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Responsável pelo pagamento à Veigamed apresenta novidade na CPI; Depoimento de Amândio não trouxe nada de novo; Encontrada uma solução para as emendas impositivas entre outros destaques

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O depoimento do ex-gerente de Execução Financeira da Secretaria de Estado da Saúde, o capitão Tyago da Silva Martins, levou alguns elementos novos à CPI dos Respiradores na Assembleia Legislativa. Foi ele quem fez o pagamento dos R$ 33 milhões para a Veigamed. Segundo o ex-servidor, todo mundo no setor da Saúde sabia que o pagamento era antecipado e, que a certificação da nota fiscal foi somente parte do cumprimento do rito no sistema para que os depósitos fossem liberados.

Martins revelou que o mesmo procedimento foi realizado por várias vezes, a exemplo das compras de respiradores com a empresa Edera, antes do fechamento com a Veigamed. “No dia 1º de abril, recebi a solicitação do pagamento da Veigamed. Eram duas notas, o valor chamou a atenção. Perguntei se tinha que pagar, falaram que sim. O José Florêncio falou que a Márcia (Pauli) disse que tinha que pagar, senão não entregariam os respiradores. Esse era o contexto: ou pagava a nota, ou a empresa não entregava”, relatou.

O que gerou surpresa aos deputados da CPI, foi o relato de Martins que no dia 7 de abril, ou seja, seis dias após o depósito adiantado e sem garantia para a Veigamed, que foi comunicado pelo Banco do Brasil da existência de compras fraudulentas e suspeitas de produtos na China. Ele disse ter comunicado ao ex-servidor José Florêncio que por sua vez, repassou a informação ao seu superior no setor. De acordo com os parlamentares, se no mesmo dia tivessem sido tomadas as providências, o dinheiro já poderia ter sido recuperado em sua totalidade.

O depoente disse que entre o dia 8 ou 9, pediu a sua exoneração, por ter notado que errou. Tentou justificar que assumiu a responsabilidade para ele no momento do pagamento, devido ao valor, mas não disse o motivo de não ter denunciado a fraude quando deixou o cargo. Também de acordo com ele, houve a indução da Márcia Pauli e de José Florêncio que mandaram que o pagamento fosse feito.

 

Sem novidade

Ao contrário de toda expectativa colocada por algumas lideranças, o depoimento do ex-secretário de Estado da Casa Civil, Amândio da Silva Júnior, não trouxe grandes novidades. Por hora, a montanha pariu um rato, pois Amândio respondeu sobre a sua relação com Samuel Rodovalho, Sandro Yuri Pinheiro que foi o seu braço direito nas duas passagens que teve pelo governo, e com Márcio Mendonça que é empresário. De acordo com o ex-secretário, a videoconferência citada na semana passada na CPI, em que ele participou junto com Yuri, Rodovalho e Mendonça, foi restrita ao campo profissional, pois viram uma boa oportunidade de negócio junto a iniciativa privada para a implantação de um drive thru para testes do Coronavírus, porém, devido ao preço dos produtos decidiram que não valeria a pena. Amândio reiterou que não ocupava cargo no Governo na data em que houve a conversa.

 

Saída

O ex-chefe da Casa Civil, Amândio da Silva Júnior, relatou que após o aparecimento da videoconferência  e a exposição que esse fato lhe causou, que a sua família pediu para que ele saísse do governo de Carlos Moisés da Silva (PSL). Ele também informou que sua mãe está doente, enfrentando um câncer e que ela mesma pediu para que ele não ficasse no cargo no Estado. A versão de Amândio é que ele ligou para o governador para pedir a sua exoneração. Acontece que de dentro da Casa D’Agronômica a informação é outra. Preocupado com um novo desgaste na Casa Civil, Moisés se antecipou ao depoimento de Amândio à CPI e o exonerou.

 

Escolha com calma

Fontes ligadas a Casa D’Agronômica dizem que o nome do novo secretário de Estado da Casa Civil será definido com calma. Por hora, Juliano Chiodelli ficará à frente da secretaria, mas sem tinta na caneta e nem autorização para articular. A pergunta que fica é a seguinte: realmente estão sendo observados nomes com calma, ou está difícil encontrar quem aceite tamanho desafio?

 

E o Mahatma?

Lideranças políticas do Estado afirmam que a contratação do Hospital Mahatma Gandhi para a instalação de um Hospital de Campanha, teria que ser investigada, mesmo com a anulação do contrato. O entendimento é que o caso revelaria relações atípicas do poder público com setores da iniciativa privada ligada a saúde, além da participação de lideranças políticas do Estado num processo que se tornaria uma das maiores fraudes da história de Santa Catarina.

