EXCLUSIVO: Jorginho e Adriano selam reação à crise; saiba os detalhes. Carlos Bolsonaro pode ser atrapalhado por Flávio; MDB organiza eventos com Rodrigues — e outros destaques.
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Lideranças do Partido Liberal nos estados seguem apreensivas, não somente por causa dos áudios vazados do pré-candidato do partido à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, pedindo dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mas também por não saberem o que mais estaria por vir.
Aqui em Santa Catarina não é diferente. Ninguém vai abandonar o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas, em meio aos discursos de defesa, a situação tem sido vista com muita cautela.
Ontem, o governador Jorginho Mello começou o dia com um café da manhã na Casa d’Agronômica, onde reuniu o núcleo duro de seu governo e alguns nomes de sua futura campanha, a exemplo do marqueteiro Fábio Veiga, para discutir a situação envolvendo Flávio e também o posicionamento do pré-candidato a presidente Romeu Zema (Novo), que fez duras críticas ao pré-candidato dos liberais.
Foi uma conversa de análise e para pensar nos próximos passos. Dali saiu o alinhamento de que, para a imprensa, Jorginho diria que faz dele as palavras de Flávio, que defenderia a CPI do Banco Master, inclusive com as assinaturas do PT, e que pregaria a união da direita. Além disso, foi feita uma avaliação sobre a relação com o Novo. Duas leituras: que as falas de Zema tornaram praticamente impossível uma aliança entre PL e Novo para a eleição federal e que o compartilhamento feito pelo presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, das falas de Zema contra Flávio pode ter sido proposital para criar uma crise entre os partidos aqui no estado. “O Eduardo sempre foi mais PSD. Ao fazer isso, ele tenta gerar um atrito para tentar voltar para perto do PSD”, me disse uma fonte. Há um entendimento também de que pessedistas podem ter estimulado Ribeiro a fazer a postagem.
Encerrado o encontro, o governador embarcou para Blumenau e integrantes do núcleo ligaram para o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), que é o pré-candidato a vice na futura chapa de Jorginho. Ele foi informado das definições.
Na verdade, já era um preparativo para um almoço que ocorreu em Joinville, na casa do próprio Adriano. Participaram, além dele e do governador, também o empresário Nei Silva, pai do ex-prefeito, e Filipe Mello. A conversa foi considerada boa. Já no início do encontro, o pré-candidato a vice se mostrou irritado com os posicionamentos de Romeu Zema. Tanto que ele ligou para o ex-governador de Minas Gerais, que está nos Estados Unidos, para reclamar da situação. Silva teria afirmado a Zema que ele estaria prejudicando a relação dos dois partidos aqui em Santa Catarina. O mineiro respondeu que iria avaliar a situação.
Depois da conversa, Adriano se voltou para Jorginho e disse que o ocorrido se limitou a uma posição pessoal e que a opinião dele era pela continuidade da parceria para a eleição. O relato é de que o governador e Filipe saíram satisfeitos da conversa, com o sentimento de que o almoço os aproximou ainda mais do Novo aqui no estado. Um outro detalhe importante: a carta enviada ontem pelo Novo para a coluna teria sido escrita pelo próprio Adriano e também pelo presidente estadual, Kahlil Zattar.
Posicionamento no PL 1

Uma leitura que tem sido feita nos bastidores: o governador Jorginho Mello (PL) não tem outro caminho a não ser seguir apoiando o pré-candidato liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Há um entendimento de que é preciso conversar com a base bolsonarista e que a fidelidade a Flávio fará com que esse eleitor se sinta representado. Independentemente do que vier a acontecer mais para frente, há um sentimento de segurança em relação a não haver efeitos na eleição estadual. Só vale lembrar que o eleitor de direita não bolsonarista, em tese, é maior do que o bolsonarista, e essa é uma questão que não está sendo levada em conta, mas que poderá pesar, a depender dos próximos acontecimentos envolvendo Flávio.
Posicionamento no PL 2
Além disso, também há o entendimento de que, no projeto do governador Jorginho Mello (PL), os fundamentos estão sólidos: nominata, recurso financeiro e organização, o que faz, segundo uma fonte, com que, além das questões ideológicas, o caso Flávio Bolsonaro não seja um fato capaz de atrapalhar o líder dos liberais. Porém, há um forte sentimento de que o ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) poderá ter o seu projeto ao Senado atrapalhado pela relação de Flávio com Daniel Vorcaro. Agora, há uma aposta muito grande na eleição de Renan Bolsonaro à Câmara Federal. O entendimento é de que o eleitor bolsonarista raiz basta para elegê-lo, o que é preocupante para a representatividade de Santa Catarina.
Outros afetados
Também há uma incógnita sobre como se comportará o eleitor em relação aos demais candidatos do PL para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal. A leitura é de que há muito candidato e que apenas os bolsonaristas não irão suprir a demanda de votos. A questão é: se a situação de Flávio Bolsonaro piorar, será que o eleitor de direita não bolsonarista votará nesses futuros candidatos da ala mais radical?
Explorar

Na oposição, quem tem campo para explorar esse escândalo do senador Flávio Bolsonaro (PL) com Daniel Vorcaro é a esquerda, através da pré-candidatura de Gelson Merisio (PSB), e também Marcelo Brigadeiro (Missão), que representa um projeto antissistema e nasce do MBL, movimento que faz duras críticas ao bolsonarismo. Por sua vez, o pré-candidato João Rodrigues (PSD) terá dificuldade se entrar no tema. Ele é visto com simpatia pelos bolsonaristas devido à sua amizade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e será um erro estratégico querer nacionalizar a sua campanha. Para Rodrigues, o ideal é puxar os debates para as questões estaduais.
Irritação
Há lideranças bolsonaristas no estado irritadas com a crise no PL. O entendimento é de que foram pegas “com as calças nas mãos” e que as versões desencontradas apresentadas pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), deixam a militância vulnerável. “Nós não sabemos nem como defender. Cada hora é uma versão. Que nos digam a verdade ou a mentira que temos que defender. O que não pode é ficarmos sendo atacados nas redes sociais sem poder de reação”, disse uma liderança do partido, sem esconder a irritação.
Ainda o Novo

O Partido Novo aqui no estado pareceu um tanto confuso e sem saber como agir em relação ao pré-candidato à Presidência, Romeu Zema. Atualmente, Zema é a principal liderança do partido no país, sendo maior do que o próprio Novo. Além disso, quando o presidente nacional, Eduardo Ribeiro, compartilha as críticas de Zema ao pré-candidato liberal Flávio Bolsonaro (PL), isso não pode ser atribuído apenas à comunicação. Caso tivesse sido um erro, Ribeiro não teria deixado o vídeo em sua rede até expirar; teria mandado deletar. Outro ponto: me foi dito que me enviariam uma nota da direção nacional. Até agora, não houve nota. A informação é de que o partido está encontrando dificuldade para explicar o dinheiro repassado por Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ao diretório de Minas Gerais.
MDB com Rodrigues

Lideranças emedebistas estão se engajando no projeto do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). A maioria dos diretórios municipais apoia o pessedista e eventos começam a ser agendados nas regiões. Nos próximos dias 21 e 22, o deputado federal Rafael Pezenti (MDB) realizará um encontro no Alto Vale do Itajaí. Além de lideranças locais, deputados e ex-deputados são esperados.
Exonerações

O Governo do Estado segue exonerando indicados do MDB. Nesta semana, indicados dos deputados estaduais Mauro De Nadal e Volnei Weber foram exonerados do Porto de Imbituba.
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