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Merisio quebra o silêncio, a força do conselheiro de Moisés, Governo do Estado deve enfrentar cobrança de policiais militares entre outros destaques

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Destaque do Dia

Merisio no programa com Raquel Lang. (Crédito: Mathias Brasil)

Gelson Merisio (sem partido) rompeu o silêncio e começou a assumir o lugar onde o eleitor o colocou, que é de oposição ao governo de Carlos Moisés da Silva (PSL). Tendo recebido mais de um milhão de votos na eleição ao Governo do Estado, Merisio não pode ser desprezado, muito embora, não tenha mais a mesma força política.

Ele escolheu o programa Estúdio Condá da Rádio Super Condá AM de Chapecó, para fazer a sua primeira aparição. Entrevistado pela colega Raquel Lang, analisou o governo atual e falou sobre a sua questão partidária que segue indefinida.

O fato é que Merisio não perdeu a eleição passada para Moisés. Ele foi derrotado por uma onda onde os catarinenses alimentados por um sentimento anti-PT, votaram em Jair Bolsonaro (PSL) e verticalizaram o pleito escolhendo os candidatos do 17, portanto, mesmo tendo forçado a sua candidatura, não se pode dizer que não foi bem.

Em outro momento da entrevista, Merisio disse que saiu de uma forma amistosa do PSD, o que não é verdade. Foram vários os problemas de relacionamento, tanto com o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, quanto com Raimundo Colombo que nos bastidores o culpa por não ter sido eleito ao Senado, além do ex-senador, Jorge Bornhausen, que mesmo não filiado ao PSD, tem uma grande influência nas decisões do partido.

Merisio se tornou persona non grata, deixando alguns poucos amigos, a exemplo dos deputados estaduais, Marlene Fengler e Kennedy Nunes, mesmo assim, decidiu que somente oficializaria a sua desfiliação, após o pagamento de todas as dívidas de campanha, porém, nem isso conseguiu. Quem salvou o partido de ficar sem o repasse do Fundo Partidário foi o presidente nacional, Gilberto Kassab, que assumiu o passivo, enquanto que a executiva estadual sob o comando do deputado, Milton Hobus, assumiu a menor parte que está sendo quitada de forma parcelada, tudo isso, para que o ex-candidato a governador deixasse o PSD.

Outro ponto que Merisio não quis revelar a realidade, foi quanto a sua filiação ao Progressistas. Conversei com algumas lideranças estaduais do partido que confirmam que ele estava acertado para se filiar, tanto, que até o momento ninguém entendeu o motivo da ficha não ter sido assinada. Dizem que há uma certa resistência da família Amin.

Além disso, ao ser questionado por Raquel Lang sobre o que escrevi há algum tempo, de que estava se acertando com o antigo PRB, atual Republicanos, Gelson Merisio disse que não fala comigo há muito tempo, é verdade, mas admitiu que se encontrou com o presidente nacional do partido, o pastor Marcos Pereira, conforme o SCemPauta já havia divulgado.

No fundo, Merisio sabe bem que está numa situação de fragilidade política, digo mais, hoje não teria como ele chegar a um partido como o Progressistas e, querer a vaga de pré-candidato ao Governo do Estado em 2022, sendo que o senador Esperidião Amin tem uma musculatura política considerável e não deverá abrir mão da preferência. Por isso, se Merisio quer realmente se colocar no papel de oposição, precisa buscar um partido que lhe dê espaço. Ele admitiu que já andou conversando com o Pros.

Governo preguiçoso

Gelson Merisio tem razão quando chama o Governo do Estado de preguiçoso. Comparou a atual gestão catarinense com os demais estados da região Sul e definiu como maluquice o aumento de impostos no setor produtivo, sobretudo aos defensivos agrícolas. Segundo ele, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) faz um governo preguiçoso por não estar presente nas regiões ouvindo as comunidades. “Exercer o mandato de dentro da caserna, isso qualquer um faz”, atacou. Ao criticar o secretário de Estado da Fazenda, Merisio disse que Paulo Eli tem falado muita besteira e, ao ouvir de Raquel Lang que se trata de uma pessoa experiente, Merisio replicou: “Minha avó também é experiente, mas para tocar a Fazenda não dá”.