 

Mahatma no RJ

O mesmo modus operandi de Santa Catarina, serviu para que o Hospital Espírita Psiquiátrico Mahatma Gandhi, da cidade de São Carlos no interior de São Paulo, vencesse uma licitação para administrar o Instituto Estadual do Cérebro no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público carioca, há fortes irregularidades no processo licitatório que contou com uma interferência ilegal para beneficiar a proposta do Mahatma, causando R$ 10 milhões de custo a mais ao erário público. Acontece que a proposta da OS Pró-Saúde ficou em primeiro lugar, mas foi desclassificada quando o Estado exigiu o Certificado de Registro Cadastral, que não constava no edital. O fato é que o Mahatma tem se mostrado uma OS de muita sorte, pois mais um concorrente em processo licitatório acabou sendo eliminado do certame de forma no mínimo estranha.

 

Hobus se manifesta

O deputado estadual, Milton Hobus (PSD), através de nota se disse surpreendido na manhã de ontem com uma operação do Gaeco em seu gabinete na Assembleia Legislativa. “Até o presente momento o parlamentar não foi informado sobre os motivos da investigação, apenas de que trata-se de uma questão eleitoral. Assim que tiver acesso aos autos, prestará todas as informações para que os fatos sejam completamente esclarecidos. Na certeza de que as investigações mostrarão a verdade, o deputado reafirma seu respeito às instituições e a sua permanente disposição de colaborar com as autoridades” – Assessoria do deputado Milton Hobus

 

De Nadal comemora

O deputado estadual Mauro de Nadal (MDB) está comemorando a implantação do Porto Seco em Dionísio Cerqueira, que será anunciado em breve pelo Governo do Estado. A obra estimada em R$ 10 milhões foi uma conquista do parlamentar junto ao secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli. Fora o benefício para a região Oeste e Extremo-Oeste que é indiscutível, estaria o Governo agindo para formar a maioria na Assembleia Legislativa? Afinal, desde domingo à noite quando Paulo Eli foi habilitado para assumir a interlocução com a Alesc, enquanto não se define o novo secretário da Casa Civil, essa tem sido a forma de agir do agora supersecretário.

 

Emendas impositivas

O líder do MDB na Assembleia Legislativa, o deputado Luiz Fernando Vampiro apresentou ontem, uma solução para o impasse da transferência de emendas parlamentares impositivas ao orçamento estadual que destinam recursos aos municípios catarinenses. Foi aprovado em plenário, um projeto substitutivo global à proposta original do governo, com solução que permite transferência especial direta de recursos do Estado aos municípios, sem necessidade de convênio ou plano de trabalho, burocracia que criava entraves ao destino proposto pelos deputados. O governo se compromete a iniciar o pagamento parcelado de cerca de mil emendas represadas que somam mais de R$ 230 milhões, especialmente para educação, saúde e agricultura. O projeto vai agora para sanção do governador.

 

Sem recesso

Este ano será diferente na Câmara de Vereadores de Joinville. Neste mês de julho não haverá recesso parlamentar. A pausa ocorria entre os dias 18 e 31 e apenas as reuniões como sessões, comissões, e audiências públicas deixavam de ser realizadas naquele período. Gabinetes dos vereadores e as divisões administrativas continuavam trabalhando normalmente. Em outubro do ano passado, a partir de duas propostas do vereador Natanael Jordão (PSC), coassinadas por todos os vereadores, o recesso de julho foi extinto. O principal argumento do parlamentar na ocasião é que os vereadores deixavam de ter esse período “para discutir os problemas da cidade”.

 

Vendaval

As equipes do Governo do Estado, em especial o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e a Defesa Civil, foram rápidas no atendimento à população catarinense afetada pelos fortes ventos e chuvas que atingiram o estado. Os temporais foram registrados em todas as regiões e provocaram três mortes, segundo levantamento feito ontem até as 18h. Uma idosa de 78 anos morreu em Chapecó atingida por uma árvore. Um homem, em Santo Amaro da Imperatriz, morreu após ser atingido por fios de alta tensão. Em Tijucas, a Força-Tarefa 13 foi acionada para uma ocorrência de Busca e Resgate em Estrutura Colapsada, com registro de um óbito, além de uma pessoa que segue desaparecida. O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) lamentou as mortes e acompanhou pessoalmente o desenvolvimento das ações das equipes do Estado nos municípios atingidos.

 

Celesc

Também vale registrar o competente trabalho da Celesc, que dentro das condições permitidas, restabeleceu assim que foi possível a energia elétrica aos consumidores.

Na coluna exclusiva aos assinantes

– As convicções dos deputados integrantes da CPI dos Respiradores;

– Empresário nomeado para a Superintendência do Ibama em SC

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