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Iniciativa prioriza prematuros e crianças de até 24 meses com comorbidades – Imagem: Magnific

Santa Catarina avança na estratégia de proteção à saúde infantil com a distribuição de 5.173 doses do anticorpo monoclonal nirsevimabe desde fevereiro de 2026. A medida amplia a prevenção contra formas graves do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de infecções respiratórias em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida.

A iniciativa prioriza dois grupos: recém-nascidos prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, que recebem o imunológico ao longo de todo o ano; e crianças de até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, displasia broncopulmonar, imunodeficiências, síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares ou anomalias congênitas das vias aéreas.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica, João Augusto Fuck, o uso do anticorpo representa um reforço importante no enfrentamento ao vírus. “Ele se soma à vacinação de gestantes, disponível a partir da 28ª semana de gestação, ampliando a proteção dos recém-nascidos nos primeiros meses de vida”, destacou.

A ampliação do acesso ao nirsevimabe é resultado de um trabalho coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde, que desde o fim de 2025 vem estruturando a rede de atendimento, com mapeamento de maternidades e definição de diretrizes técnicas para aplicação do imunizante.

Até o momento, 223 municípios catarinenses já registraram a aplicação do anticorpo. O imunológico integra o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

Além disso, a vacina contra o VSR segue disponível para gestantes a partir da 28ª semana. A imunização estimula a produção de anticorpos que são transferidos ao feto, garantindo proteção ao bebê nos primeiros seis meses de vida.