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Presidente estadual da CDL, Onildo Dalbosco Júnior defendeu o Dia Livre de Impostos na Alesc; dinossauros infláveis foram usados para representar o peso da carga tributária sobre o consumidor – Foto: Ana Quinto/Alesc

Consumidores catarinenses poderão comprar produtos com descontos equivalentes aos impostos no próximo dia 28 de maio, durante o Dia Livre de Impostos (DLI), ação promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para chamar atenção ao impacto da carga tributária no cotidiano da população.

A iniciativa chega à 20ª edição em Santa Catarina e já conta com a adesão de cerca de 1,2 mil empresas, número superior ao registrado no ano passado. Os estabelecimentos participantes vão oferecer produtos e serviços com preços reduzidos, simulando valores sem a incidência de tributos.

O tema foi debatido nesta semana na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), onde representantes da CDL defenderam a ação como uma forma de conscientização sobre os impostos pagos pelos brasileiros. Eles usaram dinossauros infláveis para representar a voracidade do governo em arrecadar impostos.

Segundo o presidente estadual da entidade, Onildo Dalbosco Júnior, a carga tributária brasileira atingiu 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o maior índice em mais de duas décadas. Ele afirmou que o consumidor acaba arcando com altos custos sem retorno proporcional em áreas como saúde, segurança e infraestrutura. De acordo com a CDL, o brasileiro trabalha, em média, 149 dias por ano apenas para pagar impostos.

O coordenador estadual da CDL Jovem, Marcos Brinhosa, destacou que o Dia Livre de Impostos virou lei estadual em Santa Catarina em 2023. Para o comércio, além da proposta de conscientização, a data também funciona como estratégia para atrair consumidores.

Entre os principais tributos incidentes sobre produtos estão o ICMS, imposto estadual com alíquota padrão de 17% em Santa Catarina, além de impostos federais como IPI, PIS e Cofins.

O debate ocorre em meio à implementação da Reforma Tributária, que prevê a substituição gradual de cinco tributos sobre consumo por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A transição do novo modelo está prevista para seguir até 2033.