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Para o presidente estadual do MDB, deputado federal Celso Maldaner, o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL) acabou, pelo menos foi o que ele disse de forma enfática ontem em Chapecó, à colega Raquel Lang no programa Estúdio Condá.

O líder emedebista criticou o Governo do Estado pela demora no repasse de recursos, destinados pelo Governo Federal aos hospitais e municípios, fato já noticiado pelo SCemPauta e, que inclusive, já foi motivo de abertura de inquérito a mando do promotor de justiça, Luciano Trierweiller Naschenweng, para apurar a situação.

Ao ser questionado por Raquel se Moisés mais acertou do que errou, Maldaner disse que a unificação do discurso com a prática não aconteceu, além disso, ressaltou que a decisão tomada pelo governador no dia 17 de março, quando iniciou o isolamento social, foi um erro.

Segundo o deputado, algumas regiões ficaram 60 dias sem nenhum caso de Coronavírus, lembrando que o governo teve no mesmo período, tempo para providenciar o que precisava. “Alegam que foi no desespero que cometeram falhas, mas não tem desculpa. O preço que o governador vai pagar é muito alto, não tenho dúvida nenhuma. Hoje ele está nas mãos dos 40 deputados estaduais, tanto o governador, quanto a vice-governadora”, afirmou.

Não satisfeito, Maldaner foi além, destacando que o caso Veigamed foi muito grave, tanto, que para ele o atual governo já é página virada, pois já acabou. Também de acordo com o emedebista, a decisão dos 9 parlamentares da bancada de seu partido na Alesc, terá que ser respeitada. “Eu quero dizer que se o governador tiver envolvido e se ele sabia do que estava acontecendo, ele vai ser cúmplice. Eu sempre digo que não há impeachment só jurídico”, explicando que se a população apoiar o fim do atual governo, que os deputados não irão contra a vontade do povo.

Por fim, Celso Maldaner voltou a dizer que o governo de Moisés passa por uma situação muito difícil, e se for o que a população quer, no caso, o impedimento, que os 40 deputados terão que fazer.

As declarações do presidente estadual do MDB, tem um peso muito maior do que o próprio Maldaner poderia imaginar. Reflete o que pensa a maior bancada do parlamento e, mais, o seu partido que não quer mais conversa com o governador.

Esse posicionamento também revela a temperatura na Alesc, que não mira somente em Moisés, mas também na sua vice Daniela Reinehr (sem partido).

 

CPI dos Respiradores

Acontece hoje mais uma reunião da CPI dos Respiradores na Assembleia Legislativa. Como Fábio Guasti não aceitou o convite, o dia será de avaliação das respostas enviadas pelo governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), às 15 perguntas enviadas pela comissão. Uma fonte me disse que ao contrário do que previa o relator, Ivan Naatz (PL), não será possível concluir os trabalhos ainda neste mês, ficando para o início de agosto a apresentação do relatório.

 

Pazuello em SC

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, chega amanhã a Santa Catarina. Hoje ele cumpre agenda no Rio Grande do Sul. O desembarque de Pazuello na Base Aérea em Florianópolis, está previsto para às 09h45. Ele deve se dirigir a um hotel da capital e às 11h vai para a Casa D’Agronômica, onde se reunirá com o governador, Carlos Moisés da Silva (PSL) e alguns secretários. Eles almoçam no local e, às 14h30, está prevista uma coletiva. Pazuello também conhecerá o Centro de Operações de Emergência em Saúde, instalado na Defesa Civil e, ainda terá um encontro com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), com o presidente da Fecam, o prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini (MDB), e representantes do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde.

 

Coronavírus

Até agora, Santa Catarina empenhou R$ 278 milhões em despesas para combater a Covid-19, dos quais R$ 162 milhões já foram liquidados. Os números foram apresentados ontem em audiência pública virtual da Comissão Especial, que acompanha os gastos do Estado com a pandemia. Por mais de duas horas, prefeitos, Ministério Público Estadual, Federação Catarinense de Municípios (Fecam), deputados e entidades ligadas à administração de hospitais filantrópicos, se encontraram virtualmente, sob a mediação do deputado Marcos Vieira (PSDB), presidente da Comissão, para questionar e apresentar queixas e sugestões aos secretários de Estado da Fazenda, Paulo Eli, e da Saúde, André Motta Ribeiro. Ficou definido que uma nova audiência será feita no dia 3 de agosto para avaliar a situação do combate à pandemia e os avanços prometidos pelo Governo do Estado.

 

Medidas

De acordo com o secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, toda a estrutura do Estado está voltada para o enfrentamento da Covid-19 e, suas principais fontes de recursos são o congelamento da folha salarial; refinanciamento da dívida pública de maio até dezembro com BNDES e União; e ajuda direta do Governo Federal de R$ 1,42 bilhão.

