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Alexandre Menezes utiliza um parasitoide para fazer o controle biológico da broca-das-cucurbitáceas – Foto: Renata Rosa/Epagri

O tradicional pepino em conserva, presença frequente na culinária de origem alemã no Vale do Itajaí, está no centro de uma pesquisa que busca reduzir o uso de agrotóxicos no cultivo do legume em Santa Catarina. Pesquisadores da Estação Experimental de Itajaí iniciaram testes com métodos de controle biológico para combater as principais pragas e doenças que atingem a produção destinada à indústria de conservas.

O projeto reúne os engenheiros-agrônomos Alexandre Menezes e Alexandre Visconti e é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A iniciativa começou em janeiro e pretende desenvolver estratégias sustentáveis para controlar tanto insetos quanto doenças foliares no pepino.

Na área destinada aos testes, com cerca de 300 metros quadrados, a equipe utiliza uma vespa parasitoide da espécie Trichogramma pretiosum para combater a broca-das-cucurbitáceas, uma das principais pragas da cultura. O inseto deposita ovos dentro dos ovos da praga, impedindo seu desenvolvimento.

Segundo Menezes, também foram testadas armadilhas luminosas para monitoramento dos insetos, mas a estratégia não apresentou resultados satisfatórios. A alternativa considerada mais eficiente seria o uso de feromônios sintéticos, tecnologia ainda indisponível comercialmente no Brasil para essa praga específica.

Paralelamente, Visconti conduz experimentos contra a mancha-zonada, uma das doenças mais comuns no cultivo de pepino na região. O pesquisador utiliza uma bactéria com ação fungicida, Bacillus amyloliquefaciens, além de biofertilizantes desenvolvidos na própria estação experimental.

De acordo com os pesquisadores, o objetivo não é eliminar totalmente a doença, mas manter a planta saudável durante o ciclo produtivo, que no caso do pepino dura cerca de 40 dias.

Os estudos devem se estender pelos próximos dois anos, com novos cultivos para avaliar a eficácia das técnicas e ajustar os métodos utilizados no controle biológico.

A próxima etapa do projeto prevê a inauguração de estufas e de uma estrutura voltada ao desenvolvimento de bioinsumos na unidade de pesquisa em Itajaí. O espaço será utilizado para cultivo e testes com fungos, bactérias e parasitoides aplicados à produção orgânica de hortaliças.

Segundo os pesquisadores, a demanda por métodos sustentáveis cresceu após o pepino ser incluído em uma lista de culturas consideradas de alto risco sanitário pelo Ministério Público Estadual no âmbito do Programa de Resíduo de Agrotóxico na Lavoura. Além disso, o avanço do mercado de alimentos orgânicos vem incentivando produtores da Grande Florianópolis a migrar do sistema convencional para o cultivo orgânico.