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Moisés vai a Brasília, Bolsonaro dirá que não tem dinheiro para os estados, o julgamento de João Rodrigues, Progressistas convidam Buligon entre outros destaques

Moisés tentará se encontrar com Bolsonaro.

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), embarca hoje logo cedo para Brasília, onde participará de uma reunião entre os governadores eleitos e os futuros ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O encontro foi articulado pelo governador eleito de São Paulo, João Dória (PSDB), tanto, que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) foi pego de surpresa, mas, disse que irá participar para não fazer uma desfeita aos governadores.

Bolsonaro que costuma ser muito direto, deixou claro que já sabe que ouvirá pedidos de recursos para os estados, mas, que não terá dinheiro para liberar. “Eles querem dinheiro para os seus estados, mas, isso eu também quero para o governo, nós vamos precisar”, disse a assessores.

Outro ponto que é importante observar, é que a escolha de Joaquim Levy para a presidência do BNDES, dificultará a liberação de financiamento para os estados neste primeiro momento. Levy que é liberal, tendo estudado na Universidade de Chicago a exemplo de Paulo Guedes, adotará uma gestão mais ortodoxa e, terá como principal objetivo ampliar o valor das parcelas que estão sendo pagas pelo banco ao Tesouro Nacional, para reduzir a dívida bruta com o governo. Há uma estimativa que passe dos R$ 30 bilhões a devolução. Para isso, Levy terá que buscar recursos junto ao Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Por outro lado, Guedes já pediu a Levy que a liberação de financiamentos seja apenas para a estruturação das privatizações que o governo fará, além da liberação de recursos para a infraestrutura e inovação. A questão, é que devido a necessidade de reposição do dinheiro do tesouro, não é possível saber a partir de quando os empréstimos poderão ser liberados, situação que inclusive, poderá colocar em risco a liberação dos R$ 723 milhões já autorizados para Santa Catarina, mas, que somente não foi liberado devido ao grande gasto com a folha de pagamento.

Portanto, Moisés vai esperançoso para Brasília, de que poderá apresentar algumas ideias e solicitar o apoio de Bolsonaro para demandas do Estado, porém, deverá voltar sabendo da realidade do país que não permitirá ao presidente eleito, ajudar num primeiro momento, nem mesmo, os governadores de seu partido.

Pedido

Se conseguir uma audiência com o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), ouvirá um pedido direto, para que reduza ao máximo a estrutura do estado. Essa é a maior preocupação da equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), o alto custo com o pagamento de salários dos servidores. Números apresentados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional, colocam Santa Catarina na 13ª posição entre os estados que superaram o limite máximo estabelecido pela lei da Responsabilidade Fiscal.

Ministro reclama

O atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse ontem que o pagamento de juros da dívida dos estados com a União, ficou em torno de R$ 20 bilhões no ano passado. Já as despesas dos estados com o salário dos servidores superou os R$ 400 bilhões, gasto maior do que em 2016, que foi de R$ 377,5 bilhões. Guardia defende que refinanciar as dívidas não resolve, a questão é reduzir o custo com os ativos e inativos. Pelo visto o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), voltará de Brasília com dever de casa para fazer.

Faltou economista

Polli criticou a falta de um economista.

O economista Paulo Roberto Polli Lobo, ex-presidente do Corecon-SC e atual conselheiro estadual da entidade e nacional do Conselho Federal de Economia (Cofecon), estranhou a ausência de um economista no grupo de transição do governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), diferente da transição nacional, onde a equipe começou a ser formada a partir de um economista que é Paulo Guedes. “Causa-me surpresa essa desvalorização dos profissionais economistas em um estado como Santa Catarina, de economia tão forte, reconhecida e diversificada, ao se começar a formar e a planejar um novo governo estadual”, comentou.

João Rodrigues

O Supremo Tribunal Federal não pautou o julgamento da revisão criminal impetrada pelos advogados do deputado federal, João Rodrigues (PSD), no caso da retroescavadeira de Pinhalzinho. Mesmo assim, há uma possibilidade do relator, Gilmar Mendes, pautar em mesa hoje no início da sessão, ou até mesmo de decidir monocraticamente. Porém, essa última possibilidade é mais difícil de acontecer, devendo o julgamento ser pautado para a próxima semana, após, dois cancelamentos. A defesa de Rodrigues pede que o STF julgue com pressa, pois, o parlamentar terá a sua eleição julgada pelo TSE, que decidirá se reconhece os votos recebidos por Rodrigues, ou se anulará a votação. Na segunda-feira também entrou no Superior Tribunal de Justiça, a revisão criminal do mérito da ação, em recurso após o TRF4 ter negado um pedido de habeas corpus liminar. A ação está nas mãos do ministro, Rogerio Schietti Cruz.

