Moisés mudará a estrutura da segurança, Colatto se reúne amanhã com Moisés, clima segue quente no MDB entre outros destaques

Marcelo Lula

Marcelo Lula

Koerich, foi o primeiro anunciado pelo governador eleito.

Aos poucos o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), começa a se desenhar nos bastidores. A ideia de acabar com a Secretaria de Estado da Segurança Pública ainda está sob estudos, mas, logo deve ser batido o martelo. Segundo uma fonte, a ideia não é de criar as secretarias da Polícia Militar, Polícia Civil, do Instituto Geral de Perícia e nem dos Bombeiros, mas, que os comandantes tenham status de secretário.

Dessa forma, se extinguirá a estrutura da atual Secretaria e, será criado um Conselho de Segurança Pública, com um rodízio anual para que cada comandante assuma a presidência por um período. A defesa de integrantes do núcleo duro do governo de transição, é de retomar ao antigo sistema, subordinando as pastas diretamente ao gabinete do governador. “Se a Segurança Pública for extinta, conseguiremos reduzir inúmeros cargos burocráticos que geram custos e não dão uma resposta efetiva”, relatou a fonte.

A possibilidade de que o caminho seja esse em relação a Segurança do Estado, ganha força ao lembrarmos que o primeiro nome anunciado por Moisés, foi o de Paulo Koerich, que será o delegado geral da Polícia Civil em seu governo. Outro nome que estaria prestigiado, é do comandante geral da Polícia Militar, coronel Araújo Gomes.

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Outro setor que pode estar em vias de ter o futuro secretário definido, é a Secretaria de Estado da Agricultura. Acontece que amanhã, o deputado federal Valdir Colatto (MDB), uma das principais autoridades em agronegócio do país, se reunirá com Moisés em Florianópolis. Colatto confirmou o convite, porém, não quis me dar detalhes, se limitando a falar que conversarão a respeito da Agricultura.

Em um momento de formação de governo, o convite a Colatto levanta a possibilidade de uma aproximação e, quem sabe, até um convite pode ser feito por Moisés a ele para comandar o setor no Estado, mas, vale destacar uma outra informação. Colatto foi sondado em Brasília sobre a possibilidade de assumir uma secretaria ligada ao Ministério da Agricultura. Tudo é possível.

Fica no MDB?

Colatto não tem certeza se ficará no MDB.

Questionado sobre o seu futuro político, Valdir Colatto disse que ainda está estudando. O questionei se continuará no MDB e, a resposta é que deixará o tempo passar para analisar o cenário. “Rapaz, vamos deixar a água rolar aí, para ver o que acontecerá na política. Agora é muito prematuro para tomar qualquer decisão. Vamos esperar a posição nacional, quem ficará na presidência do MDB, por exemplo, eu não fico num time em que o Jucá (Romero) será o presidente. E o posicionamento aqui no estado também será avaliado”, afirmou.

Lucas secretário?

Sobre a informação que adiantei em primeira mão na semana passada, de que Lucas Esmeraldino poderá assumir a Secretaria de Estado da Casa Civil, ele respondeu que a sua missão, é de eleger o maior número de prefeitos em 2020. Porém, se for convocado para alguma missão no governo de Jair Bolsonaro (PSL), ou de Carlos Moisés da Silva (PSL), que a cumprirá. Hoje Esmeraldino estará em Joinville onde se reunirá com o presidente pesselista local, Derian Campos. Amanhã, ele participa de seu primeiro encontro com a equipe de transição e, se reunirá com o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL).

Desagradou

Convidado por entidades empresariais de Blumenau, o governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), não aceitou o convite para uma reunião na próxima segunda-feira. Líderes das entidades reclamaram do distanciamento adotado por Moisés, entendendo que ele não deseja manter um diálogo institucional com o setor produtivo. Outro ponto que desagrada ao setor empresarial, é que até o momento, Moisés não conversou com as entidades a respeito de nomes para compor o primeiro escalão do governo.

Clima quente

Pinho Moreira é criticado por correligionários.

O clima não é nada bom no MDB catarinense, sobretudo na bancada do partido na Assembleia Legislativa, após a escolha pela maioria dos parlamentares do partido, pelo nome de Mauro De Nadal para disputar a eleição da Alesc. Uma liderança ligada a De Nadal, chegou a dizer que a bancada está unido, salvo, por um dissidente, em clara alusão a Valdir Cobalchini. Por outro lado, outra liderança emedebista direcionou a crítica ao governador, Eduardo Pinho Moreira (MDB), dizendo que houve uma omissão em prol dos deputados mais próximos a ele. “O único cara que não poderia se omitir, era o governador”, criticou a fonte. Enquanto isso, Cobalchini mantém a sua candidatura que deverá ser avulsa e, já trabalha em busca de apoio em outras bancadas.

Jorginho com Onyx

Jorginho será um dos senadores mais próximos a Bolsonaro.

