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O presidente da Assembleia Legislativa Mauro De Nadal (MDB) terá um grande desafio no aproximar do segundo semestre. As movimentações partidárias em ano pré-eleitoral, exigirão uma grande habilidade para manter a harmonia da casa frente aos interesses de cada partido.
O primeiro teste já começará na formação das presidências das comissões. Segundo um acordo realizado previamente, a deputada Luciane Carminatti (PT) deve comandar a Comissão de Educação, porém, o deputado Bruno Souza (Novo) lançou o nome de Ana Caroline Campagnolo (PSL), que mesmo sendo pega de surpresa, aceitou o desafio. Neste caso os deputados ficarão em meio a uma disputa ideológica o que deve gerar um grande risco para as duas partes, afinal, quem perder sairá enfraquecida do processo.
Outra disputa que começa a se desenhar é entre o deputado Marcos Vieira (PSDB) e o MDB pela Finanças. Há alguns anos o tucano preside a comissão, mas agora os emedebistas se interessaram e tem deputado do partido que defende o lançamento de um nome. Aparentemente o único ponto pacificado até o momento é a Comissão de Constituição e Justiça, que deve ser presidida por Milton Hobus (PSD).
Se por um lado as disputas começarão aos poucos a se desenhar, ao mesmo tempo os alinhamentos vão aparecendo. O PSL manteve o bloco com o PL sendo um indicativo de que alguns parlamentares bolsonaristas estarão com o senador Jorginho Mello (PL), que deseja disputar o Governo do Estado. Agora, uma aproximação que gera curiosidade é a do MDB e do Progressistas com o governador. Ambos os partidos têm pré-candidatos fortes à Casa D’Agronômica, e se lá na frente Carlos Moisés da Silva (PSL) decidir ser candidato, vão se afastar e sair do governo?
Uma fonte me disse que o clima de harmonia na Alesc automaticamente começará a mudar, na medida em que os partidos começarem a mostrar as caras de seus projetos. A grande questão é a dose dos possíveis enfrentamentos que poderá determinar um afastamento definitivo entre alguns partidos, ou a manutenção de uma porta aberta para um alinhamento mais à frente. Um casamento que deve entrar no jogo segundo algumas lideranças, terá a formação de uma ampla aliança entre o PSD, PSDB e Democratas, que neste momento, não tem deputado no parlamento catarinense, mas tem o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que é cotadíssimo para a disputa estadual. Se realmente confirmar, seria o embrião de uma nova superaliança estadual?
Sputnik V para SC
A Federação Catarinense de Municípios (FECAM) assinou um protocolo de intenções com a Câmara Brasil-Rússia na manhã de ontem. O objetivo é desenvolver relações econômicas e financeiras, porém, o principal interesse dos municípios é pela compra da vacina Sputnik V, fabricada pelo Instituto russo Gamaleya, para imunização contra à COVID-19. A formalização da parceria foi conduzida pelo presidente da Fecam, prefeito de Araquari, Clenilton Pereira (PSDB), com a participação virtual do presidente da Câmara Brasil-Rússia, Gilberto Ramos, e com a participação do senador, Dário Berger (MDB).
Bolsonaro em SC
O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) esteve em Santa Catarina e demonstrou que aqui no estado, mantém a sua força política ao conseguir aglomerar deputados, senadores e demais lideranças em seu entorno. O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) também esteve entre os que queriam ficar perto de Bolsonaro. Recebeu o presidente na chegada com um forte aperto de mão e fez um discurso de reconciliação. O problema é que Bolsonaro desconfia até da sombra e, uma vez que alguém entra em rota de colisão com ele, é difícil mudar a relação. O encontro foi amistoso e o governador acerta ao tentar, pelo Estado, manter uma boa relação com Bolsonaro, agora, dizer que há uma reaproximação com o capitão, aí já são outros quinhentos.
Discurso
Em determinado momento de seu discurso, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL), disse que ele e o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), foram eleitos sob a mesma bandeira. Neste caso o governador precisa clarear, pois, desde o início se afastou das pautas conservadoras de Bolsonaro e chegou a criticar alguns posicionamentos do presidente e de seus seguidores. Se Moisés optar por mudar o seu posicionamento somente para se reaproximar de Bolsonaro, corre o sério risco de perder o discurso de vez e alguns apoios na Alesc.
Napoleão defende união
O ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, entrou em contato para informar que mantém o seu apoio ao deputado estadual, Milton Hobus, para que permaneça na presidência estadual do PSD. Contrariando as informações de bastidores, Napoleão disse que nunca teve qualquer conversa sobre substituições na executiva estadual pessedista. “Sigo firme, no meu trabalho voluntário junto ao PSD, com toda disposição para, passo a passo, degrau a degrau, com pé no chão e humildade, e em harmonia com a base e a direção partidária, construir a condição para minha participação na eleição majoritária”, disse Napoleão, que ao lado de Raimundo Colombo e de Milton Hobus, é cotado para disputar o Governo do Estado. Ambos têm a bênção do ex-governador, Jorge Bornhausen, mentor de um futuro projeto estadual.
Na iniciativa privada
Enquanto se prepara para o projeto do PSD para o próximo ano, o ex-prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, segue nas atividades no setor privado como professor universitário e advogado. Ele está em fase de conclusão do doutorado em direito e, afirma que voluntariamente, sem cargo ou função, tem buscado construir o fortalecimento do PSD.