falsos em aplicativos de conversa instantânea”.

CRO

Passado o processo eleitoral com a escolha dos novos governantes, Santa Catarina começa agora a escolher quem irá comandar importantes entidades de classe, como a OAB e o Conselho Regional de Odontologia. Na disputa pelo CRO, a Chapa 2, que faz oposição a atual diretoria, trabalha apoiada em bandeiras como inovação, abrindo o conselho para as novas tendências do mercado, gestão transparente, bem como diálogo com a classe. São membros efetivos Alceu Martins Júnior, de Lages; Cesar Augusto Pereira Oliveira, de Florianópolis; Fabrízio Lorenzoni de Laguna; Flávia Cristina Mayer, de Chapecó e Ricardo Ferreira de Balneário Camboriú. A eleição da nova diretoria do Conselho Regional de Odontologia ocorre dia 23 de novembro e envolve quase 15 mil cirurgiões-dentistas.

 

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