Caso Orelha: MP expõe possível erro histórico da Polícia Civil; Caiado em SC; Viva Rio é convocada em BC – E outros destaques
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Ainda no calor do caso do cão Orelha, uma colega me disse, durante uma conversa privada sobre a situação que estávamos cobrindo: “Eu acho que estamos diante de uma nova Escola Base”. Ela se referia ao trágico caso que aconteceu em São Paulo, em 1994, quando os proprietários da Escola Base, Icushiro Shimada e Maria Aparecida Shimada, além da então professora Paula Milhim e seu esposo, o motorista do transporte escolar Maurício Alvarenga, foram denunciados injustamente após terem sido acusados de abuso sexual de alunos que, na época, tinham cerca de quatro anos de idade.
Acontece que as investigações apontaram que tudo era mentira, pois os acusados não teriam participado de qualquer abuso contra as crianças. Mesmo assim, a situação ficou irremediável. Os donos tiveram que lidar com um verdadeiro linchamento público e, quando inocentados, tiveram que sair de São Paulo e fechar a escola.
Ontem, foi tornado público um parecer de três promotorias pedindo o arquivamento dos indiciamentos no caso Orelha. Se for conclusiva a decisão do Ministério Público, podemos estar diante de um dos maiores casos de precipitação policial com julgamento público antecipado em Santa Catarina.
Diante dessa possibilidade e, com base nas investigações, o MP pede o envio do processo para a Corregedoria da Polícia Civil para apuração de supostos erros e irregularidades na condução das investigações. Já investigado pelo Ministério Público por possível improbidade administrativa, com pedido de indenização por dano moral coletivo pela atuação no mesmo caso, o ex-delegado-geral Ulisses Gabriel segue na mira após as conclusões de três promotores de Justiça que, em 170 páginas, relatam o que apuraram e apontam as possíveis causas, além de afirmarem que não houve maus-tratos e que a causa da morte teria sido uma infecção conhecida como osteomielite. “As evidências técnicas e testemunhais indicam, ainda, que a morte do cão ‘Orelha’, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente”, afirma o MP.
Além disso, o Ministério Público informa que, ao analisar as câmeras de vigilância, confirmou o que havia sido constatado pela Polícia Científica: “houve descompasso temporal nas imagens, e os adolescentes investigados e o cão ‘Orelha’ não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”.
Uso político e indução

As conclusões do Ministério Público deixam o ex-delegado-geral Ulisses Gabriel numa situação delicada, tanto por uma possível improbidade quanto, politicamente, por ter supostamente induzido o governador Jorginho Mello (PL) ao erro. No calor da emoção, aproveitando a comoção gerada pelo caso, o governador fez uma postagem dizendo que as provas já estavam no processo e que lhe embrulharam o estômago. Acontece que as provas nunca apareceram, gerando um grande constrangimento no Centro Administrativo.
Segundo uma fonte ligada ao governo, nos bastidores, Jorginho não escondeu a irritação com Ulisses. Teria tido uma dura conversa, embora o governador também tenha que admitir que errou ao gravar um vídeo baseado em informações imprecisas sobre “provas” que nunca apareceram.
O fato é que, se o MP confirmar em seu relatório as informações divulgadas ontem, poderá ser a prova cabal de que Ulisses Gabriel pode ter feito uso do cargo de forma midiática para impulsionar uma já planejada candidatura a deputado estadual. Situação que não somente agora o coloca numa posição de fragilidade, como também gera um enorme constrangimento para a Polícia Civil como um todo.
Caiado em SC

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltará ao Estado na próxima semana. Na agenda, participará de um jantar em Chapecó com empresários e o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). Um encontro com lideranças do agro deverá ser agendado. Depois, Caiado vai à Festa do Pinhão, em Lages, onde se encontrará com o ex-governador e pré-candidato a deputado federal Raimundo Colombo (PSD).
Rendeu

Tanto o governador Jorginho Mello (PL) quanto os demais pré-candidatos do PL saíram satisfeitos com a agenda do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), em Florianópolis. É que saíram com material de sobra para a futura campanha.
Preocupação
Essa eu ouvi de um bolsonarista aqui no Estado: “Você já pensou se o Carlos (Bolsonaro) e o Flávio (Bolsonaro) não se elegerem, que teremos no Renan (Bolsonaro) um dos maiores representantes do bolsonarismo?”
Estratégia

Uma das apostas para o sucesso da campanha de Renan Bolsonaro (PL) a deputado federal é evitar discursos e não usar a foto dele nos materiais de campanha. A ideia é usar o nome Jair Bolsonaro e o número em um material verde e amarelo. Acontece que a lei eleitoral proíbe qualquer tentativa de confundir o eleitor. Mesmo tendo Jair em seu nome de registro, havendo o entendimento de que há uma tentativa de enganar o eleitor, principalmente se confirmar o não uso de foto, o filho 04 do ex-presidente poderá ter a candidatura ou uma eventual eleição contestada por abuso de poder político, abuso dos meios de comunicação e fraude eleitoral.
Militares

Chama atenção a adesão de militares ao projeto do pré-candidato ao Governo do Estado Marcelo Brigadeiro (Missão). Ex-integrantes da Polícia Militar poderão disputar vagas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal pelo Missão.
Convocação em BC

O vereador de Balneário Camboriú Marcelo Achutti (MDB) conseguiu aprovar um requerimento de convocação da Viva Rio, responsável pela gestão do Hospital Ruth Cardoso. Achutti decidiu convocar a Organização Social após não ter o pedido de informações respondido. A Viva Rio tem sido alvo de críticas devido a sérios problemas de atendimento à população. A OS já foi notificada sobre a convocação, mas ainda não se manifestou.
Júlia reage

A deputada federal Júlia Zanatta (PL), em resposta à coluna de ontem, disse que seguirá expondo lideranças do PL que já estiveram alinhadas com a esquerda, as quais ela definiu como “chupim”. “Eu farei isso em todos os eventos”, afirmou.
Tiskoski no governo

O ex-presidente do Progressistas Leodegar Tiskoski foi nomeado para o cargo de secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços. A ideia no governo é tentar fortalecer as lideranças do Progressistas que defendem que o partido esteja com o governador Jorginho Mello (PL). Edgar Usuy, que tem sido muito elogiado pelo governador e estava no comando da secretaria, ficou como adjunto. Mas, nos bastidores, é dito que ele é quem será o secretário de fato, não Tiskoski.
Compraseg

O advogado e colunista do SCemPauta, Noel Baratieri, está entre os palestrantes do COMPRASEG 2026 — Congresso Nacional de Compras da Segurança Pública, que está sendo realizado até amanhã, no Complexo Square SC, em Florianópolis. O evento reúne mais de 20 especialistas e autoridades ligadas à segurança pública, defesa, licitações e gestão pública de todo o país. Baratieri participa com a palestra “Exigência de marcas e proibição de marcas em licitações da Segurança Pública”, abordando aspectos jurídicos e técnicos relacionados às contratações públicas no setor. O COMPRASEG tem como foco o aperfeiçoamento dos processos de compras da segurança pública, reunindo profissionais responsáveis pelo planejamento, execução e fiscalização de contratos, além de especialistas em tecnologia, defesa e gestão pública.
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