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Investigação apura supostos problemas em administração da unidade de saúde entre 2021 e 2024 – Foto: Divulgação/MPSC

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (28) apura suspeitas de irregularidades na gestão de um hospital em Gaspar, envolvendo recursos públicos da saúde entre 2021 e 2024. A ação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), força-tarefa vinculada ao Ministério Público de Santa Catarina, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal.

De acordo com as investigações, há indícios de contratação irregular de empresa para prestação de serviços médicos, além de possíveis pagamentos indevidos com recursos do Fundo Municipal de Saúde. Os investigadores também apontam que movimentações financeiras sucessivas teriam sido usadas para dificultar o rastreamento do dinheiro público.

Entre as suspeitas estão favorecimento em contratos, direcionamento de processos administrativos, pagamento de propina e ocultação de patrimônio, incluindo a aquisição de bens em nome de terceiros.

As apurações começaram após denúncias relacionadas à administração do hospital, que está sob intervenção municipal desde 2014. Segundo o Ministério Público, o foco recai sobre mudanças na gestão a partir de 2021, período em que houve aumento expressivo nas despesas com serviços médicos, sem melhora proporcional no atendimento prestado à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com base nos indícios reunidos, a Vara Regional de Garantias da Comarca de Blumenau autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. O objetivo é recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

A Polícia Científica de Santa Catarina atua no apoio técnico para garantir a preservação das evidências. A operação também contou com suporte de equipes de outros estados, incluindo órgãos do Distrito Federal e de São Paulo.

Batizada de “Cashback”, a operação faz referência ao suposto mecanismo investigado, no qual parte dos valores pagos em contratos retornaria de forma ilícita a envolvidos no esquema.

O procedimento tramita sob sigilo e, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas