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Situação limite fez Moisés endurecer as medidas contra o Coronavírus; As demais medidas pelo Estado entre outros destaques

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O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) entendeu que, ou tomava uma atitude mais dura em relação a circulação de pessoas no estado, ou teria em suas costas a responsabilidade pelo que poderia acontecer nos próximos dias, frente ao cenário de caos nos hospitais de todas as regiões.

Alertado pelo secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, que foi muito claro ao afirmar ainda na manhã de ontem, que a pandemia havia deteriorado o estado todo e, que a exemplo do que acontece no Oeste, que toda Santa Catarina estava entrando em colapso, o governador não viu alternativa, teve que endurecer as medidas.

Vale destacar que Ribeiro já era favorável a uma paralisação. Uma fonte relatou que ele temia que o Estado chegasse a situação atual, porém, valeu num primeiro momento a defesa de alguns setores pelo não fechamento. Isso fez com que Moisés não fizesse o que os técnicos de seu governo recomendavam, que era uma restrição mais dura.

Ainda durante o dia de ontem, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina (COSEMS/SC), criticou através de nota as medidas brandas, conforme a coluna já havia destacado no dia anterior. “Que as condições atuais de estoque de insumos, falta de RH por adoecimento físico e mental, medo, e esgotamento da disponibilidade no mercado justificam medidas tão ou mais duras que as tomadas em março de 2020, quando a pandemia era esperada”, diz a nota

O fato é que apenas dois finais de semana, ainda não serão capazes de frear um vírus tão ágil e perigoso como o Coronavírus. O que se espera, é que na próxima semana a situação não se agrave de tal maneira, que aí sim o governador tenha que adotar medidas que já poderiam estar sendo tomadas neste momento. Estamos falando de vidas, e a vida vale mais do que qualquer coisa.

 

Medidas

Vários municípios do Estado estão tomando medidas para reduzir a circulação de pessoas. A maioria segue o decreto assinado na quarta-feira pelo governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), com pequenas mudanças. Chapecó, Xanxerê e Xaxim no Oeste optaram pela paralisação de serviços não essenciais. Em Joinville o prefeito Adriano Silva (Novo) é contra o fechamento do comércio, mas limitou o acesso aos supermercados para uma pessoa, além da proibição aos estabelecimentos que realizam eventos, de venderem alimentos e bebidas. Já em Itajaí está proibido o acesso às praias e as aulas presenciais estão suspensas. De acordo com o prefeito, Volnei Morastoni (MDB), apenas 25% de ocupação no comércio, shoppings e supermercados está autorizada. O Hospital Marieta Konder Bornhausen está com quase 96% de ocupação dos leitos de UTI, sendo que ontem haviam apenas três livres.

 

Em Joinville

O Comitê de Crise formado em Joinville pelo prefeito Adriano Silva (Novo), conseguiu junto ao Governo do Estado mais quatro leitos para o Hospital Bethesda. Ao todo são 34 leitos de UTI e o número não foi maior, pela falta de estrutura física e de profissionais. Todos os pacientes com outras enfermidades, ou que tinham cirurgia marcada, terão que desocupar os leitos.

 

Alerta em BC

Em Balneário Camboriú a ocupação de leitos chegou a 90%, sendo que, de acordo com o prefeito Fabrício Oliveira (Podemos), apenas 30% são ocupados por munícipes, sendo que a maioria são pacientes de outras localidades. Oliveira ficou de conversar com o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, para tentar abrir mais leitos.

 

Defende o fechamento

Ontem o deputado estadual Moacir Sopelsa (MDB) entrou em contato comigo, para apoiar a decisão do Governo do Estado, de endurecer as restrições para reduzir os contágios pelo Coronavírus. “É preciso pensar nas vidas, precisamos apoiar essas medidas”, afirmou. Sopelsa teme que ocorram casos em Santa Catarina, como ocorreu com uma parente na Itália, que acabou sendo preterida pelos médicos que optaram por salvar um paciente mais jovem, devido à falta de leito.

 

Multas em Lages

Ontem o prefeito de Lages, Antônio Ceron (PSD), decidiu endurecer as multas para quem não usar máscara. As pessoas que forem pegas descumprindo a determinação, pagarão uma multa de R$ 2.100, enquanto que os estabelecimentos que não obedecerem pagarão R$ 21 mil por dia. Os serviços não essenciais devem fechar às 21h. O parque Jonas Ramos, conhecido como “Tanque”, está fechado, e o acesso ao Morro da Cruz somente pode ser feito a pé.

