Dia da Mulher na Matemática: professoras da rede estadual transformam aprendizado com projetos inovadores
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

O Dia da Mulher na Matemática, celebrado nesta terça-feira (12), destaca o protagonismo feminino na ciência e na educação. Em escolas da rede estadual de Santa Catarina, professoras têm desenvolvido projetos que aproximam a matemática da realidade dos estudantes por meio de atividades práticas, interdisciplinares e conectadas ao cotidiano.
Em Blumenau, na EEB Carlos Techentin, um projeto sobre fractais leva alunos do Ensino Médio e dos anos finais do Ensino Fundamental a explorar conceitos de geometria, investigação matemática e diversidade cultural. A iniciativa foi desenvolvida com apoio da Universidade Regional de Blumenau.
Os fractais são estruturas geométricas formadas por padrões que se repetem em diferentes escalas, característica conhecida como autossimilaridade. Esse tipo de padrão pode ser encontrado em elementos da natureza, como flocos de neve, árvores e conchas.
Segundo a professora Noelly Susana, responsável pelo projeto, a proposta busca tornar a aprendizagem mais significativa e despertar o interesse dos alunos por conteúdos tradicionalmente considerados abstratos.
Durante as atividades, os estudantes produziram cartões fractais com dobraduras e recortes, além de analisarem padrões matemáticos utilizando conceitos como potenciação, frações e função exponencial. O trabalho também promoveu discussões sobre a presença dos fractais em culturas africanas e indianas, relacionando matemática, arte e organização social.
No Oeste catarinense, a EEB Galeazzo Paganelli desenvolve um projeto de matemática financeira com turmas do 9º ano do Ensino Fundamental. A proposta utiliza planilhas eletrônicas, gráficos e tabelas para facilitar a compreensão de conteúdos como juros, descontos, porcentagens e investimentos.
De acordo com a professora Fabíola Riboski, a iniciativa surgiu após a percepção de que muitos estudantes apresentavam dificuldades em aprender matemática financeira apenas por meio de cálculos tradicionais no quadro.
Nas aulas, os alunos realizam simulações financeiras com base em situações reais do cotidiano e até em dados familiares. A metodologia estimula a interpretação de dados, o pensamento crítico, a autonomia e o uso de tecnologias educacionais.
As experiências desenvolvidas nas duas escolas evidenciam como a matemática pode ser trabalhada de forma criativa e interdisciplinar, aproximando os conteúdos da vivência dos estudantes. Ao mesmo tempo, reforçam a contribuição para a inovação pedagógica e para a formação de novas gerações.
Veja mais postagens desse autor