Resultados do governo

Quanto ao crescimento da receita estadual e alguns resultados apresentados pela gestão Moisés, Gelson Merisio atribuiu ao governo do ano passado que foi conduzido por Eduardo Pinho Moreira (MDB), os bons números da economia catarinense, destacando que os reflexos vieram agora. Além disso, chamou de “baboseira” a reforma administrativa. Sobre política, destacou que considera o secretário de Desenvolvimento Econômico de Chapecó, Márcio Sander (PL), como um nome forte para disputar a prefeitura, mas reconheceu que João Rodrigues (PSD) também será um candidato forte.

IGP se manifesta

Através de uma nota o IGP se manifestou a respeito da informação que divulguei ontem, sobre a chamada dos aprovados no concurso de perito geral, sendo que no edital constavam 9 vagas, mas 30 pessoas acabaram sendo chamadas, incluindo um sobrinho do governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), que ficou na 27ª posição. Segue a nota:

“O Instituto Geral de Perícias (IGP) enfrenta um déficit histórico de recomposição de quadros em Santa Catarina. Desde 2008, o órgão não fazia chamamento de novos profissionais. Para recuperar essa deficiência, o IGP solicitou este ano a nomeação de 96 dos aprovados no concurso público de 2017.

Com autonomia para fazer o chamamento dos concursados, o órgão priorizou vagas de perito criminal geral, que até a presente data apresenta um déficit de 226 profissionais. O concurso teve mais de 20 mil inscritos e apenas 1% foi aprovado.

Os nomeados serão distribuídos na forma prevista no edital, que contempla dois peritos criminais em cada núcleo regional. Atualmente, em função da falta de profissionais, algumas regiões precisam solicitar perito de outros locais para atender as ocorrências. Pelo menos nove unidades trabalham com apenas um perito e outras cinco tiveram os serviços parcialmente interrompidos por falta de servidores.

O chamamento destes profissionais regularmente aprovados em concurso público com regras claras e transparentes está alinhado à política de recomposição de quadros da Segurança Pública estadual. O Governo do Estado também está comprometido com o fortalecimento do efetivo do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Civil e Militar, além do IGP. No total, são 488 aprovados em concurso público que ingressarão para trabalhar na Segurança Pública em Santa Catarina.

A coincidência

Edital que previa 9 vagas de perito geral.

Todo mundo sabe das dificuldades por que passa o Instituto Geral de Perícias (IGP) devido à falta de servidores. Mas é inevitável não se surpreender com tamanha coincidência, quando num concurso onde estavam previstas 9 vagas para perito geral, está no edital 001/2017 do IGP, são chamadas 30 pessoas sendo que Jonatas Santana Pereira, sobrinho do governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), ficou na 27ª colocação no concurso, ou seja, acabou também sendo chamado. Conforme escrevi ontem, Jonatas é filho do delegado aposentado, Jonas Santana Pereira, um dos principais conselheiros de Moisés.

O conselheiro

Desde o primeiro dia da campanha eleitoral do ano passado, o então candidato ao Governo do Estado pelo PSL, Comandante Moisés, teve ao seu lado um fiel escudeiro: Jonas Santana Pereira, seu cunhado e um dos principais conselheiros do hoje governador, Carlos Moisés da Silva. Pessoas próximas relatam que a influência do delegado aposentado sobre Moisés é tão grande, que em um encontro na Casa D’Agronômica com o então governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB), durante o processo de transição, Pereira que é piloto de helicóptero teria dito ao falar dos aviões pertencentes ao Estado: “Esses aviões velhos daqui a pouco cai, tem que vender. O Moisés não vai andar nesses aviões velhos”, disse. Além de Jonas, estavam no que foi o segundo encontro entre Moisés e Pinho Moreira, o Coronel Márcio atual chefe de gabinete do governador, Coronel Mello que era da Casa Militar e Jamazi Alfredo Ziegler, atual diretor presidente do SCPar Porto de Imbituba.

