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Imagem: Divulgação

Durante a semana em que ocorre a COP 30, conferência global sobre mudanças climáticas realizada em Belém (PA), o SENAI lançou em Santa Catarina a Jornada de Descarbonização da Indústria. A iniciativa, desenvolvida pela rede Instituto SENAI, integra consultoria técnica, inovação e tecnologia para apoiar empresas na redução de emissões de gases de efeito estufa e no aumento da eficiência energética.

A metodologia atua em quatro etapas — diagnóstico, estratégia, mitigação e compensação — e reúne a experiência dos Institutos SENAI de Tecnologia Ambiental, Cerâmica e Mobilidade Elétrica. Segundo o diretor regional do SENAI/SC, Fabrízio Pereira, o modelo permite mensurar resultados, planejar investimentos sustentáveis e posicionar as empresas catarinenses na agenda da competitividade verde.

De acordo com o líder do Hub de Descarbonização da FIESC, Charles Leber, o movimento reforça que é possível conciliar crescimento econômico e redução de impactos ambientais. “O SENAI está ajudando as empresas a transformar esse desafio em oportunidade”, afirmou.

Seminário debate eficiência energética e inovação
Na quarta-feira (12), a FIESC e o SENAI realizam, em Blumenau, um seminário voltado à descarbonização, eficiência energética e competitividade industrial. O evento contará com a participação de pesquisadores, empresários e especialistas internacionais.

Entre os palestrantes estão a pesquisadora portuguesa Maria João Rodrigues, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e o engenheiro suíço Pirmin Aregger, cofundador da Recoal, empresa especializada em tecnologias de captura e reaproveitamento de carbono. Haverá ainda painéis conduzidos pelos Institutos SENAI, apresentando exemplos práticos de aplicação de energias renováveis e planejamento integrado no setor produtivo.

Casos de sucesso na indústria catarinense
Empresas catarinenses também têm apresentado avanços na agenda de sustentabilidade. Em Brusque, a ZEN, do setor de autopeças, reduziu em 42% a intensidade de suas emissões entre 2021 e 2024, resultado de um plano de mitigação e investimentos de R$ 150 milhões em modernização industrial e tecnologias limpas.

A IPEL, de Indaial, implantou um sistema inovador de aeração por ar difuso em sua estação de tratamento biológico, obtendo ganhos energéticos entre 20% e 40% e maior estabilidade operacional. Já a Nidec, em Joinville, alcançou neutralidade de carbono, operando 100% com energia renovável e sem envio de resíduos a aterros.

Presença catarinense na COP 30
A COP 30, realizada de 10 a 21 de novembro em Belém, reúne representantes de 140 países para discutir políticas climáticas e estratégias de neutralidade de carbono. Entre as empresas brasileiras presentes está a JJG Carbon, de Pinhalzinho (SC), especializada em projetos de crédito de carbono.

A companhia desenvolve o projeto Fazenda Santana, que preserva 3,6 mil hectares de floresta amazônica. Certificado pela LUXCS e registrado em blockchain na Polygon, o projeto segue metodologia LCS003 e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 13 e 15), reforçando o papel do Brasil na preservação ambiental e no combate às mudanças climáticas.