A resistência a Carlos Bolsonaro; A irritação de Marcos Vieira; A ala do PT que defende o isolamento — e outros destaques
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Neste final de semana, um colega de Brasília foi taxativo durante uma conversa que tivemos sobre o cenário da eleição ao Senado aqui no estado. Segundo ele, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) definitivamente não apoiará o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PL).
O filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro, além da rejeição em parte da própria família, também tem que lidar com uma resistência que parece crescente aqui no estado. Esse movimento não é isolado e reflete um cenário mais amplo, em que lideranças locais começam a demonstrar desconforto com a possibilidade de uma candidatura que não tenha raízes políticas em Santa Catarina.
Por isso, Carlos tem tentado fazer gestos públicos, inclusive a críticos de sua candidatura, numa estratégia clara de reduzir arestas e ampliar pontes dentro do próprio campo político. Durante a festa de aniversário do deputado federal Daniel Freitas (PL), neste final de semana, fez questão de cumprimentar uma das maiores críticas de sua candidatura, a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL), e de aparecer em uma foto ao seu lado. Mesmo assim, a aproximação não tem sido bem-vista pela parlamentar, o que sinaliza que os movimentos ainda não surtiram o efeito desejado.
O fato é que, nas redes sociais, já é possível perceber que um bom percentual do eleitorado bolsonarista não está aceitando a candidatura de Carlos. As manifestações são claras: eleitores se identificam como de direita, bolsonaristas, mas reforçam a preferência por candidatos catarinenses. Em muitos casos, citam os nomes da deputada federal Carol de Toni (PL) e do senador Esperidião Amin (Progressistas).
Esse cenário revela um componente importante na disputa: o peso do voto regional. Santa Catarina tem um histórico de valorização de lideranças locais, especialmente em eleições majoritárias. O sentimento de tentativa de uso do estado como curral eleitoral mexeu com os brios do eleitor. Vale lembrar que a resistência a nomes “importados” não é novidade, mas ganha força quando há opções consolidadas dentro do próprio estado. Além disso, a disputa interna no campo da direita tende a se intensificar, o que pode fragmentar votos e alterar o desenho da eleição ao Senado.
Nos bastidores, a leitura é de que, sem um alinhamento claro e sem o respaldo de figuras centrais como Michelle Bolsonaro, a viabilidade da candidatura de Carlos tende a enfrentar obstáculos ainda maiores. O desafio, agora, é transformar gestos pontuais em apoio político consistente — algo que, até o momento, ainda não se concretizou.
Divergência

A tendência Diálogo e Ação Petista, que é um dos grupos internos do Partido dos Trabalhadores, quer lançar o professor universitário Lino Peres, ex-vereador de Florianópolis, para a disputa ao Governo do Estado. O grupo, que conta com o vereador Bruno Ziliotto, tem criticado a composição feita pela esquerda para a disputa da eleição, tendo o ex-deputado Gelson Merisio (PSB) como o nome a governador. O grupo deve fazer uma coletiva nesta quarta-feira (22) de manhã. A exceção é a pré-candidatura de Décio Lima (PT) ao Senado.
Insistência no erro
Se, por um lado, é legítimo que essa tendência mais de extrema-esquerda do PT apresente a sua divergência e até uma sugestão de nome, por outro, o movimento pode ser visto como um verdadeiro retrocesso. Lino Peres, embora um destacado professor, é um nome desconhecido até mesmo por boa parte do eleitorado de Florianópolis, onde foi vereador de 2013 a 2020. O movimento é quase uma tentativa de preservação do processo de apequenamento e isolamento que acometeu a esquerda nos últimos anos. No caminho contrário, o que foi apresentado na semana passada mostra que partidos da centro-esquerda entenderam que ou se unem e se abrem estrategicamente para dialogar com setores que os rejeitam, ou estarão fadados a se ver ainda menores.
Irritação

