HISTÓRIAS DA POLÍTICA CATARINENSE que a História não contou: Prefeito de Blumenau, de olho nas trapaças do destino, busca recursos em Brasília.

Relembrando: na reta final de 1989, uma das preocupações que assombrava o Prefeito Vilson Kleinubing era o fato de que vários de seus compromissos, assumidos durante a campanha eleitoral do ano anterior, tinham como prazo de vencimento o momento em que ele deixasse o cargo de Prefeito.

Essa data limite seria, segundo a normalidade, daí a mais de três anos. Tempo de sobra. Mas, ele pressentia que os acontecimentos políticos e as artimanhas do destino, combinados, poderiam ter força suficiente para antecipar o prazo de vencimento das faturas políticas e administrativas. Isso ocorreria caso aquela combinação – dos fatos com o inesperado – o obrigasse a concorrer ao cargo de Governador já em 1990. Apenas alguns meses mais tarde. No seu calendário íntimo, portanto, ele dispunha de um mandato de apenas treze meses no seu total, desde janeiro de 1989.
Então, nós, toda sua equipe, nos esmeramos na cata de recursos que viabilizassem, mesmo em prazo muito curto, o cumprimento das principais promessas que Vilson anunciou durante a campanha que fez dele o Prefeito de Blumenau. Vitória essa, com uma votação simbólica: superior à soma de todos os outros seis candidatos, incluindo o ex-Prefeito Renato Vianna e o Deputado Federal Vilson Souza.
O Governo Federal era uma complexa jazida a ser minerada.

Sempre havia a possibilidade de extrair alguma coisa da União. Embora o Governo Collor estivesse em situação bastante instável, e enrolado numa assombrosa inflação de mais de 1.700% ao ano, recursos existiam.
Talvez porque o Presidente lembrasse o apoio que recebeu de Vilson no segundo turno da eleição do ano anterior, ou da amistosa conversa que eles tiveram, com a presença de Mário Petrelli e eu, quando ainda era um candidato azarão, os pedidos blumenauenses foram bem acolhidos.
Um primeiro e importante passo.

Afinal, conseguimos obter a indispensável previsão de verba para uma das mais importantes obras locais: foi confirmado um significativo recurso no Orçamento Federal, para a “Ponte do Tamarindo” – batisada mais tarde com o nome de Vilson Kleinubing.
Verba orçamentária, como se sabe, não é algo tão imediato como os planos do Prefeito exigiam. Significava, porém, um claro avanço rumo à realização de uma obra de grande porte na cidade.
Próxima coluna.
O povo de Blumenau queria muito ter um Governador politicamente “de Blumenau”.
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