Habemus eleição: Santa Catarina terá forte disputa; as investidas de Jorginho; os recados aos dissidentes – e outros destaques
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Santa Catarina ganhou uma eleição para chamar de sua. Se antes o governador Jorginho Mello (PL) desfilava livre, sem quase nenhuma oposição, agora passou a ter. E ela é formada não somente por um pré-candidato adversário na disputa pela Casa d’Agronômica, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), mas também por um projeto com partidos fortes e que contará com uma militância orgânica, casos do MDB e Progressistas.
A verdade é que Jorginho foi o grande responsável pelo cenário que se desenha. Abriu mão de contar com o MDB e a Federação União Progressista, o que lhe daria uma eleição em primeiro turno sem preocupações, por conta de uma dependência do bolsonarismo que o isola no campo da extrema-direita. PL e Novo quase que compartilham os mesmos eleitores, embora os liberais tenham mais força. E o Republicanos, aqui no Estado, é um apêndice do PL, e muito mais ligado à Igreja Universal.
Isso forçará o governador a intensificar as suas movimentações para cima dos CPFs. Jorginho não esconde de ninguém que essa é a estratégia: tentar enfraquecer os adversários tirando mais prefeitos e deputados dos partidos. Acontece que, para os convênios, o prazo está acabando, e o que Jorginho tem a oferecer neste momento são cheques pré-datados. Isso porque o prazo encerra no próximo dia 3, que será um feriado, ou seja, terá até quinta-feira (02) da próxima semana. Vale lembrar que o trâmite é demorado, pois esses projetos precisam ser aprovados na Secretaria de Estado da Infraestrutura, que tem demorado, em média, cerca de 10 meses para a liberação. E a primeira medição das obras terá que ser paga em junho. Terá que convencer os prefeitos de que cumprirá a promessa, caso seja reeleito.
Embora favorito, por ser o governador, Jorginho encontrará um cenário muito diferente comparado ao de 2022. Naquela eleição, os seus adversários na centro-direita estavam pulverizados entre Carlos Moisés da Silva, Esperidião Amin, Gean Loureiro e Odair Tramontin, que, somados, fizeram mais votos que o atual governador. Agora se uniram, com a exceção de Tramontin, que está com Jorginho, e liderados por Rodrigues, que transita entre o eleitorado de direita e os bolsonaristas. Quem ganha é o eleitor catarinense, com uma eleição potencialmente muito disputada e que permitirá a quem votará fazer uma análise entre o que está sendo apresentado hoje com Jorginho e o que poderá ser apresentado por um outro governo.
Saiu bem

Uma liderança que se mostrou discreta durante a coletiva foi o ex-governador Raimundo Colombo (PSD). Também cotado para ser o candidato da aliança ao Governo do Estado, Colombo preferiu trabalhar pela união dos partidos no entorno do projeto de João Rodrigues (PSD). Saiu prestigiado e como um dos principais nomes da aliança para a disputa a deputado federal.
Resistência
Lideranças me disseram ontem que a aliança PSD, MDB e Federação União Progressista representa a criação do que chamaram de “bloco da resistência” a um novo estilo de fazer política criado pelo governador Jorginho Mello (PL).
Inédito

Um feito da aliança PSD, MDB e federação é unir emedebistas e progressistas, antigos adversários, num mesmo projeto. Foi interessante ver, na mesma mesa, lideranças como o ex-governador Eduardo Pinho Moreira, o deputado Carlos Chiodini e o senador Esperidião Amin. E mais: o primeiro suplente na chapa de Amin será do MDB. Na coletiva, também foi possível observar que, além de João Rodrigues (PSD), Amin também conta com o total apoio de todos os partidos da futura aliança. Teve um momento da coletiva em que Pinho Moreira brincou com Amin: “Agora é 15 e 11”, provocando risos dos presentes, enquanto mostrava uma montagem com os dois números no celular.
Provável vice

O deputado federal Carlos Chiodini (MDB) é o provável nome para vice na chapa com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Os emedebistas ainda vão conversar, mas Chiodini é hoje o favorito a compor a chapa.
Mais partidos

A Federação PSDB e Cidadania deve fechar apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). Os partidos já foram convidados, além do Avante e da Democracia Cristã.
Dissidentes