O presidente estadual do PSDB, deputado Marcos Vieira, iria anunciar nesta semana o apoio tucano ao projeto de reeleição do governador Jorginho Mello (PL). Porém, ele ficou sabendo que, no almoço da bancada do PL na Assembleia Legislativa, o governador, que foi convidado para o encontro, teria dito que ajudou a filiar lideranças no PSDB para fortalecer a nominata. Vieira nega que houve a ajuda e, nos bastidores, não teria escondido a irritação. Tanto que adiou o anúncio, justificando que tem que conversar com outros prefeitos ainda não consultados.
De olho em Brasília

O ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Republicanos), se prepara para a eleição a deputado federal. Pré-candidato, teria recebido carta branca do governador Jorginho Mello (PL) para escolher entre disputar uma vaga à Assembleia Legislativa ou para a Câmara Federal. Oliveira é visto nos bastidores de BC como um dos prováveis nomes para disputar a prefeitura na próxima eleição. Ele me disse que o foco está em Brasília e que outros projetos virão ao seu tempo.
Aceita disputar

O ex-prefeito de Araquari, Clenilton Pereira (UB), poderá disputar uma vaga ao Senado, conforme antecipado pela coluna. Ele me disse que não colocou o nome para a disputa proporcional neste ano para ajudar o projeto em que o União Brasil estará. Porém, recebeu a missão de, caso haja uma segunda candidatura ao Senado, que ele vá para a disputa. O nome do ex-ministro do Turismo, Vinícius Lummertz (MDB), também aparece como opção, tanto para disputar, caso Pereira não aceite a missão, quanto para suplente. Em rápida conversa, Pereira se mostrou empolgado com a possível candidatura.
Pessoas morando só

Florianópolis aparece entre as capitais com maior proporção de pessoas que vivem sozinhas no Brasil, segundo dados mais recentes do IBGE. Embora não lidere em números absolutos — cenário dominado por grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro —, a capital catarinense se destaca quando o recorte é percentual dentro da população. O fenômeno está diretamente ligado ao perfil demográfico da cidade. Considerada uma das mais longevas do país, Florianópolis concentra um número elevado de idosos, faixa etária que representa mais de 40% dos que vivem sozinhos no Brasil. A viuvez, a saída dos filhos de casa e a busca por autonomia ajudam a explicar o avanço desse tipo de arranjo domiciliar na capital.
Comportamento e renda
Além do envelhecimento da população, especialistas apontam que fatores culturais e econômicos também ajudam a explicar o crescimento dos lares unipessoais em Florianópolis. A cidade reúne um perfil de moradores com maior renda média e forte presença de profissionais liberais e servidores públicos, o que favorece a decisão de morar sozinho. Outro ponto é a mudança no comportamento social. O adiamento do casamento, o aumento das separações e a valorização da independência individual vêm alterando o padrão tradicional de moradia. Em cidades com melhor qualidade de vida e maior atratividade, como Florianópolis, esse movimento aparece de forma mais intensa, consolidando uma tendência que já é observada em todo o país.
Recurso negado

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral julgou o recurso relacionado a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida em Piratuba durante as eleições de 2024 contra a deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha (Podemos), e decidiu rejeitar o pedido, mantendo a decisão das instâncias anteriores. O caso tratava da gravação de um vídeo em que a parlamentar prometia a destinação de uma emenda impositiva caso o então candidato a prefeito Vanderlei Weber (PSD) fosse eleito. A acusação apontava possível irregularidade eleitoral, mas a maioria dos ministros entendeu que não houve prática capaz de comprometer a lisura do pleito.
Primeira-dama

A primeira-dama de Itapiranga, no Extremo-Oeste, Flávia Ribas (PL), anunciou a sua pré-candidatura a deputada estadual. Será a primeira eleição da empresária, que foi convidada pelo governador Jorginho Mello (PL) para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.
Veja mais postagens desse autor

