Prefeito e ex-prefeito de Joaçaba negam criação de senhas usadas em desvios milionários
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O atual prefeito de Joaçaba, Vilson Sartori, e o ex-prefeito Dioclésio Ragnini afirmaram nesta segunda-feira (11) que nunca criaram nem receberam senhas bancárias utilizadas em transferências irregulares de recursos públicos da prefeitura para contas pessoais.
As declarações foram dadas durante depoimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada pela Câmara de Vereadores para investigar os desvios milionários registrados nas contas do município. A comissão é formada pelos vereadores Jean Calza, Diego Bairros e Ricardo Menezes.
Segundo os gestores, o então tesoureiro investigado teria obtido acesso para criar e gerenciar senhas em nome dos prefeitos junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. O mecanismo teria sido utilizado para realizar transferências de dinheiro público para contas particulares.
Durante o depoimento, Sartori afirmou que “um conjunto de práticas que não foram feitas possibilitaram os desvios de recursos, tanto no Executivo como nos bancos”. O prefeito também disse esperar que as investigações apontem o destino dos valores desviados para que o dinheiro possa retornar aos cofres públicos.
Já Ragnini declarou ter ficado surpreso com a dimensão da fraude após analisar documentos relacionados ao caso. Segundo ele, chamou atenção o fato de os desvios não terem sido identificados por setores responsáveis pela contabilidade e fiscalização financeira do município ao longo dos anos.
Além dos prefeitos, a CPI também ouviu o ex-secretário de Finanças e atual vice-prefeito, Jorge Dresch.
As investigações apontam que os desvios ocorreram entre 2017 e dezembro de 2025, período em que o servidor investigado atuava na Tesouraria da prefeitura. Conforme apuração do Tribunal de Contas de Santa Catarina, os valores desviados já ultrapassam R$ 4 milhões.
O caso veio à tona em dezembro de 2025, quando o Tribunal de Contas alertou a prefeitura sobre possíveis fraudes envolvendo o setor financeiro. Após a comunicação, o servidor, que tinha quase 30 anos de atuação no município, foi exonerado.
Além da CPI, o caso também é investigado pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pelo próprio Tribunal de Contas.
Os trabalhos da comissão parlamentar serão retomados no dia 8 de junho, quando os vereadores devem avançar na análise de documentos e na elaboração do relatório final da investigação.
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