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Expansão do setor impulsiona o turismo rural e fortalece pequenos produtores – Foto: Roberto Zacarias/SECOM

O número de vinícolas em Santa Catarina cresceu 29% nos últimos seis anos, passando de 263 fabricantes em 2020 para 339 empresas até abril de 2026. O levantamento da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc) aponta a abertura de 76 novas vinícolas no período, refletindo o fortalecimento do empreendedorismo rural e da produção de alimentos e bebidas no estado.

A maior concentração de fabricantes está em Pinheiro Preto, no Meio-Oeste catarinense. Conhecida como Capital Catarinense do Vinho, a cidade de cerca de 3,5 mil habitantes reúne 33 vinícolas e responde por aproximadamente 70% da produção estadual da bebida. Em seguida aparecem São Joaquim, com 32 empresas, além de Urussanga (13), Videira (11), Tubarão (10) e Nova Trento (9).

O governador Jorginho Mello afirmou que o crescimento do setor demonstra a força do empreendedorismo catarinense e do agronegócio estadual. Segundo ele, a produção de vinho gera emprego, renda e amplia o desenvolvimento econômico no interior.

Os dados da Jucesc mostram ainda que a maior parte das vinícolas catarinenses é formada por microempresas e empresas de pequeno porte, reforçando a tradição familiar e a formalização da produção rural. O levantamento considera apenas fabricantes de vinhos e espumantes, excluindo atividades como produção de suco de uva e vinagre.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o avanço das vinícolas está diretamente ligado ao turismo rural e ao fortalecimento das tradições familiares. Muitos empreendimentos combinam produção, vinhedos e experiências de visitação para turistas.

Na Serra Catarinense, a Vindima de Altitude reúne 27 vinícolas em celebrações voltadas à colheita da uva e ao enoturismo. Municípios como Urubici, Bom Retiro e Lages concentram vinhedos abertos ao público, com degustações e passeios guiados.

No Sul do estado, a produção ligada à uva Goethe ganhou destaque com a Denominação de Origem da Vindima Goethe, única do Brasil para essa variedade. O território envolve municípios como Nova Veneza, Pedras Grandes e Cocal do Sul, preservando a herança deixada pelos imigrantes italianos.

Já em Nova Trento, produtores apostam no cultivo protegido de uvas, utilizando estruturas cobertas por lonas plásticas para controlar a umidade e reduzir impactos climáticos. A técnica tem ampliado a produtividade mesmo em regiões com clima menos favorável para a viticultura.