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Autoridades, empresários, representantes do setor portuário e pesquisadores participaram da assinatura do convênio – Foto: Dales Hockoesfeld/Porto de Itajaí

O Porto de Itajaí assinou um convênio com a Universidade do Vale do Itajaí e a Autoridade Portuária Federal para a realização de estudos técnicos voltados à retirada dos destroços do navio Pallas, naufragado desde 1893 no canal de acesso ao complexo portuário.

A embarcação está submersa entre as boias 9 e 11, próxima à Bacia de Evolução nº 2, e é apontada como um dos principais entraves para o aprofundamento do canal e ampliação da capacidade operacional do porto. O investimento federal destinado aos estudos é de R$ 310 mil.

Com a futura remoção do casco e a realização de dragagem, a expectativa é ampliar a bacia de evolução para 530 metros de diâmetro, permitindo a operação de embarcações maiores e adequando o complexo portuário às novas demandas do comércio marítimo internacional.

A cerimônia ocorreu na Marina de Itajaí e reuniu representantes do setor portuário, autoridades políticas, empresários e pesquisadores ligados ao projeto. Durante o evento, técnicos apresentaram detalhes históricos e operacionais relacionados ao navio Pallas, que afundou durante a Revolução Federalista, em 25 de outubro de 1893.

O professor Jules Souto, responsável pela contextualização técnica e histórica do estudo, afirmou que as pesquisas sobre o navio começaram ainda na década de 1990 e ganharam força após a localização precisa da embarcação, confirmada em 2016. Segundo ele, o desafio envolve equilibrar desenvolvimento logístico, viabilidade econômica e preservação histórica.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, afirmou que o projeto integra um novo ciclo de expansão do complexo portuário. Ele destacou ainda que o porto retomou crescimento operacional nos últimos anos, com aumento da movimentação de cargas e veículos importados.

Representantes da iniciativa privada também defenderam a remoção do navio como estratégica para a competitividade regional. O gerente da Portonave, Rodrigo Santa Rita, afirmou que o setor portuário precisa se adaptar à nova geração de navios de grande porte. Já o CEO da JBS Terminais, Aristides Júnior, disse que poucos portos brasileiros possuem estrutura preparada para esse tipo de operação.

A deputada federal Ana Paula Lima destacou os impactos econômicos da futura ampliação do porto, enquanto o ex-superintendente e ex-presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, classificou a iniciativa como um passo estratégico para a logística catarinense.

O próximo passo será a elaboração do plano de trabalho técnico, que servirá de base para a futura retirada do navio e o aprofundamento do canal para até 16 metros. O projeto também prevê negociações com o BNDES para viabilizar o financiamento das próximas etapas.