O que mostra a pesquisa Neokemp sobre a corrida ao Senado
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

A disputa pelo Senado em Santa Catarina mostra um cenário fortemente polarizado entre a direita ligada ao bolsonarismo e a esquerda representada pelo PT. O levantamento da Neokemp Pesquisas, realizado entre os dias 4 e 5 de maio com 1.008 entrevistas em 97 municípios catarinenses, aponta uma eleição extremamente competitiva para as duas vagas ao Senado.
O dado mais relevante da pesquisa é que os dois nomes do PL lideram tanto no primeiro quanto no segundo voto. Carlos Bolsonaro (PL) aparece com 28,4% no primeiro voto, seguido de Caroline de Toni (PL) com 25,5%. Em seguida vêm Décio Lima (PT) com 15,4% e Esperidião Amin (Progressistas) com 14,1%.
No segundo voto, Caroline assume a liderança com 24,5%, seguida de Carlos com 21,5% e Amin com 18,3%. Décio aparece com 9,6%.
A somatória dos dois votos praticamente consolida o domínio do PL no cenário atual:
Caroline de Toni: 50%
Carlos Bolsonaro: 49,9%
Esperidião Amin: 32,3%
Décio Lima: 25%
Afrânio Boppré: 13,4%
O que chama atenção é que Caroline de Toni consegue um desempenho muito sólido sem carregar rejeição significativa. Ela tem apenas 2,6% de rejeição, contra 32,7% de Carlos Bolsonaro e 34,4% de Décio Lima. Isso indica que Caroline tem hoje o perfil mais competitivo da disputa: alta intenção de voto e baixíssima resistência eleitoral.
Carlos Bolsonaro lidera no primeiro voto graças ao peso do sobrenome aqui no estado, mas sua rejeição elevada mostra um teto eleitoral mais evidente. O eleitor bolsonarista o impulsiona, mas ele também mobiliza forte rejeição fora desse campo. Mesmo assim, o fato de quase empatar na soma dos votos com Caroline demonstra que o bolsonarismo segue extremamente forte no estado.
Esperidião Amin aparece como o nome mais competitivo fora do eixo PL/PT. O senador mantém presença consistente no primeiro e especialmente no segundo voto, chegando a 32,3% na soma geral. Além disso, tem apenas 2,4% de rejeição, um dos menores índices da pesquisa. Isso sugere que Amin mantém forte capacidade de diálogo transversal e pode crescer dependendo da configuração final da disputa.
Já Décio Lima enfrenta um cenário difícil. Apesar de aparecer em terceiro no primeiro voto, com 15,4%, sua rejeição de 34,4% é a maior da pesquisa. Aqui no estado, o eleitorado mais conservador continua impondo grande dificuldade ao PT, mesmo com o presidente Lula (PT) ainda mantendo 24,3% na disputa presidencial.
Regionalmente, o PL domina praticamente todas as regiões. Carlos Bolsonaro vai melhor em Criciúma, onde chega a 33,6%, enquanto Caroline de Toni tem seu melhor desempenho em Chapecó, Caçador e Lages, ambas com 31,4%.
Décio Lima cresce mais em Lages, atingindo 23,5%, enquanto Afrânio Boppré apresenta melhor desempenho na Grande Florianópolis, com 10,5%, refletindo um eleitorado mais progressista na região da capital.
Outro dado importante é que Santa Catarina segue extremamente alinhada ao bolsonarismo nacional. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,8% na disputa presidencial contra 24,3% de Lula. Esse ambiente nacional favorece diretamente os candidatos do PL ao Senado.
O cenário hoje indica:
O PL larga como favorito para conquistar as duas vagas. Caroline de Toni desponta como o nome mais equilibrado eleitoralmente, enquanto Esperidião Amin aparece como principal alternativa ao domínio bolsonarista.
A pesquisa também mostra que a eleição ainda pode sofrer mudanças dependendo das alianças, especialmente se houver um eventual rearranjo do campo da direita. A presença simultânea de Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni na disputa cria uma concentração muito forte do eleitor conservador, dificultando espaço para adversários.
Mesmo assim, a forte rejeição a Carlos o coloca em risco, e a tendência é de aumento desse índice durante a campanha, especialmente quando a questão de não ter qualquer ligação com Santa Catarina chegar com mais força aos ouvidos do eleitor.
Veja mais postagens desse autor