O senador eleito, Jorginho Mello (PR), foi convidado por Onyx Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, do governo de Jair Bolsonaro (PSL) para conversar. Onyx fez alguns questionamentos a Jorginho a respeito da eleição à Presidência do Senado, conquistando o apoio do republicano. Eles também conversaram sobre o Sebrae nacional. Mello será um dos senadores mais próximos do futuro governo, devido a sua amizade com Bolsonaro e Lorenzoni.

Sobre a Alesc

O presidente estadual do PR, e senador eleito, Jorginho Mello, tem sido procurado por lideranças de vários partidos, pedindo o seu apoio para que a bancada do Partido da República apoie as suas candidaturas à presidência da Assembleia Legislativa. Jorginho prometeu se encontrar com os três parlamentares eleitos de seu partido para tomar uma posição. Porém, Jorginho deixou claro que o seu partido não deseja a presidência, mas, é possível que converse sobre algum espaço na mesa diretora.

Eleição da OAB

Horn se elegeu ontem.

Rafael Horn foi eleito ontem, para presidir a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC). O novo presidente que concorreu pela chapa 81 da situação, “Advocacia Unida”, venceu por uma pequena diferença de 139 votos, recebendo 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% da chapa 82 de oposição, que tinha como candidato, Hélio Brasil. É importante que Horn devolva à Ordem o protagonismo nas principais discussões no estado, que parece ter sido deixado de lado.

Em Chapecó

Thiago Degasperin da chapa 101 de oposição em Chapecó, mas, alinhada a situação no estado, venceu com 705 votos contra 372 de Rafaela de Melo Machado da chapa 102. Degasperin me disse que buscará a união e a renovação que oxigenará as atividades em prol da sociedade e da advocacia de moro geral. “É o modo diferenciado de pensar a gestão”, afirmou. “Nunca a OAB de Chapecó foi representada por tantos colegas advogados. A última gestão foi feita por um terço, a atual gestão reuniu as três chapas que concorreram na última eleição”, destacou.

Em Blumenau

A OAB de Blumenau elegeu a advogada, Maria Teresinha Erbs, como a nova presidente da subseção que também abrange o município de Pomerode. Maria venceu por 653 votos, contra 605 do candidato da chapa 101, Aurélio Bowens. Em terceiro a advogada Adriane Thiem recebeu 493 votos. Guilherme Simões será o vice.

PSL em Florianópolis

Araújo Gomes pode ser convidado a disputar a eleição.

Uma fonte garante que o atual comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Araújo Gomes, poderá ser procurado futuramente para ser o candidato do PSL à Prefeitura de Florianópolis. Um pesselista disse que vê essa possibilidade com simpatia e, que Gomes é muito conhecido na capital. Por sua vez, o presidente estadual do partido, Lucas Esmeraldino, disse que é muito cedo para escolher nomes. “Ainda não temos nomes para as prefeituras”, afirmou.

Saretta cobra

O deputado estadual, Neodi Saretta (PT), utilizou ontem a tribuna da Alesc para novamente fazer um apelo para que a equipe de transição do novo governo, sequer cogite a volta dos antigos percentuais aplicados na saúde. A Alesc aprovou em 2016 uma Emenda Constitucional que aumenta de forma escalonada de 12% para 15% no próximo ano, o mínimo investido no setor. O deputado ressaltou que fornecedores estão na expectativa pelo pagamento da Secretaria da Saúde. “Às vezes são empresas pequenas que não têm como aguardar. A Secretaria da Saúde reconhece cerca de R$ 400 milhões de dívidas com fornecedores, mas há outras contas na gaveta para serem analisadas”, afirmou.

Petardo aliado

Candidato a deputado federal, Arão Josino (PSD), depois do fracasso nas urnas, agora atacou de comentarista político nas redes sociais. Após passar longos anos a ocupar diversos cargos nas administrações lideradas pelo seu partido, agora já critica indicação ministerial que nem mesmo tomou posse, no caso, do deputado federal Marcos Feliciano, para a nova pasta que se chamará Cidadania. Esquece que as igrejas evangélicas sempre estiveram dando suporte aos governos que ele participou, elegendo seu correligionário, o deputado Ismael dos Santos, o Bispo Motta e Hélio Costa (PRB), que formavam a coligação da qual participou.

Inglória

A eleição do vereador Bruno Souza (PSB) a deputado estadual, provoca intensa movimentação na política local. Seu primeiro suplente é o secretário de Cultura de Florianópolis, Ed Pereira, que se especula que pretende permanecer no cargo. O próximo da fila, Badeko, está sendo aconselhado a não assumir para não reascender a polêmica da Ave de Rapina. Ocorre que na sequência dos suplentes aparece o comunicador Fabrício Correia (PSB), atualmente ocupando cargo na assessoria de comunicação da prefeitura, mas, que tem recebido críticas de alguns colegas que atuam no Executivo. A escolha parece que será difícil.

