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Mutirão de castração em Forquilinha, realizado com recursos do Pet Levado a Sério. Foto: Semae/GOV SC

O maior programa de castração de cães e gatos do país entrou em uma fase decisiva em Santa Catarina, mas ainda enfrenta entraves burocráticos em boa parte das cidades. Apesar de já contar com recursos liberados e mutirões em andamento, a maioria dos municípios contemplados não concluiu a documentação necessária para receber os repasses.

Dos 273 municípios incluídos no programa Pet Levado a Sério, 191 seguem com pendências administrativas. Outros 30 estão em fase de recebimento dos recursos. Até agora, 52 cidades já tiveram os valores liberados e iniciaram as castrações, entre elas Urussanga, Rio Negrinho, São Domingos, Rancho Queimado e Nova Veneza.

No total, cerca de R$ 2,7 milhões já foram transferidos, permitindo a realização de aproximadamente 13,4 mil procedimentos. A expectativa é ampliar esse número rapidamente, caso as prefeituras regularizem a documentação exigida para firmar os convênios.

A etapa atual é considerada estratégica porque define o ritmo de execução do programa nas cidades. Sem a formalização dos processos, os recursos não podem ser liberados, o que acaba atrasando o início dos mutirões.

A proposta da iniciativa é usar a castração como principal ferramenta de controle populacional de cães e gatos, reduzindo casos de abandono, maus-tratos, doenças e até acidentes em vias públicas.

Ao todo, o programa prevê mais de R$ 17 milhões em investimentos para viabilizar mais de 80 mil castrações em 273 municípios catarinenses, alcançando a maior parte do território do estado. Além dos recursos, a iniciativa também inclui capacitação técnica para as equipes locais, com foco na estruturação de políticas públicas de bem-estar animal.