Venda das aeronaves

 A afirmação do delegado aposentado, Jonas Santana Pereira, cunhado do hoje governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), a respeito dos aviões do Governo do Estado, sugerindo a venda por uma questão de segurança, deu mais um discurso a Moisés. Em nenhum momento foi dito publicamente, que havia qualquer temor em relação a segurança de quem utilizava a aeronave que de fato, era antiga. Foi quase que unir o útil ao agradável, pois, Moisés vende a aeronave, faz o discurso da economia e se livra de usar os aviões considerados inseguros.

Total liberdade

 A influência do delegado aposentado, Jonas Santana Pereira, cunhado do hoje governador, Carlos Moisés da Silva (PSL), já era forte durante o período de transição. Uma fonte relatou que ele sempre foi muito ativo em todos os momentos, tanto, que por algumas vezes entrou sem a companhia de Moisés na sala do governador, que na época era ocupada por Eduardo Pinho Moreira (MDB), para discutir questões envolvendo o Estado. O governador também o ouve constantemente quando o assunto é segurança pública. A presença de Jonas chegou a ser registrada até mesmo nas reuniões nas Secretarias de Estado no período de transição, conforme notícia divulgada no site oficial do governo. Confira: encurtador.com.br/xAJNU

Praças cobram

Há mais de cinco anos sem reposição salarial, os praças militares do Estado se mobilizam na cobrança das perdas salariais junto ao Governo do Estado. A Associação dos Praças Militares de SC, presidida pelo subtenente João Carlos Pawlick, participa do G11, que engloba as associações de praças e oficiais. Uma proposta está sendo elaborada pelo grupo e será levada ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL). “Santa Catarina é um dos Estados mais seguros para se viver graças as suas forças de segurança, principalmente os praças, que estão na ponta. Mas o nosso policial está desmotivado e ele só quer o que tem direito”, destacou Pawlick. A APRASC tem hoje cerca de 15 mil associados, sendo a maior entidade da categoria no Brasil.

Agnoletto é pré-candidato

A Executiva e o Diretório do PSDB de Chapecó, decidiu que o partido terá candidato a prefeito. O atual secretário de Esportes e comunicador, Ivan Carlos Agnoletto, é o nome do partido como pré- candidato. O partido conta com uma relação de 18 candidatos a vereador, por isso, será aberto o prazo para novas filiações para completar a meta de 31 candidatos. O partido elegerá o seu novo presidente no município em novembro.

Kleinubing na disputa

O ex-deputado federal, João Paulo Kleinubing (DEM), conforme a coluna já havia adiantado, realmente é pré-candidato a prefeito de Blumenau. Segundo uma fonte demista, Kleinubing já está decidido a ir para a disputa. “Ele só vai confirmar a informação mais próximo do pleito”, revelou a fonte.

Operações do Gaeco

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou ontem duas operação “Negócio Acessível”, que investiga crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, advocacia administrativa e falsificação de documentos públicos. A operação ocorre em apoio à 10ª Promotoria de Justiça da comarca. A pedido do Ministério Público, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de aplicação de medidas cautelares. Os envolvidos estão proibidos de contato com testemunhas ou servidores públicos e de acessar às dependências de órgãos públicos municipais. Também houve a suspensão do exercício do cargo público. As investigações contam com o apoio da Procuradoria do município de Chapecó.

Segunda operação

Também ontem foi deflagrada a operação “Embuste”, que apura crimes de associação criminosa, corrupção passiva e ativa, peculato e fraude processual. A ação do Gaeco foi realizado em apoio à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Turvo, no Sul do Estado. A pedido do Ministério Público foram expedidos três mandados de prisão temporária, três afastamentos das funções públicas e três mandados de busca e apreensão. A investigação reuniu elementos que indicaram fraude na aquisição e nos serviços mecânicos em caminhões da Prefeitura. Segundo as investigações, dois secretários municipais agiam em conluio com empresários.

Índio da Costa

O ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Índio da Costa, que foi candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB), obteve um habeas corpus concedido pelo desembargador federal, João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Costa foi preso em uma Operação da Polícia Federal contra fraude nos Correios. Detalhe que ele está sendo defendido pelo advogado catarinense, Marlon Bertol, o mesmo que atua em outros casos de grande repercussão na política de Santa Catarina.

 

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