PSDB pode mudar de nome ou fazer fusão

João Paulo Messer

João Paulo Messer

O PSDB passa em maio pelas convenções estaduais e nacional. A partir dai deve ser assumido pelo governador de São Paulo, João Dória Júnior. Uma pesquisa vai orientar os movimentos que se seguem a partir dai. Entre as alternativas estão a fusão com alguma sigla que se alinhe aos ideais tucanos ou até mesmo a alteração de denominação, como alguma que se curve à necessária adaptação a um projeto mais conservador e progressista. Estas são algumas percepções colhidas pelos tucanos catarinenses que se encontraram com o dirigente paulista, ontem, no Palácio dos Bandeirantes. A visita dos peessedistas catarinenses é muito mais um gesto de força e articulação de quem está buscando as rédeas de um partido que sofreu com o insucesso nas urnas, em outubro último. Este grupo entende que o atual presidente, deputado Marcos Vieira, conduziu o partido para um rumo que se mostrou equivocado. Encolheu pela metade as bancadas federal e estadual e na majoritária apostou em um nome que nem está mais na sigla (Napoleão Bernardes).

Brasao

Clésio Salvaro e Vicente Caropreso defendem “oxigenação” no comando do partido. O atual presidente deputado estadual Marcos Vieira já teria oferecido a presidência do partido ao prefeito de Criciúma. Não é o que ele quer. Clésio defende a presidência na mão da deputada Giovânia de Sá ou de Beto Martins. Este último só aceita se for sem disputa. O ex-deputado federal Marcos Tebaldi também quer a presidência do partido e teria a simpatia de Marcos Vieira.

Bons de ideia, ruins de execução

A Câmara de Vereadores de Criciúma se mostra alinhada com as necessidades da cidade, mas descompassada quando o assunto é ação. Ontem os vereadores aprovaram a substituição da agência reguladora do serviço de água e esgoto no município. A contratada agora é a CISAM-Sul, que atua em mais de duas dezenas de municípios da região. Com esta agência a expectativa é de que haja cálculo que indique a redução da tarifa de água e de esgoto. A agência anterior era considerada inerte na defesa dos contribuintes. O projeto de substituição da agência foi feito pelo Executivo. Foi a Câmara quem levantou a necessidade de substituição da agência, mas não passou disso. Nenhum passo foi dado.

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Exemplo

Tem sido assim nas ações mais recentes da Câmara de Vereadores de Criciúma, em que o assunto é levantado com propriedade, mas a luta esmorece ou se submete a manobras do Executivo. No caso da construção da sede do Legislativo tem sido a mesma coisa. Só vai sair quando o Executivo quiser? 

Sem recuo

A mesma Câmara de Vereadores que foi buscar subsídios em várias cidades do Estado e provocar um debate sobre o assunto tarifa de esgoto, se exclui ou permite ser excluída daquela que parece ter se tornado em bandeira do Executivo.

Viram bem

Quem primeiro reclamou da tarifa e dos serviços da Casan foram os vereadores. Se recuarem da intenção de rever tarifa, qualidade e autor dos serviços, podem ser acusados de fazê-lo apenas para não acompanhar o que virou bandeira do Executivo de Criciúma e outras cinco cidades: Maracajá, Siderópolis, Forquilhinha, Nova Veneza e Içara.

Troca

O novo governo do Estado não superou o primeiro teste na Assembleia Legislativa. Antes mesmo da votação da primeira matéria teve que trocar o líder do governo. A partir desta semana a liderança passa a ser executa pelo experiente deputado Maurício Eskudlark, que já foi do PSD e agora está no PR e na terceira legislatura.

 

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