Governo Jorginho teve gasto recorde com comissionados; indicados por aliado do governo são exonerados; data do anúncio de Merisio — e outros destaques
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O valor das despesas com servidores comissionados no governo Jorginho Mello (PL) bateu recorde neste ano eleitoral. Segundo o site da Transparência do Estado, em janeiro e fevereiro os gastos foram, respectivamente, de R$ 13,4 milhões e R$ 12,1 milhões, as maiores quantias desde o início da divulgação dos dados, em 2017. Esse valor considera apenas os comissionados puros — aqueles que não são concursados.
Para efeito de comparação, entre fevereiro de 2023 e o mesmo mês deste ano, o aumento foi de quase 45%. A alta dos custos é ainda maior se comparada ao primeiro ano de governo, em 2022, mas, nesse período, a nova gestão ainda estava ajustando os cargos.
Na comparação com o último ano do seu antecessor, a diferença é ainda maior. A média de despesa com comissionados no governo de Carlos Moisés da Silva, em 2022 — considerando todos os meses e o décimo terceiro — foi de R$ 7,9 milhões por mês. Já em 2025, a média do governo Jorginho foi de R$ 11,7 milhões, 47% a mais.
O maior número de comissionados puros no governo Jorginho foi registrado em fevereiro deste ano: 873 matrículas.
Já o número de comissionados com vínculo — os que são concursados, mas ocupam cargo de confiança — também subiu, aumentando 23% entre 2022, no governo Moisés, e o ano passado. Os dados estão públicos no portal da Transparência.
Procurei a assessoria da Secretaria de Estado da Administração. Como o contato foi fora do horário comercial, o governo não se manifestou. O espaço segue aberto.
Problema no Detran

O governo Jorginho Mello (PL) herdou da gestão de Carlos Moisés da Silva (UB) um grande problema relacionado ao Detran. Acontece que, em 2020, na gestão da delegada Sandra Mara Pereira, na presidência do Departamento de Trânsito, houve uma mudança de prédio da Rua Ursulina Senna de Castro, no Estreito, em Florianópolis, para o atual prédio localizado em Coqueiros. Na época, conforme divulguei, Sandra alegou que o prédio não estava em boas condições e sem as licenças necessárias. Um dos proprietários, Leonardo Nienkötter, rebateu dizendo que todas as manutenções eram feitas por ele e que toda a documentação estava em dia. O fato é que houve a troca de prédio, com um custo maior na ordem de R$ 25 mil.
Dívida
A família Nienkötter entrou com uma ação contra o Estado pedindo cerca de R$ 7 milhões referentes a aluguéis e reparos, com a alegação de que o prédio foi abandonado sem qualquer recuperação e que, por causa disso, sofreu invasões e depredações. Na época em que foi alugado, o imóvel custou mensalmente ao Estado R$ 159 mil, mais R$ 15 mil de IPTU. Agora foi determinado o pagamento da dívida, porém o presidente do Detran, coronel Cristiano Medeiros, teria se negado a pagar e mandou a questão de volta para a Procuradoria-Geral, que repassou o caso para a Secretaria de Estado da Segurança Pública. Como o Detran é um órgão independente, o secretário coronel Flávio Graff devolveu para a PGE, que agora mandou a conta para a Casa Civil. Caberá ao governador Jorginho Mello (PL) determinar o pagamento.
Mal-estar
A situação irritou o governador Jorginho Mello (PL). Segundo uma fonte, ele queria que o presidente do Detran, coronel Cristiano Medeiros, pagasse a conta e encerrasse o assunto. O relato é que Jorginho teria pensado até mesmo em exonerar Medeiros, que também não parece muito satisfeito, segundo algumas fontes que transitam no Detran.
Tem agenda

O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), parece ter acertado na agenda para o processo que se aproxima. Começou a fazer comparações entre a sua gestão e o governo Jorginho Mello (PL), além de apontar a falta de resultado em alguns setores do Governo do Estado. Até agora, Rodrigues era visto como um pretenso candidato, mas que não tinha uma agenda clara que pudesse atrair os olhares do eleitor. Isso contribuiu para que Jorginho chegasse ao patamar em que está hoje, segundo as pesquisas sérias, próximo dos 50% das intenções de voto, sendo que, pelo voto válido, se a eleição fosse hoje, levaria no primeiro turno.
Potencial

