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Debate reuniu representantes sindicais, empresários e parlamentares na Alesc / FOTO: Jeferson Baldo/Agência Alesc

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou, na noite desta quinta-feira (21), uma audiência pública para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O debate ocorreu no Auditório Antonieta de Barros, por iniciativa da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, a partir de requerimento do deputado estadual Marcos José de Abreu. A proposta em discussão tramita na Câmara dos Deputados por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

O encontro reuniu parlamentares, representantes sindicais, economistas e entidades empresariais para discutir os impactos sociais e econômicos da medida. Segundo Marquito, Santa Catarina possui cerca de 1,5 milhão de trabalhadores submetidos à escala 6×1, especialmente nos setores de comércio, turismo e varejo. “Grande parte são mulheres, profissionais do comércio, do turismo e do varejo, que acabam não tendo tempo para a família e para outras atividades além do trabalho”, afirmou o parlamentar. Durante a audiência, também foram apresentados dados do Instituto Germinar que apontam a possibilidade de geração de quase 60 mil empregos no estado com a redução da jornada.

A audiência contou com a participação do deputado federal Alencar Santana, presidente da comissão especial da Câmara que analisa a PEC, e do relator da proposta, Léo Prates. Ambos defenderam a ampliação do debate nacional sobre o tema. Representantes do movimento sindical também se manifestaram favoravelmente à redução da jornada sem diminuição salarial, argumentando que a medida pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e contribuir para a geração de empregos.

Por outro lado, representantes do setor industrial demonstraram preocupação com os possíveis impactos econômicos da mudança. O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, Pablo Bittencourt, defendeu um período de transição e adaptação. Segundo ele, a proposta pode afetar a competitividade da economia brasileira. A discussão na Câmara dos Deputados prevê votação do relatório da PEC nos próximos dias, incluindo propostas de implementação gradual das mudanças.