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Fenômeno climático pode começar a influenciar o inverno catarinense já em julho – Foto: Thiago Kaue / SecomGOVSC

Santa Catarina deve sentir os efeitos do El Niño antes do previsto. Tradicionalmente associado à primavera, o fenômeno está se desenvolvendo de forma mais rápida e já pode apresentar sinais a partir de julho, ainda durante o inverno. A projeção foi apresentada no Fórum Climático Catarinense, que reúne especialistas de diferentes instituições.

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial (acima de 0,5°C por vários meses), o El Niño altera a circulação atmosférica e interfere diretamente na formação de nuvens e na distribuição das chuvas, especialmente nas regiões tropicais.

Segundo os especialistas, há mais de 80% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer entre junho e agosto, ganhando intensidade ao longo dos meses seguintes. A expectativa é de que atinja força significativa na primavera, quando as anomalias de temperatura no oceano podem ultrapassar 1,5°C.

Na prática, o El Niño costuma provocar chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas. Para o inverno catarinense, isso significa aumento na frequência de precipitações e períodos de frio menos intensos e duradouros. O impacto mais expressivo tende a ocorrer entre setembro e novembro, quando os volumes de chuva aumentam de forma mais consistente no Sul do Brasil.

A meteorologista Nicolle Reis destaca que a presença de um El Niño forte não implica necessariamente eventos extremos, mas cria condições mais favoráveis para sua ocorrência.

A mudança no padrão climático deve ocorrer de forma gradual. Em maio, a chuva ainda se mantém irregular e abaixo da média, mesmo com a passagem de frentes frias e ciclones extratropicais. A partir de junho, no entanto, a tendência é de aumento das instabilidades em todo o estado.

Historicamente, os volumes de chuva em junho e julho variam entre 100 mm e 150 mm na maior parte de Santa Catarina. Neste ano, as projeções indicam acumulados superiores a esses valores, com possibilidade de temporais mais intensos e frequentes.

Em relação às temperaturas, o início do inverno ainda deve registrar incursões de ar frio, especialmente em junho, com mínimas abaixo de 10°C. Porém, ao longo do trimestre, os episódios de frio tendem a ser menos persistentes, refletindo a influência do fenômeno.

O acompanhamento das condições climáticas é realizado por instituições como Epagri/Ciram, UFSC e IFSC, que integram o Fórum Climático Catarinense.

Diante do cenário, o monitoramento segue intensificado, com ampliação da rede de estações meteorológicas e uso de radares para acompanhamento em tempo real. A orientação é que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais, especialmente nos períodos de maior instabilidade.