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O recado de João Rodrigues a Buligon, PSL se reúne, Moisés precisa se comunicar com a imprensa entre outros destaques

A onda criada pelo republicano, Donald Trump, nos Estados Unidos, de enfrentamento a imprensa tem sido imitada aqui no Brasil, porém, sem os mesmos resultados. O egocêntrico americano não sabe lidar com as críticas, ofende os profissionais que o contestam e tenta deslegitimar as informações que não lhe interessam que sejam divulgadas, as chamando de “Fake News”.

Após a eleição, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) até continuou com as suas “lives”, porém, já abriu um espaço para conversas com a imprensa tradicional. Ele sabe que é fundamental a divulgação através dos veículos oficiais para atingir a maior parte da população.

Agora, aqui em Santa Catarina, há uma dificuldade muito grande de acesso ao governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL). Pessoas que o conhecem há muito tempo, destacam a sua integridade, seriedade e boas intenções. Porém, isso é uma obrigação e, o que chama a atenção, é que até o momento Moisés não fez uma declaração clara, a respeito dos principais enfrentamentos de Santa Catarina.

Evitar o contato com a imprensa, é fugir dos questionamentos e gera insegurança na população. Pensar que uma live com a câmera tremida e com duas falhas antes de conseguir transmitir o seu pronunciamento, num amadorismo absurdo, atinge a grande camada da população é um grande erro. Para ter uma ideia, até ontem a noite, a live que segue na página de Moisés no Facebook, atingiu apenas 43 mil visualizações, num universo de 6,727 milhões de pessoas. Muito aquém para um governador, que dessa forma, nega a democratização da informação.

Agora, falando de um modo mais geral. Quando Moisés afirma em seu pronunciamento na internet, que as suas lives serão o único canal de informação de seu governo e, que as pessoas não acreditem nas “Fake News” que são divulgadas, como se a imprensa ficasse produzindo notícias falsas, ele pode estar querendo deslegitimar o trabalho jornalístico.

Por isso, fica um alerta, para que a população entenda a importância da mídia tradicional. Se não fossem os veículos de comunicação, operações a exemplo da Lava Jato, já teriam morrido na casca. E o que falar das prisões de políticos e empresários noticiadas exaustivamente?

Portanto, a população precisa entender, que todos os políticos tem a obrigação de atender a imprensa, pois, é dessa forma que se constrói e sustenta uma democracia. Falar apenas para uma claque, é querer não enfrentar alguns questionamentos que podem não ser muito confortáveis.

Comunicou

Rosa, Buligon e Rodrigues após o encontro.

No sábado (10) o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), atendendo a um pedido do vereador, João Marques Rosa (PSB), recebeu em seu gabinete o deputado federal João Rodrigues (PSD). A ideia era de apaziguar e reaproximar o prefeito do deputado, porém, segundo uma fonte, a conversa não foi como era esperada. No início, Marques Rosa explicou que estava preocupado com a informação que leu nesta coluna, quando escrevi que Rodrigues disse que Buligon não estava atendendo os seus telefonemas. A fonte também relatou que o vereador apontou o articulador político e ex-secretário municipal de Chapecó e Florianópolis, Eron Giordani, como o responsável pela divisão no PSD. Em resposta, Rodrigues disse que não aceitava falar sem a presença de Giordani. “Se quiserem, eu ligo para o Eron e você fala tudo o que você quiser na frente dele”, afirmou João Rodrigues.

Avisou

Uma liderança me contou que João Rodrigues (PSD) aceitou ir ao encontro, para deixar claro de que não há inimizade com o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), porém, o seu recado foi direto. Rodrigues disse que ele e Eron Giordani tem um time de sobra para a decisão tomada de apoiar a Júlio Garcia (PSD) durante a eleição e, para as divisões criadas dentro do PSD. “Esse ponto eu quero deixar bem claro, João (Rosa), você não é do PSD e o Buligon não é do PSD. Esse é um problema nosso”, afirmou. Durante a reunião de uma hora e meia, João Rodrigues comunicou que do ponto de vista administrativo, segue parceiro de Buligon, que o apoiará e ajudará com emendas, porém, do ponto de vista político, que tocará o projeto a parte, sem a participação do prefeito.

