Dia Nacional da Adoção reforça debate sobre acolhimento e desafios da adoção tardia em Santa Catarina
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O Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, amplia a discussão sobre acolhimento familiar, adoção tardia e os desafios enfrentados por crianças e adolescentes que aguardam por uma família em Santa Catarina. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que o estado possui atualmente 2.027 crianças e adolescentes acolhidos em instituições. Desses, 328 estão aptos à adoção e 255 já se encontram em processo de adoção, enquanto 2.690 pretendentes ativos aguardam habilitação ou encaminhamento.
Segundo o juiz-corregedor do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), Raphael Mendes Barbosa, a adoção exige preparo emocional, responsabilidade e compreensão sobre a realidade das crianças acolhidas. “A adoção é uma decisão que precisa ser muito amadurecida. Estamos tratando de vidas, de pessoas, de crianças e adolescentes que muitas vezes já passaram por situações graves de vulnerabilidade”, afirmou. O magistrado destaca que o processo envolve habilitação judicial, análise documental, curso preparatório e estudo psicossocial antes da inclusão dos pretendentes no cadastro nacional.
Entre os principais desafios apontados pelo sistema está a adoção tardia, especialmente de crianças acima de 8 anos, adolescentes, grupos de irmãos e menores com problemas de saúde. Em Santa Catarina, iniciativas buscam ampliar a conscientização sobre o tema, como a Semana Estadual de Incentivo à Adoção Tardia, criada pela Lei Estadual nº 17.731/2019, além de programas como o Apadrinhamento Afetivo e o Entrega Legal, desenvolvido pelo TJSC para acolhimento assistido de gestantes que optam pela entrega legal de filhos à adoção.
As histórias de famílias formadas pela adoção também ajudam a evidenciar o impacto do processo na vida de pais e filhos. O empresário Francisco Koch, pai solo de cinco filhos adotados, afirma que encontrou na adoção a principal missão da vida. “Eles são a razão mais forte de eu existir”, resume. Já a servidora pública Rubia Decol, que enfrentou um tratamento contra o câncer antes de iniciar o processo de adoção, relata que o filho Miguel representou a realização do sonho da maternidade. “Foi amor à primeira vista”, contou sobre o primeiro encontro com a criança.
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