Em falar…

Durante uma discussão na sessão da Câmara de Vereadores de Florianópolis, entre os vereadores Roberto Katumi (PSD), e Pedro Silvestre, o Pedrão (Progressistas), o pessedista ouviu a seguinte provocação: “O senhor deve explicação para a justiça”, disse Pedrão. O entendimento é que o progressista se referia a Operação Ave de Rapina, na qual Katumi está sendo investigado. Procurado, o vereador do PSD me disse que foi uma discussão normal e, que não acredita que a fala de Pedrão tenha sido em relação a Operação, pelo fato de que ele também está no mesmo caso. “Tenho a certeza que o Pedrão não levou para este lado, mas, o que incomoda, é que todos os dias as pessoas lembram desse assunto”, disse Katumi. Liguei para Pedrão que não pôde falar.

Juventude

Ontem o coordenador estadual da Juventude, Fernando Fernandes, assinou ao lado da Coordenação de Juventude de Florianópolis, a ordem de serviço para o início do projeto Estação Juventude, que atenderá com ações, jovens e adultos dos 15 aos 29 anos de idade. Cerca de R$ 300 mil foram obtidos. O secretário Nacional, Anderson Pavin, não pôde comparecer mas gravou um vídeo incentivando o trabalho em prol da adolescência na capital.

Camasão responde

“O colunista Marcelo Lula lançou inverdades sobre minha pessoa no último dia 28/11. Ele acusa-me, baseado em “uma fonte”, de estar “lançando dardos de brinquedo” em horário de trabalho, na Câmara de Vereadores. Em nenhum momento, Marcelo Lula, que dispõe de meu contato pessoal, procurou-me ou buscou qualquer informação sobre o caso, tampouco deu espaço ao contraditório. O colunista demonstrou nas eleições que tinha candidato preferido, dando espaço próximo de zero aos releases enviados pela nossa assessoria. Como não há o que falar de mal do ex-candidato do PSOL, inventa-se um factóide buscando me atingir. Tomaremos as medidas cabíveis e necessárias para reparar tamanha irresponsabilidade” – Leonel Camasão

Sobre o fato

A nota foi publicada, não pelo tom ameaçador usado pelo ex-candidato do PSOL, Leonel Camasão, mas, pelo fato da coluna sempre ouvir os dois lados. Como recebi essa informação antes de ontem a noite, de uma pessoa muito séria que atua na Câmara de Florianópolis, dei o devido crédito à informação corroborada por mais uma fonte. Deixei para ligar para Camasão somente hoje, pelo fato de ter sido muito tarde a conversa. Portanto, seria dado, como SEMPRE eu faço, o espaço ao contraditório. Se por um lado, dou o direito de resposta a Camasão que tem todo o direito de dar a sua versão, por outro, ele terá que provar que eu tinha um candidato preferido e, quem era esse candidato. Caro Camasão, entenda de forma inteligente e não “hepática”, que não tenho motivo algum para lhe atingir, pelo contrário, cheguei a comentar esses dias que lhe achei um candidato preparado. Além disso, não é do meu feitio atacar as pessoas e, segundo, o que eu ganharia com isso? Quanto as suas notas, muitas foram divulgadas, inclusive, o senhor foi um dos sabatinados aqui em Chapecó. Se fizer uma análise menos visceral, perceberá que os espaços foram sendo dado de acordo com a colocação dos candidatos nas pesquisas. Portanto, se retrate da afirmação irresponsável, pois, terá que provar qual candidato era o meu preferido.

Acesso ao aeroporto

Se o acesso ao novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz, de Florianópolis, não ficar pronto no prazo, a SC-405 é a opção de ligação e o tráfego na rodovia, que já é congestionada, deve crescer de 25% a 30%, informou o gerente de relações institucionais da Floripa Airport, Simon Locher, durante reunião da Câmara de Assuntos de Transporte e Logística da FIESC. “Não podemos deixar de manifestar nossa preocupação”, disse, reconhecendo os esforços da Secretaria de Infraestrutura para avançar na obra. Ele disse ainda que o novo terminal tem previsão para ser inaugurado no dia 1º de agosto de 2019. Pelo contrato, a concessionária pode entregar até outubro, mas a obra está adiantada.

Preocupação

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, disse que o acesso é uma preocupação constante. Ele disse que a concessionária prevê entregar o terminal em agosto, antes do prazo previsto em contrato, mas, se preocupa com os custos caso a obra tenha algum atraso. “Sabemos do esforço da Secretaria de Infraestrutura para resolver os obstáculos na obra, mas a preocupação não é só que o cidadão não vai ter acesso ao novo terminal. Essa é uma delas. A outra é quanto vai custar para o estado, em penalização, se a obra não for entregue no prazo previsto em contrato”, disse Aguiar. O secretário de Infraestrutura, Paulo França, disse que a obra de acesso ao novo terminal deve custar cerca de R$ 250 milhões, num contexto de crise e, que houve muita dificuldade na questão ambiental, com desapropriações da ordem de R$ 50 milhões.

 

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