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Equipe do projeto Ecosol, que aposta em tecnologia aberta e autogestionada para ampliar organização coletiva de profissionais que atuam por aplicativos – Foto: Divulgação

Uma parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) deu início ao desenvolvimento de uma plataforma pública e de código aberto voltada ao trabalho digital autônomo. Batizado de “Ecosol Digital”, o projeto busca oferecer uma alternativa às grandes plataformas privadas, com foco na autonomia e na organização coletiva de trabalhadores.

A iniciativa, que começou em março deste ano, pretende atender uma demanda crescente de profissionais como entregadores, motoristas de aplicativo e artesãos, que dependem de ferramentas digitais para exercer suas atividades. A proposta é permitir maior participação desses trabalhadores nas decisões, além de garantir transparência nas relações de trabalho e maior controle sobre a precificação dos serviços.

A infraestrutura tecnológica será do tipo white label, permitindo que cooperativas, associações e organizações de economia solidária desenvolvam seus próprios aplicativos. A ideia é reduzir a dependência das plataformas comerciais dominantes e criar um ambiente digital mais justo. “Não se trata apenas de usar tecnologia, mas de redefinir quem controla e se beneficia dela”, afirma a coordenadora do projeto, professora Patrícia Plentz.

O primeiro aplicativo a ser desenvolvido será voltado para entregadores da Grande Florianópolis, com participação da Associação Motasso. A fase inicial terá duração de 18 meses e incluirá diagnóstico das demandas dos trabalhadores, desenvolvimento da ferramenta e testes operacionais. Ao final, a plataforma estará preparada para abrigar outros aplicativos voltados à economia solidária.

Segundo o professor Jean Hauck, do Departamento de Informática e Estatística da UFSC, o projeto combina métodos de engenharia de domínio e design thinking para mapear necessidades reais dos usuários. “Buscamos compreender as principais dificuldades enfrentadas por trabalhadores de aplicativos e como uma plataforma aberta pode contribuir para solucioná-las”, explica.

A iniciativa também tem caráter formativo, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades práticas. Além do desenvolvimento técnico, os participantes exercitam competências como trabalho em equipe, gestão e inovação.

O financiamento do MTE é apontado como elemento estratégico para garantir escala e impacto nacional. A parceria permite alinhar a produção acadêmica com políticas públicas voltadas ao trabalho e à economia solidária, ampliando o alcance das soluções desenvolvidas.

A expectativa é que o Ecosol Digital contribua para transformar a relação entre tecnologia e trabalho no país, oferecendo uma alternativa mais justa e participativa para cerca de 1,7 milhão de trabalhadores que hoje dependem de plataformas digitais.