Uma liderança me disse ontem que rebeliões tendem a não ter sucesso. Lembrou que tanto o MDB como a Federação União Progressista e o PSD têm, em suas lideranças, um total alinhamento com os comandos nacionais dos partidos. Questionado, o senador Esperidião Amin (Progressistas) me disse que a reunião de dissidentes com o governador Jorginho Mello (PL) não foi legal e nem moral. “Deliberar antes da convenção é um ato particular, pessoal e não partidário”, afirmou. Tentei falar com Carlos Chiodini, que não me atendeu. Mas uma fonte ligada a ele disse que o líder do MDB ficou incomodado com o que chamou de declarações individuais e pessoais. E que teve que defender uma posição que o partido sempre teve, que é a de estar na majoritária. “Foi uma atitude coerente”, afirmou.
Novos eleitores

Santa Catarina terá entre 500 mil e 600 mil novos eleitores neste ano. É importante identificar a origem desse novo eleitor. Uma boa parcela é oriunda do Norte e Nordeste, além dos estrangeiros que, dependendo do tempo que estão no Brasil, já podem votar. É um eleitorado que simpatiza com as pautas de centro-esquerda, o que poderá beneficiar Gelson Merisio, pré-candidato ao Governo do Estado pela esquerda, mas que também é aberto a projetos de centro-direita.
É preciso observar

Prestem atenção no projeto de Marcelo Brigadeiro (Missão), pré-candidato ao Governo do Estado. Partido ligado ao MBL, já tem nas pesquisas para a Presidência da República, com a pré-candidatura de Renan Santos, 4% das intenções de voto. E o desempenho de Santos tem grande chance de beneficiar Brigadeiro. Como um partido de extrema-direita, o Missão, para crescer, terá que tirar votos do PL, que tem um eleitor mais familiarizado com suas bandeiras.
A propósito
Uma das maiores lideranças do MBL e também do Partido Missão, o deputado federal por São Paulo Kim Kataguiri, fez duras críticas ao ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL). Para Kataguiri, “Carlos foi um inútil no Rio de Janeiro” e que, ao vir para o Estado por um projeto pessoal, atrapalha lideranças como a deputada federal Carol de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (Progressistas).
Profissão: político

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) não ficou desempregado quando renunciou ao mandato na Câmara carioca. Um dia após a sua renúncia, Carlos foi empregado no PL como dirigente partidário, ganhando um salário de R$ 38 mil. Como vereador, ele ganhava R$ 24 mil. Carlos tem um dos maiores salários do partido, perdendo apenas para o presidente Valdemar da Costa Neto, o ex-presidente da República Jair Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Conversa

O deputado estadual Sérgio Guimarães (UB) terá uma conversa com o governador Jorginho Mello (PL) e com Bruno Mello, que é o vice-presidente estadual do Partido Liberal. Eles reforçarão o convite para que Guimarães vá para o Republicanos. Também existe a possibilidade de abrirem as portas do PL, porém terão dificuldade para administrar a relação de Sérgio com o deputado Camilo Martins. Ambos desejam disputar a Prefeitura de Palhoça no próximo pleito municipal.
Afastamento em Penha

A Câmara de Vereadores de Penha se reúne extraordinariamente hoje, às 15h, para votar a abertura da Comissão Parlamentar Processante e o afastamento do presidente Luciano de Jesus (Progressistas). Ele está sendo investigado pela suspeita do crime de rachadinha. Luciano retorna hoje de Brasília junto com outros vereadores. Assumirá o vereador Diego Mattielo (MDB). Ele já teria informado que irá exonerar todos os comissionados ligados ao atual presidente. Uma fonte relatou que o Ministério Público já teria cópia do comprovante de pix para Luciano, para familiar e também conversas que, supostamente, comprovariam o crime.
Plínio Ritter
Faleceu em Chapecó, no dia de ontem, o jornalista Plínio Ritter. Profissional que atuou por muitos anos na imprensa do Rio Grande do Sul e do Oeste catarinense, Plínio era um jornalista reconhecido pela história que escreveu na comunicação. Ele também era publicitário e conhecido pelas famosas listas telefônicas. Passou por veículos como Zero Hora, RBS TV, Diário Catarinense, além de rádios e outros grandes grupos de comunicação. Há alguns anos, foi homenageado no Encontro da Imprensa, ao completar 50 anos de profissão. É um profissional que marcou história e que deixa um grande legado. Que descanse em paz!
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