Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

GAECO cumpriu mandados em Santa Catarina e no Paraná – Foto: Divulgação/MPSC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou na manhã desta quinta-feira (7) a Operação Arbóreo, que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo o fornecimento de refeições para a rede pública de ensino de Blumenau.

A investigação aponta indícios de fraude em processo licitatório realizado em 2022 para favorecer uma empresa do setor alimentício. Segundo o Ministério Público, agentes públicos municipais e representantes da empresa teriam atuado de forma articulada para direcionar o contrato e garantir o pagamento sistemático de propinas.

De acordo com a apuração, os investigados aplicavam um percentual fixo de 3% sobre os valores pagos pela prefeitura à empresa contratada. A estimativa é de que o esquema tenha movimentado mais de R$ 3,6 milhões em vantagens indevidas entre junho de 2022 e dezembro de 2024.

O contrato investigado foi firmado em abril de 2022 e permaneceu vigente até janeiro deste ano, quando acabou rescindido pela Prefeitura de Blumenau.

Ainda conforme o GAECO, o esquema incluía monitoramento dos pagamentos públicos em tempo real. Após a liberação das faturas, operadores fariam viagens frequentes até Araucária, no Paraná, onde a empresa tem sede, para recolher dinheiro em espécie. A redistribuição dos valores, segundo a investigação, ocorria em locais como estacionamentos, supermercados e residências, numa tentativa de evitar suspeitas.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Blumenau, Indaial e Araucária. Os agentes recolheram documentos, celulares, computadores e outros materiais que serão analisados pela Polícia Científica.

As investigações envolvem suspeitas dos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e organização criminosa. O caso tramita sob sigilo.