A comparação incomoda: saúde de Lages sob Carmen Zanotto tem desempenho inferior ao da gestão Ceron

A saúde na gestão Ceron
A gestão de Antônio Ceron foi responsável por avanços relevantes na área da saúde. A construção da UPA, em parceria com o governo federal, melhorou significativamente o atendimento de emergência, especialmente quando comparado ao cenário caótico do antigo pronto-socorro. Iniciativas como o programa Saúde na Mão, a adoção de um protocolo ágil para renovação de receitas de medicamentos de uso contínuo e o convênio com clínicas de fisioterapia, que operava com relativa eficiência, também merecem destaque.
A gestão se encerrou com mais de 110 médicos em seu quadro. Ainda que não houvesse cobertura de 100% em todos os bairros, os atendimentos funcionavam com regularidade.
Nota à margem: os escândalos da Operação Mensageiro suplantaram a percepção popular dos feitos da gestão anterior. Para se ter uma ideia, quando a prefeita resolveu um problema de alagamento no estacionamento da UPA, em uma página sensacionalista, onde todo movimento da prefeita é classificado como histórico, muitas pessoas comentaram: “fez mais que o Ceron em oito anos”.
Esqueceram-se de que a UPA foi construída em seu mandato.
A saúde na gestão Carmen Zanotto
Em seu segundo ano, caminhando para completar 50% do mandato de quatro anos, nem o diagnóstico e, muito menos, os prognósticos são animadores.
Lages foi contemplada pelo PAC, do governo federal, para a construção de uma policlínica. A prefeita, inclusive, incluiu a obra em seu programa de governo. No entanto, até o momento, nada avançou. Não se sabe se o impasse decorre de falta de vontade política, ineficiência administrativa ou de uma estratégia político-ideológica, como aconteceu com Blumenau.
O programa Saúde na Mão, aplicativo voltado a consultas on-line, foi encerrado. Há atrasos nos repasses dos convênios com clínicas e serviços de fisioterapia, e a burocracia para o agendamento de sessões tem resultado em filas de espera maiores do que o habitual.
Se, no passado recente, a prefeitura contava com mais de 110 médicos, hoje esse número caiu para pouco mais de 70. Em alguns postos, o agendamento de uma consulta simples pode levar até um mês. Para agravar a situação, a renovação de receitas passou a exigir consulta presencial, em contraste com o protocolo anterior, que era mais ágil.
A prefeita de Lages, que construiu sua carreira política ligada exclusivamente ao tema da saúde, hoje dá entrevistas afirmando que o legado do seu mandato será a educação. Abandonou a missão, o propósito e frustrou expectativas.
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