Para mudar a realidade que se apresenta no momento, o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), terá que apostar tudo no seu poder de comunicação. É visto que as suas postagens apresentaram uma melhora. Mesmo assim, é importante lembrar que o governador Jorginho Mello (PL), há cerca de dois anos, estabeleceu uma agenda pensando na eleição. Tem trabalhado forte para isso, tanto que conseguiu construir um cenário sem ter oposição. Agora tem, e caberá a Rodrigues trabalhar para fazer esses importantes 20% de musculatura subirem ao ponto de levar a eleição para o segundo turno. Se chegar lá, será Jorginho quem terá que correr atrás.
Incógnita
O comportamento do pré-candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), na eleição, é aguardado com expectativa. A centro-esquerda tem no 22 o seu maior adversário; porém, Merisio terá também na disputa o seu ex-companheiro de partido, João Rodrigues (PSD). É público o afastamento deles. Resta saber se haverá algum embate entre eles ou se o governador será o alvo de todos os candidatos.
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Foi batido o martelo e, no próximo dia 16, o pré-candidato ao Governo do Estado, Gelson Merisio (PSB), anunciará o seu projeto e também a formatação da futura chapa majoritária da centro-esquerda. Conforme antecipei em primeira mão, a chapa será formada por Merisio para governador, Ângela Albino (PDT) de vice, Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) ao Senado. Também serão anunciados os suplentes. Luci Choinaki (PT) terá a primeira suplência de Boppré.
Exonerações
O MDB seguirá perdendo cargos no Governo do Estado. A medida é vista nos bastidores como uma forma de pressão sobre os emedebistas. Somente serão poupados os cargos indicados pelos deputados que apoiam a permanência do MDB ao lado do governador Jorginho Mello (PL). Questionei uma fonte ligada ao governo se está sendo aberto espaço para acomodação de indicações dos partidos aliados, Republicanos e Podemos, por exemplo. A resposta: “Faz sentido que seja este o raciocínio!!”.
Aliado perde espaço

Chamou a atenção que o ex-secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck (Progressistas), aliado do governador Jorginho Mello (PL), perdeu os cargos que havia indicado. Dreveck deixou a secretaria por ser pré-candidato a deputado estadual. Na mesma semana, todos os seus indicados foram exonerados. O clima não é nada bom para Dreveck, pois todos que tiveram que sair não esconderam a irritação com ele. “Estão irritados com ele, porque não amarrou nada com o Jorginho (Mello)”, me disse uma fonte.
Fogo amigo?

O deputado estadual Sargento Lima (PL) postou um vídeo ontem, em frente ao seu gabinete regional, localizado no bairro Bucarein, em Joinville. O veículo de um de seus assessores foi apedrejado por pessoas em visível estado de embriaguez que usam o Restaurante Popular. Lima criticou a gestão municipal, que estava sob o comando do agora ex-prefeito Adriano Silva (Novo). Para ele, a prefeitura resolveu acabar com a economia do bairro quando criou o restaurante.
Rombo na Celos

A Operação “Sem Lastro”, deflagrada pela Polícia Federal e que mira um suposto esquema milionário de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro na Fundação Celesc de Seguridade Social (Celos), reacendeu um alerta que, segundo o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina (Senge-SC), não é novo. A entidade lembra que vem, há anos, chamando atenção para os problemas na gestão do fundo previdenciário da estatal, muito antes de a atual investigação ganhar dimensão policial. Ao longo do tempo, o sindicato afirma ter orientado participantes, divulgado boletins, provocado órgãos de controle e adotado medidas judiciais em busca da recomposição de perdas.
Denúncias do sindicato
O histórico citado pelo Senge-SC remonta, por exemplo, a 2017, quando a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decidiu afastar três diretores da Celos após auto de infração lavrado em 2016 — desdobramento que teve origem em denúncias encaminhadas pelo sindicato a órgãos de controle, entre eles o Tribunal de Contas do Estado. À época, a medida foi vista como reconhecimento formal da gravidade das irregularidades apontadas. Com o bloqueio de até R$ 365 milhões e a apreensão de dezenas de imóveis na operação desta semana, o sindicato afirma que os fatos reforçam a pertinência dos alertas feitos ao longo dos anos e cobra responsabilização dos envolvidos, além da recuperação dos valores. O foco, segundo a entidade, é proteger os participantes que agora enfrentam déficits decorrentes de decisões consideradas temerárias na gestão do fundo.
Nota da Sejuri
“A Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) informa que, em atenção à matéria jornalística publicada em 08 de abril de 2026, que noticia suposta prática de improbidade administrativa por parte de servidores da Colônia Agroindustrial de Palhoça, consistente no alegado uso irregular de veículos oficiais, os fatos já estão sendo apurados no âmbito administrativo.
A apuração ocorre por meio de Investigação Preliminar Sumária, atualmente em fase de instrução.
Preliminarmente, foi identificado que a servidora mencionada na reportagem exerce a função de Coordenadora de Execução Penal da unidade prisional e, em razão do cargo, possui veículo oficial à sua disposição (Fiat Pálio Weekend), conforme previsto na Portaria nº 0163/GABS/SJC, de 20 de fevereiro de 2017. Até o momento, não há indícios de utilização do veículo para fins particulares.
Em relação ao outro servidor citado, foi constatado que houve uso esporádico do veículo Fiat Strada, que integra a frota administrativa de uso coletivo da unidade, destinada a diversos servidores. Também não há, até o momento, indícios de uso indevido para fins particulares.
A Sejuri ressalta que a apuração segue de forma transparente, com observância rigorosa dos princípios legais e do devido processo administrativo, visando ao completo esclarecimento dos fatos. Caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as medidas disciplinares cabíveis” – Assessoria de Comunicação da Sejuri
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