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Itapema concentra 35,44% dos empregos formais na construção civil / Foto: Freepik

A construção civil de Santa Catarina deve registrar crescimento de 1,94% em 2026, segundo projeção divulgada pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC). O estudo aponta que o desempenho do setor será impactado principalmente pela taxa de juros elevada, restrições no crédito imobiliário e aumento dos custos com mão de obra e insumos. Apesar do cenário de desaceleração, o levantamento mostra que municípios do Litoral Norte seguem em ritmo acelerado de expansão imobiliária, especialmente nas áreas de edifícios residenciais multifamiliares.

De acordo com a análise da FIESC, cidades como Itapema e Porto Belo mantêm forte crescimento impulsionado pelo chamado “transbordamento imobiliário”, movimento provocado pela saturação do mercado em Balneário Camboriú. Em Itapema, a construção civil representa 35,44% dos empregos formais do município, enquanto Porto Belo registrou aumento de 20,8% nas vagas do setor em 2025. Segundo o estudo, o volume de novas obras nas duas cidades já se aproxima do registrado em Joinville, maior cidade catarinense.

O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, afirmou que o cenário internacional também influencia diretamente o setor. “O custo da construção já está pressionado pela escassez de mão de obra, já que estamos em pleno emprego. Além disso, a escalada de preços do petróleo, motivada pelas tensões no Irã, também impacta os preços de matérias primas como tubos de PVC, cimento e tintas, por exemplo”, explicou. O levantamento aponta ainda que a inflação da construção civil, medida pelo INCC-DI, acumulou alta de 5,86% nos últimos 12 meses até março, podendo chegar a 9,72% até o fim de 2026, conforme estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para 2027, a FIESC projeta três cenários para o setor. No cenário considerado mais otimista, a construção civil catarinense pode crescer 2,93%, caso haja redução dos juros e estabilização do cenário internacional. Já na hipótese de agravamento do conflito no Oriente Médio, petróleo acima de US$ 100 e manutenção da Selic acima de 14%, a alta prevista cai para 1,41%. O cenário base do estudo estima crescimento de 2,47% no próximo ano, considerando juros em torno de 11% e normalização gradual do mercado internacional.