Mitos e verdades sobre a vitamina D

A vitamina D é essencial ao organismo e atua como um pró-hormônio com diversas funções: regulação do metabolismo de cálcio e fósforo, manutenção da saúde óssea, modulação do sistema imunológico e influência em funções musculares e cardiovasculares. Pode ser obtida por:
- Exposição solar (radiação UVB);
- Alimentos como peixes gordurosos, óleo de fígado de peixe, ovos e alimentos fortificados
- Suplementação, quando indicada;
Grupos de risco para deficiência
- Idosos (menor síntese cutânea)
- Pessoas com pouca exposição solar
- Pele mais pigmentada (maior melanina reduz síntese)
- Indivíduos com obesidade (sequestro no tecido adiposo)
- Gestantes e lactantes (maior demanda)
Verdade — É importante para o sistema imunológico
Possui ação imunomoduladora e níveis adequados estão associados a menor risco de infecções respiratórias.
Verdade — A deficiência é comum
A hipovitaminose D é frequente, especialmente em idosos, pessoas com pouca exposição solar e pele mais pigmentada.
Verdade — O sol é a principal fonte
A síntese cutânea responde por cerca de 80–90% da produção de vitamina D. A alimentação contribui em menor proporção.
Verdade — A suplementação deve ser individualizada
Quando há baixos níveis séricos de 25(OH)D, a suplementação pode ser indicada, com dose definida por profissional de saúde.
Verdade — O excesso pode causar toxicidade
Doses muito elevadas podem levar à hipercalcemia, alterações renais e neurológicas.
Mito — Suplementos previnem fraturas em pessoas saudáveis
Em indivíduos sem deficiência, estudos não demonstram redução significativa de fraturas apenas com suplementação.
Mito — Níveis altos previnem todas as doenças crônicas
Associações observacionais existem, mas ensaios clínicos não confirmam proteção ampla contra câncer, doenças cardiovasculares ou autoimunes.
Mito — Mais vitamina D traz mais benefícios
Em pessoas com níveis adequados, suplementação extra não mostra benefícios adicionais consistentes.
Evidências: A relação com saúde óssea é bem estabelecida. Pessoas com deficiência comprovada podem se beneficiar da suplementação. Benefícios extrasqueléticos ainda dependem de evidências mais robustas.
Recomendações
- Avaliação individual com dosagem de 25(OH)D
- Exposição solar moderada (10–20 minutos/dia, conforme fototipo e região)
- Suplementação apenas com orientação profissional
A vitamina D é fundamental para o equilíbrio do organismo, especialmente para ossos e metabolismo do cálcio. Pode ser benéfica quando há deficiência ou fatores de risco, mas não deve ser utilizada indiscriminadamente, pois o excesso pode causar efeitos adversos. Avaliação clínica e laboratorial é essencial.
Dra. Charllini Tessarollo
Diretora Clínica
Médica – CRM 15147
Instituto Maria Schmitt – UPA 24h Dra. Maria Gorete dos Santos – UPA Lages


