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Júlia está insatisfeita com o que chamou de ingratidão – Imagem: Rede Social

Ontem, a deputada federal Júlia Zanatta (PL) foi para as redes sociais desabafar sobre ingratidão. Ela relatou que visitou uma jovem vereadora de primeiro mandato e que conversaram sobre os burburinhos que estavam no PL e sobre a situação da pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado, quando a parlamentar defendeu que se tivesse gratidão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Júlia, a vereadora perguntou até quando teria que ter gratidão. “Às vezes, eu me pergunto se não tem gente da nova política que não está preparada para certos assuntos e nem mesmo para criticar alguns da velha política”, questionou.

Júlia criticou algumas pessoas, sem citar nomes, que se elegeram com a sua ajuda e que agora não demonstram gratidão. Ela prometeu que, mais para frente, revelará quem são os alvos. Seriam pelo menos três. Apurei que o principal alvo da live é a vereadora de primeiro mandato de Biguaçu, Bia Borba, que teria sido a “jovem liderança” com quem Júlia teria conversado. Apesar de ter sido eleita com apenas 988 votos, sendo a 11ª mais votada no município, Bia conta com 212 mil seguidores nas redes sociais e padrinhos como a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PL) e o deputado federal de Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL). Por isso, é vista com potencial de crescimento.

Nikolas pediu para que Bia dispute uma vaga à Câmara Federal – Imagem: Rede Social

Na semana passada, escrevi que o PL enfrentará, neste ano, uma verdadeira guerra interna, inclusive aqui em Santa Catarina. Os embates serão entre o grupo ligado a Nikolas contra os alinhados a Eduardo Bolsonaro. É aí que entram Bia e Júlia. Há alguns dias, a vereadora de Biguaçu anunciou que aceitou um pedido do deputado de Minas e que disputará, neste ano, uma vaga à Câmara Federal. A situação irritou Júlia, que apoiou a eleição de Bia em 2024 e agora se sente traída com a decisão. Se Bia Borba realmente confirmar a candidatura, poderá ter os canhões de Júlia voltados para ela.

Esse movimento de Bia tem o apoio de Ana Campagnolo. Primeiro, porque a parlamentar está no grupo de Nikolas, sobretudo após os ataques que sofreu ao defender a pré-candidatura ao Senado da deputada federal Carol de Toni (PL) e criticar a vinda de Carlos Bolsonaro para Santa Catarina. Além disso, conforme já escrevi, ela é madrinha política da jovem vereadora, que foi preparada durante dois anos no gabinete de Campagnolo, na Assembleia Legislativa.

Essa situação dará holofotes ao distanciamento de Ana Campagnolo de Júlia Zanatta, que é defensora de Eduardo e Carlos Bolsonaro. Tem, inclusive, o potencial de ser um dos maiores embates do PL catarinense na eleição que se aproxima, mesmo se confirmar a informação de que Bia teria se filiado a outro partido, situação que está sendo apurada pela coluna. Além delas, outros deputados do PL começam a se posicionar nos bastidores. Não somente os que ficarão entre Nikolas e Eduardo, mas também os que se posicionarão pró-Carol de Toni e Carlos Bolsonaro. Mesmo com a opção dos dois votos, o provável crescimento do senador Esperidião Amin (Progressistas) nas pesquisas sérias poderá forçar um posicionamento em relação à corrida ao Senado.

Embora fortalecidos e com uma projeção real de elegerem as maiores bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, os liberais em Santa Catarina terão uma eleição com uma disputa interna bem abaixo da linha da cintura.

Gabinete do ódio

A deputada federal Carol de Toni (PL) começou a ser alvo do gabinete do ódio, supostamente ligado a Carlos Bolsonaro (PL). Segundo uma fonte, a leitura do grupo ligado ao ex-vereador do Rio de Janeiro é que era preciso focar na deputada catarinense para tentar desidratá-la. Claro, sem aparecerem as digitais de Carlos, que pretende manter as aparências. Resta saber se há espaço para um recuo, a partir da constatação de que os ataques a Carol partiram do tal gabinete. O que é dito por algumas fontes de dentro do PL é que o método é o mesmo, por isso teria sido fácil identificar a suposta origem dos ataques.

Uso do pai?

Carlos teria sido desmentido por Michelle Bolsonaro – Imagem: Divulgação

No dia 1º de abril, em uma postagem no X, o ex-vereador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado aqui por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), escreveu sobre a visita que fez ao ex-presidente Jair Bolsonaro: “Meu pai continua enfrentando crises de soluços intermináveis e ininterruptas, e sua saúde se deteriora rapidamente em razão das comorbidades e do cerceamento de liberdade”. Acontece que, três dias após, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou o Instagram e fez uma postagem sem citar o nome de Carlos, mas praticamente desmentindo o enteado. “Galego está há seis dias sem soluços. Conseguindo fazer a fisioterapia! Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer ao nosso amado Pai”. Segundo lideranças liberais, um fracasso de Carlos aqui em Santa Catarina é visto por Michelle como uma vitória.