 

Ajuda ao Oeste

O Ministério da Saúde anunciou o envio da Força Nacional do SUS a Xanxerê, para ajudar no enfrentamento do colapso do sistema de saúde causado pela Covid-19. Além disso, o Ministério da Saúde afirmou que enviará também dez respiradores para atender pacientes com a doença. A informação foi dada pelo Ministério da Saúde ao senador catarinense Jorginho Mello (PL), que tomou café da manhã com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), quando falou sobre o assunto. Segundo informações preliminares do Ministério da Saúde, o auxilio deve chegar a Xanxerê a qualquer momento.

 

Parceria frutífera

Em São José o prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD) e o vice Michel Schlemper (MDB), ambos ex-vereadores, tem mantido uma relação estreita com a maioria da Câmara Municipal. Prova disso, foi a destinação nesta semana de R$ 1 milhão pelos vereadores para a Prefeitura investir no Programa de Recuperação Econômica Avança São José. Quem está à frente do plano é o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Fett, que usará o recurso num programa de crédito produtivo aos micro e pequenos empreendedores do município, afetados pela pandemia. A meta do programa é emprestar R$ 100 milhões ainda esse ano.

 

Câmara de Florianópolis

O presidente Roberto Katumi (PSD) e a Mesa Diretora em reunião na noite de ontem, suspenderam as atividades na Câmara Municipal de Florianópolis na próxima semana, devido ao agravamento dos casos de COVID-19 na capital. O Poder Legislativo permanecerá em regime de plantão e em trabalho home office.

 

Restrições na Alesc

O atendimento ao público externo no Palácio Barriga Verde ficará suspenso até o dia 12 de março. Ontem o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro De Nadal (MDB) se reuniu com os demais membros da mesa diretora. Eventos, sessões especiais e solenes estão suspensas até nova deliberação. O limite de acesso aos gabinetes será de até três colaboradores, cabendo à Chefia de Gabinete da Presidência e Casa Militar a autorização em casos excepcionais. Já os setores administrativos do Poder Legislativo deverão fazer rodízio de colaboradores. “Algumas dessas medidas não são novas, já estavam acontecendo em momento oportuno aqui dentro do Parlamento Catarinense, mas em virtude da situação que estamos enfrentando é necessário que elas sejam retomadas”, destacou o presidente.

 

Controle

Uma novidade é que a Assembleia Legislativa aumentará o controle das atividades dos servidores. Aqueles que estiverem em trabalho remoto ou que tenham sido dispensados do ponto por se enquadrarem em grupos de risco para a Covid-19, não poderão, durante o horário regular de trabalho, comparecer em lugares que não sejam essenciais, sob pena de medida disciplinar.

 

Distribuição de policiais

A distribuição aos municípios dos 500 novos policiais militares convocados pelo Governo do Estado, esteve no foco dos debates realizados durante a sessão de ontem da Assembleia Legislativa. Atendendo a um requerimento dos deputados Sargento Lima (PSL) e Kennedy Nunes (PSD), foi aprovado um pedido para que o coronel Charles Alexandre Vieira, que preside o Colegiado Superior de Segurança Pública e Perícia Oficial, compareça ao parlamento para falar sobre o planejamento. Lima e Kennedy se disseram surpresos diante das supostas discrepâncias para o destacamento dos efetivos entre as Regiões de Polícia Militar. Como exemplo, Lima citou que a 3ª RPM, sediada em Itajaí, receberá 79 policiais, enquanto a 17ª RPM, que atende Joinville, receberá sei profissionais. Para eles, acima dos critérios objetivos, pode estar ocorrendo favorecimento político, uma vez que algumas das cidades beneficiadas seriam bases eleitorais de nomes ligados à estrutura do governo.

 

Policiais para o Oeste

A deputada estadual Luciane Carminatti (PT), diz que fez um levantamento e que o Grande Oeste está abandonado e que é injustiçado. “Lá não enxergamos as estruturas de segurança pública como Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil. Precisamos, de fato, fazer um estudo disso, ver quais os critérios de distribuição”, afirmou.

 

Rodovias

Foram aprovadas na comissão de Infraestrutura do Senado Federal, duas emendas que vão beneficiar duas das principais rodovias de Santa Catarina. A BR-470 deve receber R$ 123, 20 milhões. Já a BR-163, o valor de R$ 100 milhões. Esses recursos foram oriundos de emendas de comissão dos senadores Esperidião Amin (Progressistas) e Dário Berger (MDB).

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