Isolamento

João Rodrigues (PSD) e Eron Giordani seguirão com as reuniões com vereadores do PSD e lideranças. O grupo tem o interesse na presidência da Câmara de Vereadores de Chapecó para os próximos dois anos e, na eleição municipal. “Serão procurados pelo João e o Eron, empresários, profissionais liberais, ou seja, pessoas de fora do partido”, relatou a fonte, antecedendo a semana onde novos desdobramentos deverão ser notados. Agora, fica claro que se depender de Rodrigues e Eron, Buligon será isolado pelos pessedistas, devendo causar um grande prejuízo político para ele. Neste caso, caberá ao prefeito tentar reconstruir uma relação que é fundamental para o seu projeto estadual, já que está de olho em 2022, sem falar em 2020, quando Buligon deseja eleger o seu sucessor.

Continuidade

Romanna tem o seu nome defendido por lideranças

Em reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) em Blumenau, que reúne os secretários municipais da assistência social de todo o estado ocorreu um fato interessante: Vários deles se mobilizaram e manifestaram que na próxima semana, deverão enviar ofício ao governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), pedindo a permanência da secretária Romanna Remor na pasta. Segundo eles, em pouco tempo no cargo, Romanna mudou a dinâmica da assistência dando andamento a problemas que vinham se arrastando há anos.

Encontro do PSL

Mais de 200 pessoas, entre representantes das executivas municipais do Partido Social Liberal (PSL), deputados eleitos e suplentes, estiveram reunidos na sexta-feira (09), em Águas Mornas, para tratarem sobre o fortalecimento da sigla a partir de 2019. Na oportunidade, o secretário Geral do partido, Diego Goulart, agradeceu a presença de todos e apresentou em vídeo, uma breve história da sigla, mostrando que através de um trabalho em conjunto o partido, de nanico, chegou aos resultados de hoje se tornando um dos maiores de Santa Catarina em número de eleitos. O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), em seu discurso destacou que a vitória na eleição foi da responsabilidade e comprometimento. “Todo nosso discurso de campanha, de enxugar a máquina pública e de total transparência nas ações do Estado, serão mantidos. Estamos aqui para honrar os votos do povo catarinense e fazer um governo melhor para todos”, destaca. Uma das principais lideranças pesselistas, Lucas Esmeraldino, de volta de Brasília também participou do evento.

Defensoria Pública

Mais de 65% dos atendimentos jurídicos realizados pela Defensoria Pública de Santa Catarina em todo o Estado, referem-se a causas cível, de família e da infância e juventude. Merece destaque a atuação na defesa do hipossuficiente na área do direito bancário e tributário. No Núcleo Regional de Joinville, é a defensora pública Gabriela Souza Cotrim que atua nas varas de direito bancário e na área tributária. Ela destaca que as causas mais comuns são na defesa em cobrança de financiamentos de veículos populares, pedidos de limitação de juros em percentual do salário mínimo, para garantir a subsistência do assistido e ações para impedir a penhora de salário e da residência sendo único imóvel do assistido.

OAB

A foto é um registro do encontro do candidato a presidente da OAB de Santa Catarina, Hélio Brasil, pela Chapa 82 – A Ordem Agora é Mudar -, com os candidatos da Chapa 102 – Somos Todos a Ordem – de Chapecó, liderados por Rafaela Machado. O evento foi realizado na sexta-feira à noite.

Politização da OAB?

Um dos principais temas em debate na reta final de campanha à presidência da OAB/SC, é a polêmica em torno da “politização” da entidade. Para muitos advogados, ligações político-partidárias de candidatos a conselheiros, por exemplo, tendem a atrapalhar a instituição, que tem como uma das bandeiras justamente o apartidarismo. Dois ex-postulantes a prefeito são agora candidatos a conselheiros federais. No caso, Gabriel Kazapi, que foi vice da Ângela Albino em Florianópolis na eleição de 2016, e João Paulo Tavares Bastos,  que concorreu pelo Progressistas em Itajaí.

 

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