Dr. Thomas Alisson Marques Raupp

A COVID-longa refere-se ao conjunto de sintomas que persistem por mais
de um mês após a fase aguda da infecção pelo SARS-CoV-2. Esses sintomas podem afetar diferentes sistemas do organismo, com destaque para o sistema neurológico, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Qualquer pessoa que tenha sido infectada pela COVID-19 pode desenvolver sintomas persistentes, independentemente da gravidade inicial da doença. Estudos mostram maior frequência em mulheres e em adultos de meia-idade.

As manifestações neurológicas mais comuns observadas são:
Alterações cognitivas (dificuldade de memória, atenção e concentração – “brain fog”),
anosmia (perda do olfato), alterações do paladar e distúrbios do sono. Esses sintomas podem persistir por meses e, em alguns casos, ultrapassar 10 meses de duração.Além das alterações neurológicas, são frequentemente relatados os principais sintomas associados:
fadiga, dor muscular, cefaleia, falta de ar e tontura.

Os sintomas nem sempre aparecem logo pós a infecção. Alguns sintomas surgem ainda na fase
aguda, enquanto outros se manifestam ou persistem na fase crônica da doença, podendo ser assintomáticos inicialmente e evoluir ao longo do tempo.

A COVID-longa exige avaliação e acompanhamento contínuo. O estudo mostrou diferenças regionais na busca por tratamento, destacando a importância da atenção básica, do acompanhamento especializado e da abordagem multiprofissional.

A persistência dos sintomas pode comprometer o desempenho no trabalho, a saúde mental e a qualidade de vida. O acompanhamento permite: monitoramento da evolução dos sintomas,
intervenção precoce, reabilitação adequada, melhora funcional e social do paciente, abordagem recomendada.

A COVID-longa deve ser manejada de forma integral e multidisciplinar, envolvendo atenção
básica, especialistas e serviços de reabilitação, com foco no cuidado centrado no paciente.

DR. THOMAS ALISSON MARQUES RAUPP
CRM/SC 38288
Médico Generalista
Pronto Atendimento Cocal Do Sul/SC