Julgamento de Jorginho

O Tribunal Superior Eleitoral, retirou de pauta o julgamento da ação do Ministério Público, que contesta a situação de Beto Martins (PSDB), segundo suplente na chapa do senador eleito, Jorginho Mello (PR). O processo se deve a uma contestação se Martins teria o tempo mínimo de filiação. No TRE a decisão foi de 7 a 0 a favor de Mello, porém, caso haja uma punição a defesa do republicano acredita que será a retirada do tucano da chapa, ficando apenas com uma suplente, que é Ivete Appel da Silveira (MDB), viúva do falecido ex-governador, Luiz Henrique da Silveira.

Jantar emedebista

Sem as presenças dos deputados, Mauro De Nadal e Romildo Titon, a bancada do MDB na Assembleia Legislativa, incluindo os três deputados eleitos e mais Carlos Chiodini que se elegeu à Câmara Federal jantou ontem à noite em Florianópolis. O governador Eduardo Pinho Moreira também esteve presente, quando relatou o que está acontecendo no processo de transição. Durante o encontro, o senador Dário Berger enviou uma mensagem a Pinho Moreira pedindo que o encontro se repita, mas, com a sua presença. É dito nos bastidores, que além do atual governador, que Berger também deseja presidir os emedebistas em Santa Catarina.

Desembargador?

Informações de bastidores, dão conta de que o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), teria um acordo na eleição com o deputado estadual, Gelson Merisio (PSD), para uma futura indicação para o Tribunal de Justiça. Questionei o prefeito a respeito da informação e a resposta é de que não houve acordo algum, pois, segundo Buligon, a sua vida é na política, não em outro cargo. “Eu gosto de trabalhar com o povo, na política. Se fosse para seguir uma carreira no judiciário, eu teria dedicado a minha vida aos concursos públicos”, afirmou Buligon, que é advogado.

Convite

Mais uma vez o Progressistas deseja ter o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), em seus quadros. Apoiados pelo senador eleito, Esperidião Amin, Altair Silva e a executiva local voltou a convidar Buligon. Antes de assinar ficha no PSB de onde foi expulso após ter anunciado apoio a Jair Bolsonaro (PSL) na eleição. Buligon foi convidado, inclusive, lideranças do partido estiveram em Tenente Portela no Rio Grande do Sul, para conversar com o seu hoje falecido pai, “Sr.Cipó”, que era presidente de honra da sigla naquele município. É o caminho mais provável para Buligon que, inclusive, deverá presidir o partido em Chapecó.

Novos cortes

Na sexta-feira (16) o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (sem partido), se reunirá com a sua equipe técnica. Ele terá acesso aos números da arrecadação para saber o valor do corte que terá que ser feito para fechar as contas sem déficit. Portanto, novas exonerações serão anunciadas nos próximos dias.

Acerto de contas

A eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Florianópolis ainda rende. Nos bastidores se questiona as inúmeras nomeações feitas por indicação do vereador Maikon Costa (PSDB), na sexta-feira que antecedeu a votação realizada na última segunda-feira (12). Ele acabou compondo a chapa de oposição como vice-presidente, tendo como candidato o vereador Tiago Silva (MDB). Nos corredores da Câmara também se questiona a permanência do Superintendente do Igeof, Guilherme Pontes, indicação de Costa. Para muitos da base aliada, ganhará passagem só de ida na reforma do colegiado a ser executada pelo prefeito Gean Loureiro (MDB) na virada do ano.

Questionado

O vereador de Florianópolis, Pedrão, ainda no Progressistas, mas de saída para ter espaço para uma candidatura a prefeito em 2020, fez uma longa transmissão em sua página oficial no Facebook. Dentre os temas tratados por ele, um ficou sem resposta aos seus seguidores. Como alguém que condena o fisiologismo e a troca de cargos, escolheu como candidato a presidente e vice da mesa diretora, dois vereadores recheados de cargos no executivo da capital, como Tiago Silva (MDB) e Maikon Costa (PSDB). Aos poucos, seus eleitores vão conhecendo mais do que já foi apontado como promessa da política de Florianópolis.

Arma para advogados

Segundo o deputado federal, Daniel Vilela, que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, entrará na pauta no próximo dia 20 o projeto que permite aos advogados que tenha o porte de armas. O projeto que é de autoria do deputado Ronaldo Benedet (MDB), é constitucional, amparando-se tanto nos arts. 5º e 133 da Constituição Federal, como no art. 6º da Lei nº 8.906/1994. Portanto, o Congresso Nacional precisa ter sensibilidade, discutir a pauta com pragmatismo, entendendo que ser advogado é uma profissão de risco e, o Estado não pode negar a um cidadão a possibilidade de defesa. Que os deputados e senadores catarinenses entendam a importância da proposta, ajudando a convencer o parlamento a aprovar uma matéria tão importante. Para quem tem alguma dúvida, dá uma pesquisada na internet a respeito dos assassinatos de advogados por clientes insatisfeitos.

 

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