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Evento com prefeitos amplia desgaste de Jorginho com líderes do MDB — Imagem: Divulgação

O jantar realizado na segunda-feira (27), à noite, no Hotel Majestic, em Florianópolis, reunindo prefeitos, vices e deputados do MDB com o governador Jorginho Mello (PL), não foi bem digerido pela executiva estadual do partido.

Ao final da manhã de ontem, conforme publiquei em primeira mão, uma carta escrita pelo presidente estadual do partido, deputado federal Carlos Chiodini, passou um duro recado aos responsáveis pelo evento em apoio à reeleição do governador. Lembrou que, após ter sido esnobado por Jorginho, conforme palavras do próprio Chiodini, o MDB, em vez de se posicionar com firmeza, assiste à construção de um movimento conduzido por pessoas que, até ontem, não tinham qualquer compromisso com a história do partido. “Um movimento que tenta empurrar o partido para uma aliança subordinada, baseada em interesses pontuais, como uma eventual suplência ao Senado, e não em um projeto real que respeite o tamanho de uma sigla que ajudou a construir Santa Catarina”, pontuou.

O recado de Chiodini foi direto para lideranças que não fazem parte dos quadros principais do partido, mas que tiveram um papel relevante na mobilização dos prefeitos e vices para participarem do evento. Um dos principais alvos foi o prefeito de Quilombo, Jackson Castelli, que se filiou ao partido em 2023 e que, segundo fontes, sob a coordenação do deputado federal Valdir Cobalchini, teria feito o movimento. Castelli nega e diz que a iniciativa foi dele.

Conversei com Carlos Chiodini ontem à noite. Ele me disse que tudo o que tinha para falar está na carta. Mesmo assim, fez questão de lembrar que há, pelo menos, 215 municípios sem prefeito e vice do MDB. “Os presidentes dos diretórios municipais estão conosco. Não querem ir com o Jorginho e isso está posto. Portanto, quem tem a maioria dos filiados somos nós”, afirmou.

Quanto à conversa que teve com o governador, Chiodini disse que foi chamado no fim de semana e que, pela boa relação que sempre tiveram, foi ouvir o que Jorginho tinha a dizer. Ele não respondeu se aceitará participar de uma nova conversa, ainda mais após ter afirmado na carta ser contra a aliança com o PL. “Muitas pessoas olham isso como fazer oposição. É posição, e pelos interesses do MDB”, destacou, completando que o líder dos liberais optou por disputar a eleição com uma chapa pura do PL. “O Flávio Bolsonaro não quer o Romeu Zema, do Novo, de vice, pois sabe que é um voto igual”, disse Chiodini, fazendo uma comparação com a situação aqui do estado. Questionado se a relação com o governador está prejudicada, o emedebista respondeu: “Não estamos aliados nem desaliados. Estou de mal pela forma como foi conduzido o processo com o MDB”, completou.

Conversa com prefeitos

Mauro recebeu em seu gabinete prefeitos que participaram do jantar com Jorginho — Imagem: Divulgação

O deputado estadual Mauro De Nadal (MDB) recebeu ontem, na Assembleia Legislativa, os prefeitos de sua base no Oeste, que estiveram no jantar com o governador Jorginho Mello (PL). O que foi relatado a Nadal é que o convite foi para ouvirem informações sobre os convênios que estão pendentes de pagamento. De acordo com Mauro, o evento do Majestic foi um movimento isolado, fora do partido, e que, entre a militância, a repercussão não foi boa. “Nos próximos dias faremos um roteiro com o PSD e a federação. Vamos para o segundo turno e ganharemos a eleição. Daqui a pouco volta todo mundo para casa”, afirmou. Sobre a fala de Jairo Comper, irmão do deputado estadual Jerry Comper, de que Jorginho é o maior governador da história, De Nadal respondeu: “A dona Ivete Appel da Silveira é quem tem que responder para ele”.

Críticas

Postura de Ivete Appel da Silveira foi alvo de críticas no partido — Imagem: Agência Senado

Internamente, a postura da senadora Ivete Appel da Silveira (MDB) foi criticada. Primeiro, por ter participado do jantar no Hotel Majestic e, segundo, por não ter reagido quando Jairo Comper anunciou Jorginho Mello (PL) como o maior governador da história. Uma liderança emedebista afirmou: “A dona Ivete fica com esse negócio de gratidão. Mas quem tem que ter gratidão é o Jorginho ao MDB. Se não fosse o nosso partido, ele não teria sido senador. E ela somente é senadora porque, quando se elegeu governador, o Jorginho não pôde ocupar os dois mandatos. Não foi favor algum”, afirmou.

Almoço da bancada

Em claro sinal de desaprovação, os deputados estaduais Mauro De Nadal, Volnei Weber e Thiago Zilli não quiseram almoçar com os colegas de bancada Fernando Krelling, Antídio Lunelli e Jerry Comper. Preferiram ir ao Restaurante Rancho Açoriano, onde dividiram um prato de moqueca e análises sobre o movimento dissidente dentro do partido. Também participaram o jornalista Fábio Lima e a ex-deputada estadual Dirce Heiderscheidt. Uma das conclusões do almoço foi que ser contra a reaproximação com o governador Jorginho Mello (PL) é uma questão de sobrevivência partidária.

Cafezinho

O café pós-almoço ficou para a Assembleia Legislativa. No gabinete do deputado estadual Thiago Zilli (MDB), reuniram-se os deputados Mauro De Nadal (MDB), o presidente do parlamento, Júlio Garcia (PSD), o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, e o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). O cenário estadual foi o tema do encontro.

