Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

Imagem: Reprodução

O Projeto de Lei nº 32/2026, que criou a gratificação para a função de diretor auxiliar de educação, suscitou desentendimentos tanto pela forma quanto pelo conteúdo. Pela forma, houve questionamentos quanto à tramitação em regime de urgência, com atropelo de comissões. Já o conteúdo gerou debates entre a vereadora Elaine e o vereador Álvaro Mondadori.

A líder do governo, em sua fala, defendeu que o projeto estaria resolvendo uma questão pontual de valorização do cargo de auxiliar de direção, considerado indispensável na estrutura de comando de uma escola.

Já o vereador Joinha entendeu não ser razoável resolver um problema específico ampliando um problema genérico: o aumento da folha salarial, com a criação excessiva de benefícios e cargos, sem critério de gestão. O vereador fez várias críticas ao modelo de governo que, a cada situação que se pretende resolver, cria-se um novo gasto.

O projeto não é o problema; ele é um sintoma. Não é uma tarefa fácil debater um projeto de lei coerente, mas fruto de um modelo irresponsável de gestão de recursos financeiros. A vereadora está correta em seu propósito de lutar por uma categoria; o vereador também está certo quando chama a atenção para os gastos em excesso.

Como saber se os gastos com folha salarial são excessivos?

Para isso, basta analisar basicamente os números. Em 2025, a prefeitura arrecadou quase 200 milhões a mais que no ano anterior, acrescendo 1/5 ao orçamento e, ao mesmo tempo em que a arrecadação bate recorde, a prefeita Carmen Zanotto declara que o município passa por uma crise fiscal.

No entanto, quase metade desse valor foi para suprir o aumento da folha, que subiu em 20% – 90 milhões de reais em um ano. Então vem a pergunta: o serviço público municipal melhorou na proporção do montante empregado em folha? Não.

Não há celeridade na entrega de obras, a saúde é uma das mais precárias da última década, e o meio ambiente não tem equipe para fazer a manutenção do município. Portanto, todo esse gasto não reflete na valorização do servidor, mas no simples inchaço da máquina pública de uma gestão ineficiente.

Contudo, é preciso entender que, na valorização, há, indiscutivelmente, melhora visível na qualidade do serviço público; mas, quando isso não ocorre, estamos falando de gasto, e não de investimento.