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A repercussão do “Caso Antídio”; Fabrício Oliveira vai liderar as conversas com outros partidos; Os bastidores do encontro do governador com deputados do MDB entre outros destaques

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Eu havia decidido não prosseguir com o assunto do “Caso Antídio Lunelli”, pois, a ideia não é a de explorar. Fiz o trabalho, noticiei, ponto, agora cabe aos órgãos responsáveis. Mas, devido a algumas manifestações, cabe algumas colocações.

Quando eu tive acesso aos documentos, fiz uma profunda reflexão sobre a divulgação, ou não, de um caso que deve chocar a todos nós, seja pelo sim, ou pelo não. Pelo menos duas grandes lideranças que me aconselham, chegaram a ponderar para que eu não divulgasse, não querendo abafar, mas por saberem do alto de suas sabedorias e, de fato, são sábios, que para algumas pessoas eu seria mal interpretado. Que bom, que foi para uma minoria, mas fui.

O fato é que duas questões me fizeram tomar a decisão de divulgar. Primeiro, o acesso aos documentos oficiais, ou seja, tudo o que divulguei não saiu da minha cabeça, não criei na imaginação, tudo o que foi divulgado teve como base documentos oficiais como o Boletim de Ocorrência, o Auto da Prisão em Flagrante Delito, Auto de Exibição e Apreensão, Auto de Qualificação e Vida Pregressa, Nota de Culpa entre outros documentos.

Segundo, conversei com algumas pessoas no decorrer do período. Duas pessoas na área jurídica me aconselharam e, com uma psicóloga, falei sobre o caso para entender como as pessoas pensam numa situação assim. Até mesmo com um colega experiente acostumado com grandes coberturas nacionais me aconselhei. E foi com este colega que, me veio o sentimento de que a divulgação deveria ser feita. Durante a conversa, eu confessei que uma das coisas que me preocupava em largar a informação, era justamente pelo fato de que Antídio tem família. Acontece que a resposta me deixou sem palavras: “E a família do menino, você não pensa também? ”, questionou o colega. De fato, neste momento tive uma certeza maior que, o que vale é o esclarecimento do caso.

Jornalismo se faz assim. É o nosso papel divulgar e interpretar os fatos, mas, também de denunciar quando temos provas para sustentar o que noticiamos.

As reações

Como se trata de um assunto delicado, as reações foram diversas, entre as quais, surpresa, choque, sentimento de reprovação ao suposto ato do prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), e até mesmo, teve quem ignorou totalmente a possibilidade de um menor de idade ter sido abordado pela Polícia, ao sair de um motel com Antídio, para pensar apenas em política. Alguns me acusaram de divulgar por algum interesse político, outros disseram que foi matéria paga, ou que recebi algo, aliás, terão que provar, além dos que partiram para as agressões verbais, possivelmente para defender os seus cargos públicos, empregos na iniciativa privada entre outros interesses. O fato em questão, não é a gestão de Antídio a frente da Prefeitura. Ele é sim um grande empresário com uma interessante história de vida e superação, além de ser um político que realmente gerou bons resultados em seu município, tanto que foi reeleito com 70,66% dos votos. Em momento algum, isso foi questionado. A matéria teve como foco, o fato relatado em Boletim de Ocorrência assinado por um delegado da Polícia Civil, ponto. Ser um bom político, ou não, não deve ser levado em conta frente a algo tão sério.

Baixaria

Teve quem considerou uma baixaria divulgar essa situação. É aí que os hipócritas saem dos esgotos e se revelam. Esses que classificaram como baixaria, são os mesmos que chamam muitos políticos de corrupto e ladrão. São os “defensores” da família, da moral e dos bons costumes, mas, quando há um Boletim de Ocorrência que aponta um fato grave, que foi o flagrante de um homem de 45 anos com um menor de 14, saindo de um motel, aí esse fato passa a ser irrelevante, essas pessoas ignoram o fato de que, não é uma situação para ser vista com normalidade e, passam a gritar contra o mensageiro, ignorando totalmente a mensagem. É uma revolta por conveniência, porque essas pessoas têm valores morais relativos que as fazem enxergar o certo e o errado, de acordo com os seus interesses, nada mais.

Não é política

Por fim, sempre é importante lembrar que a política deve ser deixada de lado em relação a esse assunto. É claro que a análise política é necessária, pois haverá desdobramentos, mas é preciso saber separar uma coisa da outra. Algumas pessoas ignoraram o fato de um menor ter sido flagrado na saída de um motel, com um homem de 45 anos, segundo o Boletim de Ocorrência. O foco principal desse assunto é a apuração do fato. Como jornalista, fiz o meu trabalho, agora, caberá ao Ministério Público e ao Judiciário. Quando esses se manifestarem, será divulgado neste espaço.

Documentos

Tenho todos os documentos relativos ao Caso Antídio, porém, não posso divulgá-los. Como se trata de uma ação envolvendo um menor de idade, é vedada a exposição da documentação relativa ao caso. Confira a minha manifestação no programa O Jogo do Poder nas rádios Jovem Pan News de Florianópolis e Criciúma:

Impacto político

Várias pessoas me questionaram sobre os impactos políticos de toda essa situação envolvendo o prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli. O fato é que sim, uma situação grave como essa gera um abalo político e, o prefeito terá que provar que não existiu, o que os documentos da Polícia Civil mostram que aconteceu, para tentar se recuperar e seguir como um pré-candidato confiável ao MDB. Por outro lado, não vejo no senador, Dário Berger, um grande vencedor disso tudo. A verdade é que boa parte do partido demonstra que não o quer, portanto, com ou sem Antídio, Dário ainda terá dificuldade. Já Celso Maldaner, as bases não avaliam a possibilidade de sua candidatura, talvez como vice, mas não na cabeça de chapa.