Movimento

Ex-deputado João Matos percorrerá o Alto Vale do Itajaí – Imagem: Agência Alesc

No Alto Vale do Itajaí, lideranças como o ex-prefeito de Ituporanga, Luiz Hessmann, o histórico ex-deputado João Matos e seu filho Joãozinho Matos começarão a visitar os ex-prefeitos da região filiados ao MDB. Segundo uma fonte, há um sentimento na base contrário a uma aproximação com o PL. “O que posso lhe adiantar é que existe um sentimento de revolta nos diretórios municipais por estarem sendo atropelados pelo deputado Jerry (Comper) e pelo seu irmão Jairo”, relatou. Joãozinho, a pedido do presidente estadual do partido, Carlos Chiodini, é pré-candidato a deputado federal.

Comemoração

Núcleo duro do governo avalia como exitosa a estratégia – Imagem: Secom

Ontem, na Casa d’Agronômica, o clima foi de comemoração. Segundo uma fonte, o entendimento é que o avanço para cima dos partidos que estão se alinhando ao pré-candidato de oposição ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), está apresentando resultado. A ideia é seguir trabalhando para puxar o MDB e a Federação União Progressista para o projeto do governador Jorginho Mello (PL), ou causar uma ruptura nos partidos ao ponto de enfraquecê-los.

Reação no PL

Lima criticou a carta assinada por Carlos Chiodini – Imagem: Agência Alesc

O deputado estadual Sargento Lima (PL) enviou uma mensagem para a coluna sobre a nota do presidente estadual dos emedebistas, deputado federal Carlos Chiodini. Para Lima, se apequenar, em alusão à manifestação de Chiodini, é não reconhecer o quanto o PL tem sido parceiro. “Digo PL porque entendo que o partido não pertence a um homem só, e nós temos sido parceiros, aguardando pacientemente um posicionamento do MDB. Na minha opinião, após ler a carta do presidente Carlos Chiodini, concluo que a corda esticou. Um posicionamento deve ser tomado urgentemente. O que não dá é tratar como amigo, oferecer abrigo, a alguém que realmente não está 100% dentro do projeto. Essa eterna busca do melhor dos dois mundos o tempo todo não favorece lado nenhum”, escreveu o parlamentar.

Comparação

Exemplo de Lula parece inspirar Gelson Merisio – Imagem: Divulgação

Lideranças da esquerda têm comparado o pré-candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), com o então pré-candidato à Presidência da República em 2002, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até então visto como um líder dos metalúrgicos, carrancudo e com discursos radicais, Lula sofreu uma verdadeira transformação promovida pelo hoje falecido publicitário Duda Mendonça. Nascia ali o “Lulinha Paz e Amor”, que conseguiu superar as resistências, aproximou-se do setor empresarial e se tornou presidente. Apesar das diferenças, alguns pontos entre Merisio e Lula têm sido motivo de comparação.

Amadurecimento

Em seu primeiro discurso, no lançamento da pré-candidatura ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB) fez questão de dizer que o período em que esteve fora da política foi decisivo para o seu amadurecimento pessoal e político. “Hoje me trago um pouco mais manso, mais maduro, mais compreensivo”, afirmou no dia 16 deste mês. Embora sempre tenha circulado bem em vários setores da política catarinense, até mesmo porque nunca foi afeito a discursos voltados à extrema-direita, Merisio volta com um novo olhar para o cenário e até mesmo para as divergências, pregando a necessidade de ouvir e dialogar com quem pensa diferente. Essa é a leitura de uma fonte com forte circulação na esquerda.

Paz e Amor

Ao contrário do Gelson Merisio de 2018, que agia de modo mais contundente, agora a ideia é ouvir e trabalhar pelo convencimento, segundo os relatos de fontes próximas a ele. “E isso tem promovido um diálogo excelente com os setores da esquerda”, afirmou uma das fontes. A opinião é que nasce com esse novo projeto um novo líder para a esquerda catarinense, que faz a defesa das pautas progressistas, mas sem deixar de dialogar com o setor empresarial, entre outros, que demonstraram dificuldade de conversar com nomes mais tradicionais da esquerda. Em suma, é o “Merisio Paz e Amor”, de olho no crescimento da esquerda neste ano, com vistas para o futuro.

Quebra de decoro

Vieira está afastado do cargo por decisão judicial – Imagem: CMB

A Comissão Processante da Câmara de Blumenau decidiu seguir com a apuração por possível quebra de decoro parlamentar envolvendo o vereador afastado Almir Vieira (Progressistas). A deliberação ocorreu na noite de ontem, após análise da defesa prévia apresentada pelo parlamentar. Durante a reunião, foram rejeitados todos os questionamentos levantados pela defesa, entre eles dúvidas sobre a legitimidade da denúncia, contestação ao sorteio da comissão e alegações de cerceamento do direito de manifestação. O colegiado entendeu que o rito adotado respeitou as garantias legais e que o processo deve prosseguir normalmente.

Oitivas

A Comissão Processante da Câmara de Blumenau avançou para a fase de instrução no processo que apura conduta do vereador afastado Almir Vieira (Progressistas). O presidente Egídio Beckhauser teve voto acompanhado pelo relator Jean Volpato e pelo membro Bruno Cunha. Ficou definido que as nove testemunhas indicadas pela defesa serão ouvidas no dia 4 de maio, a partir das 8h, em sessão única. Na sequência, será realizado o interrogatório do denunciado. A comissão foi instalada em fevereiro e tem prazo de 90 dias para concluir os trabalhos, com encerramento previsto para o início de junho.