Comemoração

Após segurar os deputados, Chiodini vai trabalhar pela união – Imagem: Divulgação

Lideranças emedebistas comemoraram o fim da janela partidária. Segundo fontes ligadas ao partido, mesmo com as fortes investidas do governador Jorginho Mello (PL), que tentou tirar deputados e suplentes do partido, o único que saiu foi o vice-prefeito de São José, Michel Schlemper, que se filiou ao PL. Mas quase Antídio Lunelli, Jerry Comper e os suplentes Emerson Stein e Cleiton Fossá deixaram o partido.

União na esquerda

Necessidade de palanque para Lula uniu a centro-esquerda – Imagem: Secom/GOV

Chama atenção o clima de união na centro-esquerda catarinense. Nas eleições passadas, cada partido tinha uma ideia de cenário e havia um fechamento total para abrir espaço para lideranças não tão ideológicas liderarem o processo eleitoral. Agora, os partidos se aproximaram e entenderam que a esquerda precisa se unir em torno do projeto que será liderado pelo ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB), como pré-candidato ao Governo do Estado. A decisão do PSOL no final de semana foi emblemática.

Parisotto de volta

Débora e Narcizo se filiaram ao UB para disputar a eleição – Imagem: Divulgação

O missionário Narcizo Parisotto, ex-deputado estadual, voltou ao cenário político. Ele e sua filha, Débora Parisotto, com a bênção do comando estadual do PSD, se filiaram ao União Brasil, partido que, ao lado do Progressistas, com quem está federado, anunciou que estará na aliança do pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD). A filiação foi estratégica para contrapor a pré-candidatura do deputado estadual Jair Miotto, que foi para o PL.

Disputa

A forma como o deputado estadual Jair Miotto saiu do União Brasil em direção ao PL gerou irritação. Lideranças do UB reclamam de algumas falas de Miotto, que tentou justificar a troca de partido. Com a saída, foi feita uma movimentação estratégica. O ex-deputado Narcizo Parisotto, que iria a federal, agora é pré-candidato a deputado estadual, enquanto sua filha, Débora Parisotto, que disputaria uma vaga à Alesc, agora tentará uma vaga em Brasília. A ideia é colocar Parisotto para disputar diretamente os votos com Miotto.

Ficou

Guimarães decidiu ficar no União Brasil – Imagem: Divulgação

Apesar do convite para se filiar ao PL e ao Republicanos, o deputado estadual Sérgio Guimarães decidiu permanecer no União Brasil. Ele ligou para o vice-presidente estadual do PL, Bruno Mello, para agradecer e dizer que não aceitaria o convite. Além da decisão de permanecer no partido que lhe deu a primeira eleição, Guimarães também fez contas pensando em 2028. Acontece que ele e o deputado estadual Camilo Martins (PL) devem ser adversários na disputa pela Prefeitura de Palhoça. Se tivesse mudado, corria o risco de não ser liberado para ser candidato.

Zema em SC

Romeu Zema durante visita a SC no ano passado – Imagem: Divulgação

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), estará hoje em Chapecó para cumprir algumas agendas organizadas pelo Novo. Ele fará uma palestra no Saudoso Boteco, a partir das 19h, e, na sequência, participará de um evento de filiações.

CPI dos Cartórios

Ivan Naatz aguarda o parecer da procuradoria para abrir a CPI – Imagem: Alesc

Está sob análise da Procuradoria Jurídica da Assembleia Legislativa o requerimento do deputado estadual Ivan Naatz (PL), solicitando a formação de uma CPI. Ele quer investigar a existência de possíveis irregularidades e cobranças abusivas, desproporcionais e economicamente injustificadas, praticadas, supostamente, pelos cartórios extrajudiciais do Estado. Naatz informou que já tem 15 assinaturas, uma a mais do que o necessário para a abertura da CPI. Ele também já teria conseguido o apoio da OAB e do Conselho Regional dos Corretores Imobiliários (Creci).

Sem médicos

A 33ª Promotoria de Justiça, unidade responsável pelas ações de controle da saúde estadual, adicionou mais um foco na investigação aberta ainda em fevereiro de 2023: o déficit na oferta de atendimento por médico psiquiatra infantil no município de Florianópolis. Na origem, o inquérito, aberto há mais de três anos, foi para apurar a “ausência de atendimento multidisciplinar com médico neurologista pediátrico, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo e terapeuta ocupacional, para crianças e adolescentes portadores de Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou em investigação de possível diagnóstico” também na capital.

Descaso

O descaso com crianças e adolescentes portadores de TEA também é o foco de outra investigação, o que indica que a saúde pública na capital tem problemas graves de atendimento para este público. O Ministério Público abriu, no dia 19 de março, um inquérito para apurar supostas irregularidades da Prefeitura de Florianópolis por “abandono” de crianças, jovens e adultos autistas. O caso está sendo conduzido em sigilo pela 30ª Promotoria de Justiça e foi aberto após denúncias do Coletivo TEACorda sobre falta de atuação da gestão Topázio Neto (Podemos) para atendimentos de pessoas com transtorno do espectro autista na capital. O ato de abertura da investigação informa que será apurado: “a falta de equipe profissional, local adequado, horário de serviço e, por consequência, a demora para entrada em procedimentos de benefícios previdenciários, envolvendo pessoas com transtorno do espectro autista, no CRAS e CREAS” do município.