O café

Ontem o café da manhã na Casa D’Agronômica entre o governador, Carlos Moisés da Silva (sem partido), e a bancada do MDB na Assembleia Legislativa, deu alguns passos à frente, mas, sem uma definição. Acontece que a estratégia do presidente estadual dos emedebistas, Celso Maldaner, de antecipar a definição das regras para as prévias, um dia antes do encontro, praticamente deixou os parlamentares sem poder encaminhar qualquer definição. Eles conversaram com Moisés, mas explicaram que, antes de uma nova conversa, será necessário resolver antes, as questões internas no MDB.

As questões

A Bancada do MDB na Assembleia Legislativa, que defende candidatura própria ao Governo do Estado e consulta prévia às bases do partido, informou através de nota que reagiu com surpresa e perplexidade, à monocrática decisão sobre regras impostas para as eleições deste ano. Os deputados entendem que o diálogo em instâncias como a Executiva e o Diretório Estadual, bem como, com lideranças no Congresso Nacional, ex-governadores, prefeitos e vereadores foram ultrapassados, com evidente prejuízo aos interesses de segmentos partidários. “É no mínimo antidemocrática a iniciativa de um dos candidatos à prévia subscrever e ditar regras, sem consultar ninguém”, diz a nota.

Anulação

A bancada estadual do MDB quer a imediata anulação dos critérios da resolução assinada pelo presidente do Diretório Estadual, Celso Maldaner. Os parlamentares afirmam que não aceitarão imposições. “A fim de que seja restabelecida a democrática via de debate interno, marco histórico da trajetória do MDB catarinense”, diz a nota. Um deputado chegou a afirmar que ao invés de cumprir com o papel de apaziguador por ser o presidente, Maldaner tem agido mais como um incendiário.

Somente no MDB

Durante o café com a bancada emedebista, o governador Carlos Moisés (sem partido), voltou a falar em indefinição sobre o seu futuro partido. Por outro lado, ouviu dos deputados emedebistas que eles somente aceitam apoiá-lo, se ele se filiar ao MDB. “Hoje é isso, está fora de questão apoiá-lo em outro partido”, afirmou um parlamentar.

Fabrício vai liderar

O Podemos reuniu as suas principais lideranças no estado, em um encontro que durou cerca de duas horas e meia, ontem à noite, em Balneário Camboriú. Na ocasião foi apresentada uma pesquisa interna que mostra viabilidade da pré-candidatura do partido ao Governo do Estado. Ao final, ficou definido que o prefeito de BC, Fabrício de Oliveira, que é pré-candidato a governador, será o interlocutor para a construção das alianças com vistas às eleições de outubro. Entre as lideranças que estiveram no encontro, destaque para os prefeitos de Blumenau, Mário Hildebrandt; de Palhoça, Eduardo Freccia; de Mafra, Emerson Maas, além do presidente estadual, Camilo Martins, o presidente de honra, Paulinho Bornhausen, e o deputado federal, Rodrigo Coelho e estadual, Laércio Schuster.

Esquerda se reúne

A autointitulada Frente Democrática, que reúne os partidos do PT, PDT, PSB, PCdoB, Psol, PV, Solidariedade e Rede realizou nova reunião em Lages, dando continuidade a construção de um projeto de governo no que definem como campo Popular Democrático para Santa Catarina. O presidente do PT, Décio Lima, pré-candidato ao governo, destacou que a cada reunião as lideranças partidárias reafirmam o apoio à Frente. “Momento histórico que os partidos de esquerda vivem com a unidade em torno de um projeto de governo em Santa Catarina e nacionalmente com os pré-candidatos Lula e Ciro”, afirmou. A próxima reunião da Frente acontecerá em Blumenau.

Ação contra Moisés

O deputado estadual, Ivan Naatz (PL), proponente e relator da CPI dos Respiradores, ingressou na justiça com Ação Popular contra o governador, Carlos Moisés da Silva (sem partido), pedindo o ressarcimento dos danos financeiros ao Estado. “Em defesa do patrimônio público, da moralidade e da legalidade dos atos administrativos”, escreveu na petição. A ação já tramita na Vara da Fazenda Pública de Florianópolis e inclui o Estado de Santa Catarina em função de ter arcado com os gastos públicos de R$ 33 milhões para compra dos respiradores, pagos de forma antecipada e até hoje sem garantia de entrega. Além disso, Naatz também solicitou, de forma liminar e cautelar, o bloqueio dos bens de Moisés, até o limite do dano causado.

Estevão a estadual

Antes pré-candidato à Câmara Federal, o deputado estadual Felipe Estevão mudou de ideia e, disputará a reeleição à Assembleia Legislativa. Ele foi aconselhado a se fortalecer com mais um mandato na Alesc, para depois tentar uma vaga à Câmara.

Pavan

Ontem também entrevistei no programa O Jogo do Poder, o ex-governador Leonel Pavan (PSDB). Confira:

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