 

Leitos de UTI

A ampliação do número de leitos de UTI foi um dos principais questionamentos dos prefeitos que participaram da audiência. Gean Loureiro (DEM), de Florianópolis, Antônio Ceron (PSD), de Lages, e Joares Ponticelli (Progressistas), de Tubarão, reivindicaram maior agilidade na habilitação destes leitos para atender à demanda. “Estamos abandonados. O Estado fala muito e age pouco”, reclamou Ponticelli. “Quando o secretário ainda era o Helton Zeferino, a secretaria divulgou que o hospital de Laguna seria referência, mas até agora nada. O André nos visitou, mas não trouxe nada de concreto”, completou. “Precisamos tratar o problema de forma preventiva, não só a consequência”, afirmou Loureiro, para quem o Estado deveria destinar mais recursos para a atenção básica como forma de evitar o agravamento da doença.

 

Diálogo

O vice-prefeito de Joinville, Nelson Coelho (Patriotas), reclamou da falta de diálogo entre governo e municípios. “O que mais deixa perplexo é a falta de diálogo com os prefeitos. Estão sendo pouco ouvidos. O Estado tem participado pouco das estruturas. O secretário fala e parece um mundo perfeito e, não está assim na ponta”, disse Coelho, que teve a concordância do presidente da Fecam, o prefeito de Major Vieira, Orildo Severgnini (MDB). “Os municípios não foram chamados para o diálogo. A Saúde tem muitas ferramentas, mas atuação com os municípios é insignificante”, completou.

 

Importância da gestão

Em nome do Ministério Público, o procurador-geral de Justiça, Fernando Comin, destacou a importância da gestão dos serviços de saúde. “O sucesso ou não do controle depende da gestão dos serviços de saúde e sabemos que há empenho de todos”, afirmou. Ele fez uma lista de sugestões e observações a respeito do combate à pandemia, ressaltou que é permitida a contratação temporária para resolver problemas de recursos humanos e, fez um alerta a respeito da falta de medicamentos, que já seria objeto de atenção da Secretaria da Saúde, além do déficit de leitos de UTI.

 

Sem UTI disponível

A direção do Hospital de Timbó, que é referência para mais de 300 mil habitantes para o tratamento de pacientes com Covid, está com 100% da sua capacidade ocupada nas UTIs. De acordo com uma fonte ligada ao hospital, há espaço para mais 10 UTIs, porém, o Estado até o momento não enviou os equipamentos necessários e prometidos, para a instalação.

 

Transporte pede socorro

Por iniciativa do deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB), aconteceu ontem uma videoconferência com representantes dos setores de transporte público das cidades, além do intermunicipal e interestadual. Ao todo 1417 empresas e mais de 30 mil funcionários segundo os representantes da categoria, estão sendo afetados com grande risco de demissões. Os secretários de Estado da Fazenda, Paulo Eli, e Thiago Vieira da Infraestrutura e Mobilidade também participaram. De acordo com Cobalchini, será criado um grupo de trabalho que construirá uma pauta que inclui crédito às empresas, a gratuidade no transporte coletivo e o preço do diesel. “Até amanhã será criado esse grupo que terá indicados da Alesc, do Governo do Estado e das empesas.

 

Recursos para a Saúde

O deputado federal Hélio Costa (Republicanos) destinou mais R$ 9 milhões aos municípios catarinenses para o combate ao Coronavírus. Com este repasse, o parlamentar contabiliza R$ 17 milhões de recursos para a Saúde do Estado em 2020. “Os números serão ainda maiores e passarão dos R$ 20 milhões até o final do ano”, informou o parlamentar. A verba é extraorçamentária e já está na conta do Fundo Municipal de Saúde de 20 cidades catarinenses. As prefeituras contam com este reforço financeiro para o custeio de Média e Alta Complexidade (MAC) e Piso de Atenção Básica (PAB).

 

Mais um nome

O vereador Gui Pereira é pré-candidato a vice-prefeito de Florianópolis. Ele conseguiu a indicação de seu partido, o PSC, e o apoio dos pastores ligados ao partido. “Estou na fila também, mas de maneira muito modesta e o apoio evangélico. Sempre construí minha carreira com muita transparência”, afirmou. Fontes afirmam que a preferência do PSC neste momento, seria de coligar com Gean Loureiro (DEM).

 

Pawlick na OAB-SC

O presidente da Aprasc será recebido hoje pelo presidente da OAB-SC, Rafael Horn. João Carlos Pawlick, representante máximo dos praças de Santa Catarina, vai levar algumas propostas para a entidade representativa dos advogados do Estado. Além das inúmeras demandas judiciais que a Aprasc enfrenta, em nome dos policiais e bombeiros militares, representadas pelo advogado chefe da entidade, Leonardo Borchardt, Pawlick busca estreitar os laços com o presidente da OAB na defesa dos pleitos político/institucionais dos praças junto ao governo, Alesc e principalmente com Tribunal de Justiça e Ministério Público. “São mais de 14,5 mil praças em Santa Catarina e, eles precisam ter suas reclamações ouvidas nos corredores e caminhos da justiça do Estado”, afirmou Pawlick.

 

Na coluna exclusiva aos assinantes

Fontes afirmam que Gelson Merisio quer disputar possível eleição indireta ao Governo do Estado

 

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